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quinta-feira, 22 de setembro de 2011

Fichamento II - Desgrangs e Edélcio Mostaço

Texto: Teatralidade tátil: alterações no ato do espectador

Autor: Flávio Desgranges

Bolsista: Angelo Faustino

“... a relação do espectador com o teatro está intimamente relacionada com a maneira, própria a cada época, de ser-sentir-pensar o mundo”. (p.01)

“A renovação artística que marca a transição da tragédia classicista e heróica para a forma dramática nascente se faz, pois, em tensão com as lutas da burguesia em ascensão no período.” (p.0 2)

“[...] O drama burguês utiliza-se deste potencial de aprendizagem, já presente nos efeitos da tragédia heróica, com o intuito de ampliá-lo (com adaptações), estabelecendo uma tensão entre a nova forma e os propósitos da burguesia em ascensão.” (p. 02)

“Portanto, considerar a recepção e a interpretação como processos baseados em valores estéticos e políticos, traz consequências importantes para a formação do espectador, uma vez que não se pode mais alegar uma natureza a - histórica do conhecimento, nem contar um modelo fixo a ser seguido para valorizar algo” (p. 03)

“O Drama burguês, surgido em tempos de afirmação do núcleo familiar, faz das reprimendas de conduta seu efeito primordial. Como destaca Lillo, “convém ao palco” alertar a juventude “dos vícios destrutivos”. (p.03)

"O ato do espectador tem como eixo principal a própria imersão no mundo ficcional. O modo de concepção das obras de arte, em consonância com o modo de compreensão do ato de leitura, indica a busca por identificar a atividade do espectador, partindo dos próprios parâmetros de recepção estética em voga no período. (p.04)

“A cena moderna não inviabiliza, pois, a identificação do espectador com o protagonista, mas quer impedir que a empatia e o mergulho no universo ficcional se dêem de maneira abandonada, sem retorno reflexivo”. (p.05)

“Somente uma recepção distraída, em que o consciente seja surpreendido, pego desatento, poderia se deixar atingir pelo instante significativo em que, na relação com o objeto artístico, o olhar nos é retribuído, nos toca o íntimo, e faz surgir o inadvertido, trazendo à tona experiências cruciais do passado”. (p.06)

“[...] o que não acontece na teatralidade pós-dramática, que como sugere a própria denominação, refuta o principio dramático, abandona a “psico-lógica”, e não opera mais prioritariamente por empatia e imersão no universo ficcional criado pelo autor.” ( p. 07)

“Ante a teatralidade pós-dramática, o espectador opera não sobre, mas a partir da proposta do autor”. (p.08)

Texto: Uma incursão pela estética da recepção

Autor: Edélcio Mostaço

Bolsista: Angelo Faustino

“[...] Em seus primórdios fixou quatro eixos de investigação: a) a obra de arte possui uma natureza singularmente histórica, ou seja, vive e revive através das sucessivas leituras que tem o poder de atualizá-la e/ou nela inscrever a percepção contemporânea.” (p. 02)

“Ao emergir, em sua fase heróica, a estética da recepção provocou vários abalos, especialmente por deslocar o eixo da discussão cultural, deixando de privilegiar o autor e seu universo para ressaltar o processo interativo que se estabelece entre a obra, o leitor e o fundo social circundante”. (p.02)

“Se atentarmos ao ambiente político dos anos de 1960 e 1970, com a Guerra do Vietnã sinalizado o tônus de inúmeros outros conflitos mundiais e os vários abalos provocados pelos movimentos de contestação nos EUA e na Europa, teremos o quadro tenso das discussões travadas, onde a questão do engajamento intelectual cintilava como prioritária.” (p. 03)

“A estética da recepção parte do pressuposto de que a arte é um fazer, uma construção e, como tal, infunde uma dada relação com o leitor/espectador”. (p.04)

“A estética da recepção parte do pressuposto de que a arte é um fazer, uma construção e, como tal, infunde uma dada relação com o leito/espectador.” (p. 0 5)

“Essa fronteira cognitiva, saber - falso / crer-verdade, que marca a separação entre o interior e o exterior do teatro, [...] é a mesma que estabelece a diferença intrínseca e substancial entre as emoções estéticas reais e a emoções teatrais”. (p.06)

COMENTÁRIO

Os textos trazem a reflexão sobre a relação autor, leitor e as situações externas a todos. O conceito de arte como um fazer, como construção nos leva a buscar conhecer mais sobre o processo de integração entre a obra e o seu receptor.

O espectador também é observado, sua modificação ao longo dos anos, justificando assim as mudanças nas suas relações com a obra, por seu contexto social e histórico.

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