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terça-feira, 4 de outubro de 2011

Fichamento - V Grupo 1

Bolsista: Angelo Faustino

A forma-ação do ator-professor: as intimações do imaginário na reeducação do sensível

Autor: Adriano Moraes de Oliveira

“A concentração exigida num ato teatral não está apenas no próprio ator, mas no próprio encontro.” (p. 1)

“... não podia deixar de lado os processos formativos pelos quais meus sujeitos de pesquisa haviam passado. Assim, compreendi que aquilo que entendo ser um caminho para a formação de um ator-professor é um processo de conhecimento da nossa própria sensibilidade, isto é, de como percebemos e expressamos nossa percepção do mundo.” (p. 2)

“A idéia de formação de um ator-professor apoia-se no fato de que o teatro é um campo pedagógico por excelência. O ator, tecnicamente preparado, ao atuar proporciona que o espectador se movimente em suas experiências pessoais. Nesse encontro entre o ator e o espectador, que é sustentado por um ato de doação do ator, podem ocorrer choques perceptivos, ocasionando, naturalmente, uma aprendizagem ao espectador. Como diz Grotowski,” (p 3)

“Configurei o recorte de minha pesquisa assumindo como princípio de que uma das funções de um ator-professor é a de promover o encontro do homem com ele próprio por meio da reapresentação de ações dramáticas.” (p. 3)

“Ter o que executar em cena é o que provoca o surgimento do interesse, tanto o do ator quanto o do espectador, na participação do jogo do teatro. Pensando em seus desejos, o ator experimenta o “como se” stanislavskiano: experimenta conscientemente a representação de si pela projeção de seu imaginário e do imaginário de uma época.” (p, 3-4)

“Os exercícios públicos teatrais configuraram-se como lugares de interlocução com a tradição do teatro: são os alunos experimentando línguas estrangeiras como as de Stanislavski e seu método de ações físicas e a de Grotowski com suas orientações míticas e místicas para que o teatro possa manter o homem ligado a sua origem.” (p. 4)

A escrita teatral na formação de professores

Alessandra Ancona de Faria

Entendo que a formação deve ser pensada como um processo permanente, que parta de problemas concretos experimentados pelo professor e que possa ser uma reflexão que relaciona a teoria à prática por ele vivida. (p. 1)

“Trabalhar com a história de vida dos professores é entender a formação como um processo de construção de sentido, a construção de um sentido que só será possível na proposição de que cada professor possa criar a sua história” (p. 1-2)

“... a arte como meio de transformação e dentro deste entendimento, a presença da arte é fundamental para que, a formação permita vivenciar as relações entre o real e o imaginário, entre o real como está definido atualmente e a possibilidade de transformação desta realidade” (p. 2)

“... a exploração das histórias de vida dos professores através do jogo teatral poderá ser uma enorme fonte de reflexões e apropriações do percurso traçado pelos professores em suas diferentes opções profissionais.” (p. 2)

“Pensar a formação como ato criador torna-se elemento fundamental e plausível no sentido de tornar um indivíduo mais sensível, e de que esta sensibilidade possa alterar a maneira das pessoas se relacionarem no mundo, integrando aspectos há muitodicotomizados.” (p. 4)

“Corações e Mentes: Um estudo acerca das possibilidades de relações dos jovens e o teatro”

Aline Cristiane Grisa

“A juventude é uma categoria socialmente construída, formulada no contexto de particulares circunstâncias econômicas, sociais ou políticas, umacategoria sujeita, pois, a modificar-se ao longo do tempo”. (p. 1)

“Entretanto, o projeto em questão mesmo com discussões mais amplas, não descarta o respaldo de leis que implicam a juventude uma extensão etária dos 12 até 29 anos, tendo em vista uma escrita articulada entre dados culturais e biológicos para buscar uma definição mais confortável ao falarmos sobre a juventude hoje.” (p. 2)

A Prática Extensionista na Formação de Professores de Teatro

Prof. Dr. Arão Paranaguá de Santana]

Considerando que a troca de saberes acadêmico e popular é resultante do confronto com a realidade e exige relações dialógicas entre universidade e sociedade, o desafio proposto por Ação Cultural em Teatro buscou o estabelecimento de parcerias no intuito de equacionar o interesse dos sujeitos e instituições.” (p. 1)

“Considerando que a valorização da ação extensionista e sua institucionalização junto aos setores competentes da universidade são elementos indispensáveis para a execução de projetos como esse, a avaliação visou compreender o compromisso institucional e o impacto das atividades junto aos segmentos sociais envolvidos.” (p. 2)

“Podemos dizer que a dimensão pedagógica foi bastante salientada, uma vez que o processo de imersão no tema da extensão provocou uma leitura reflexiva de questões que são recorrentes na formação do educador e do artista, ultrapassando, dessa maneira, os saberes veiculados através de disciplinas convencionalmente ministradas nas licenciaturas, como metodologia de ensino e estágio supervisionado.” (p. 2)

“Para a consolidação de práticas extensionistas vinculadas a uma formação de qualidade torna-se imprescindível o envolvimento político-institucional da Universidade, através de um apoio concreto e não somente uma intenção no papel, propiciando a continuidade de projetos dessa natureza. Neste sentido, visando encaminhar uma contribuição concreta, está sendo desenvolvida a pesquisa” (p. 3)

