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quinta-feira, 22 de setembro de 2011

Fichamento I - Clovis Massa e Biange Cabral

Texto: Redefinições nos estudos de Recepção/ Relação Teatral

Autor: Clovis Massa

Bolsista: Angelo Faustino


“ainda distante das investigações empíricas sobre espectadores vislumbrarem conclusões relevante, as particularidades da arte teatral exigiram novo objeto de análise, desta vez concebido através da estética da produção e da recepção. Em decorrência disso, passou a delimitar-se pela relação ente ator e espectador, uma das várias relações teatrais compreendidas dentro do processo produtivo-receptivo”. (p.01)

“Professor e diretor são ambos mediadores, entre a produção e a recepção do espetáculo.” p.01

“Pelo viés da estética de produção e da recepção teatral, Patrice Pavis vinculou o circuito de concretização à dinâmica cultural em que o trabalho do espectador se realiza, ou seja, ao seu contexto social. Para tanto, propôs a idéia do metatexto, ou seja, o conjunto de textos conhecidos pelo espectador ou pelo encenador e utilizado por ambos para a leitura do texto. Para ele, a confrontação entre o metatexto (ou discurso) do diretor e o metatexto do espectador – nem sempre coincidentes – forma a concretização da encenação”. (p.02)

“além da percepção, pouco se sabe sobre os outros níveis da atividade receptiva: interpretação, reações cognitivas e emotivas, avaliação, memorização e evocação”. (p.03)

“Portanto, considerar a recepção e a interpretação como processos baseados em valores estéticos e políticos, traz conseqüências importantes para a formação do espectador, uma vez que não se pode mais alegar uma natureza a – histórica do conhecimento, nem contar com um modelo fixo a ser seguido para valorizar algo.” (p.03)

“Ainda que se presuma que as caracterizações advindas das entrevistas sejam diferentes desta construção virtual, a concretização canônica serve como exercício de treinamento dos entrevistadores, que necessitam lidar com categorias temáticas (semântico-cognitivas, ético-valorativas e tecno-apreciativas) e com os aspectos selecionados de espetáculo.” (p. 04)

“O papel do professor, além de identificar um texto aberto para o trabalho em grupo, está também em dirigir a atenção dos participantes para estes vazios do texto (mesmo que ele resulte da criação do grupo).” (p.05)

“As noções de horizonte de expectativas e vazios do texto permitem repensar a recepção teatral no âmbito da pedagogia, uma vez que ampliam possibilidades para compreender a relação entre a função da linguagem e o papel do leitor.” (p. 06)


Texto: O espaço da pedagogia na investigação da recepção do espetáculo

Autor: Biange Cabral

Bolsista: Angelo Faustino


“Ainda que a hermenêutica literária tenha aberto caminho para a compreensão do caráter de co-criação do espectador, a noção abstrata e teórica do horizonte de expectativas requereu maior definição pelos estudos teatrais.” (p. 02)

“O segundo tipo de pesquisa sobre recepção teatral, a que investiga os processos mentais, intelectuais e emotivos do espectador, procura analisar as operações do espectador a partir de uma base coerente de dados experimentais.” (p. 03)

“O impacto cultural de um espetáculo está relacionado quer com sua ressonância com o contexto social do espectador, quer com a transgressão das formas usuais e/ ou cotidianas do uso do espaço e texto”. (p.04)

“O prazer por meio da experiência estética permeia um acontecimento que deve provocar um deslumbramento, tirando o contemplador da percepção automatizada ou habitual do cotidiano e o conduzindo à dimensão estética”. (p.05)

“um trabalho de criação, segundo Iser, tem dois pólos: o artístico (o texto) e o estético (a realização do texto pelo leitor). Mas a obra de arte que dele decorre, não é idêntica ao texto nem à sua realização pelo leitor – ela se situa no meio das duas”. (p.05)


COMENTÁRIO

O ser professor, segundo o meu entendimento sobre os textos, tem em mãos a possibilidade de permeiar pelos caminhos da recepção, valendo-se da funçãopara isso da função de diretor. A leitura desse texto me atentou para o poder político pedagógico existente nas mãos de educador enquanto gerador de conhecimento.

Pude perceber a evolução dos estudos sobre a recepção mostraada por Clovis massa. A proposta de spectador como co-autor da obra, apesar de paraver um pocuo obvia após a leitura, transformou meu olhar sobre o fazer teatral em sala de aula. principalmente quando se pensa em apresentação feitas dentro da própria escola, onde outros alunos irão apreciar o resultado de um processo arte-educativo.

Acredito que tanto fazer quanto apreciar teatro estão no campo do ensino, o professor deve pensar o aluno e a platéia não como a supostamente ideal, passiva e distante da obra, mas como um ser real, que está ali em carne e osso, abosrvendo as informações com suas leituras próprias, de acordo com seus horizontes de expectativas.

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