Fichamento I - Clovis Massa e Biange Cabral
Texto: Redefinições nos estudos de Recepção/ Relação Teatral
Autor: Clovis Massa
Bolsista: Angelo Faustino
“ainda distante das investigações empíricas sobre espectadores vislumbrarem conclusões relevante, as particularidades da arte teatral exigiram novo objeto de análise, desta vez concebido através da estética da produção e da recepção. Em decorrência disso, passou a delimitar-se pela relação ente ator e espectador, uma das várias relações teatrais compreendidas dentro do processo produtivo-receptivo”. (p.01)
“Professor e diretor são ambos mediadores, entre a produção e a recepção do espetáculo.” p.01
“Ainda que se presuma que as caracterizações advindas das entrevistas sejam diferentes desta construção virtual, a concretização canônica serve como exercício de treinamento dos entrevistadores, que necessitam lidar com categorias temáticas (semântico-cognitivas, ético-valorativas e tecno-apreciativas) e com os aspectos selecionados de espetáculo.” (p. 04)
“O papel do professor, além de identificar um texto aberto para o trabalho em grupo, está também em dirigir a atenção dos participantes para estes vazios do texto (mesmo que ele resulte da criação do grupo).” (p.05)
“As noções de horizonte de expectativas e vazios do texto permitem repensar a recepção teatral no âmbito da pedagogia, uma vez que ampliam possibilidades para compreender a relação entre a função da linguagem e o papel do leitor.” (p. 06)
Texto: O espaço da pedagogia na investigação da recepção do espetáculo
Autor: Biange Cabral
Bolsista: Angelo Faustino
“Ainda que a hermenêutica literária tenha aberto caminho para a compreensão do caráter de co-criação do espectador, a noção abstrata e teórica do horizonte de expectativas requereu maior definição pelos estudos teatrais.” (p. 02)
“O segundo tipo de pesquisa sobre recepção teatral, a que investiga os processos mentais, intelectuais e emotivos do espectador, procura analisar as operações do espectador a partir de uma base coerente de dados experimentais.” (p. 03)
“O impacto cultural de um espetáculo está relacionado quer com sua ressonância com o contexto social do espectador, quer com a transgressão das formas usuais e/ ou cotidianas do uso do espaço e texto”. (p.04)
COMENTÁRIO
O ser professor, segundo o meu entendimento sobre os textos, tem em mãos a possibilidade de permeiar pelos caminhos da recepção, valendo-se da funçãopara isso da função de diretor. A leitura desse texto me atentou para o poder político pedagógico existente nas mãos de educador enquanto gerador de conhecimento.
Pude perceber a evolução dos estudos sobre a recepção mostraada por Clovis massa. A proposta de spectador como co-autor da obra, apesar de paraver um pocuo obvia após a leitura, transformou meu olhar sobre o fazer teatral em sala de aula. principalmente quando se pensa em apresentação feitas dentro da própria escola, onde outros alunos irão apreciar o resultado de um processo arte-educativo.
Acredito que tanto fazer quanto apreciar teatro estão no campo do ensino, o professor deve pensar o aluno e a platéia não como a supostamente ideal, passiva e distante da obra, mas como um ser real, que está ali em carne e osso, abosrvendo as informações com suas leituras próprias, de acordo com seus horizontes de expectativas
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