PARA UMA TEORIZAÇÃO DO TEATRO EMANCIPADOR

Lucilia Maria de Oliveira Rodrigues Valente

“... Assim, o teatro emancipador é uma intervenção artístico-formativa que visa uma ligação entre a actividade educativa, teatral e cívica. Com efeito, a área científica de Teatro e Comunidade criada no contexto da Licenciatura em Estudos da Universidade de Évora fez emergir uma dimensão de intervenção social formativa que, chega a tomar a forma de alfabetização artística perante a constatação da iliteracia artística de várias faixas populacionais

(Valente, Bezelga & Chafirovitch, 2003).” (p. 1)

A dinâmica do teatro emancipador depende em grande parte da pessoa que o conduz, o professor-motor, um jogador activo, simultaneamente “facilitador”, “propulsionador” e “encenador co-criador”. O termo é adaptado a partir do conceito de “acteur-moteur” utilizado em companhias de teatro e comunidade, como o grupo Thêatre du Fil (sediado em Paris). Note-se, porém que este conceito de motor difere da biomecânica de Myerhold.” (p. 2)

“O professor-motor deverá desenvolver a capacidade de assumir vários papeis como o de actor ou de encenador, fazendo constantemente inversões destes vários papeis. Esta capacidade implica uma atitude e um saber artístico-pedagógico que exige uma grande flexibilidade.” (p. 2)

“No teatro emancipador, o professor-motor é sobretudo um reinventor teatral que, a partir de processos de investigação acção participante, é capaz de descobrir, em acção, outros caminhos, outras direcções, de acordo com a população específica com quem trabalha . Ao experimentar, ele está, ao mesmo tempo, a reflectir em novos factos e novas ideias.” (p. 3)

PROCESSOS DE CRIAÇÃO COMO PRÁTICA PEDAGÓGICA

Marcelo Gianini

“À arte não interessa mexer com as velocidades infinitas do caos, desacelerá-las. A arte emoldura o caos. Dentro de uma moldura, de uma formalização, a arte enquadra o caos mantendo sua aceleração infinita. Por isso podemos dizer que toda obra de arte é uma potência absoluta, pois conserva nela o infinito.” (p. 1)

“Talvez provocar seja o verbo mais interessante. Provocar no aluno a vontade, o desejo de entrar na zona de potência. Indicar-lhe caminhos, possibilidades, que talvez não cheguem a nada, ou, com sorte, nos lancem dentro destas velocidades infinitas.” (p. 2)

“Talvez provocar seja o verbo mais interessante. Provocar no aluno a vontade, o desejo de entrar na zona de potência. Indicar-lhe caminhos, possibilidades, que talvez não cheguem a nada, ou, com sorte, nos lancem dentro destas velocidades infinitas.” (p. 2)

“Artista e educador. Provocador que, sem deixar de lado sua capacidade criativa, sem deixar de lado sua capacidade de se lançar na zona de turbulência, possui a experiência de entrar e sair das zonas de criação, que consegue, e sabe!, como compartilhar esta experiência.”(p. 2)

“... os jogadores ficam livres para descobrir novas formas de dizer o texto, abertos a novas conecções de frases e palavras, prontos para serem surpreendidos pelo acaso e, assim, acharem novos significados, novos pensamentos, novas molduras para o texto poético. O jogo de regras abre espaços, cria fissuras para que entremos nas zonas de turbulência.” (p. 3)

De onde viemos para onde estamos indo: a demonstração prática como caminho

pedagógico teatral

Narciso Telles

“... O processo de aquisição de conhecimento teatral, no caso do ensino de interpretação no ocidente, passa pelo indivíduo aluno e por suas informações corpóreo-sensoriais. Era perceptível que, no encontro posterior, a demonstração de vários dos participantes da oficina ampliou a percepção e a compreensão das atividades propostas, o que possibilitou uma maior dinâmica no processo de trabalho.” (p 1)

“Contextualizar o conhecimento possibilita ao aluno: uma maior compreensão de toda a experiência vivida pelo artista-docente, de suas tensões e enfrentamentos diante deste elemento técnico, e re-configura uma relação que não estará baseada na estrutura autoritária de poder

(FOUCAULT, 1996), que muitas vezes garante ao professor uma incomunicabilidade com seus alunos e o estabelecimento não de uma troca, mas de uma ordem no processo de ensino-aprendizagem. (p. 2)

“... A proposta era que o aluno-pesquisador procurasse movimentar a partir da escuta e percepção do espaç0o físico, podendo mudar seu trajeto totalmente pelos estímulos externos ao seu redor.” (p. 3)

DIÁLOGO ENTRE SABERES: a formação extra-curricular do professor de teatro

Ricardo Carvalho de Figueiredo

“... a formação docente é um processo permanente de construção que se realiza na estreita relação com as possibilidades de interação dos sujeitos, através dos fazeres da sala de aula e fora dela, sendo possível concretizar uma proposta de ensino e aprendizagem que signifique efetivas interações no sentido da transformação dos conhecimentos.” (p. 1)

“... Quando respeita esse conhecimento adquirido anteriormente, pouco faz para dar espaço para uma socialização e transformação do mesmo. Sabemos que vários professores, nas instâncias particulares de suas aulas, conseguem driblar essa lógica e fazer usos de táticas para proporcionar esse diálogo, mas são casos específicos.” (p. 1)

“... A forma que encontramos de socializar esses saberes foi através desse projeto onde os alunos da licenciatura, divididos em equipes, desenvolveram uma alfabetização teatral junto à comunidade, dialogando seus saberes e propondo tanto a apreciação do evento teatral quanto o fazer artístico, intercalando-os com a contextualização – histórica, política, social etc.” (p. 2)

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