Fichamento III – Cláudio Cajaiba e
Texto: Pisposição palco/platéia ao longo da história: lugar e papel do espectador
Autor: Luís Cláudio Cajaiba Soares
Bolsista: Angelo Faustino
“As transformações promovidas pelo teatro romano já vinham carregadas de aproximações na relação palco/platéia e já denunciava o grau de sedução e provocação que um exercia sobre o outro e vice-versa” (p. 180).
“Balaustradas nas galerias frontais próximas ao palco eram a forma de proteger os atores do público temperamental. Os palcos ingleses eram divididos em céu, terra e inferno, localizados em diferentes níveis espaciais e em diferentes galerias” (p. 183).
"A aristocracia do período de Luís XIV impunha, assim, um conceito de disposição e comportamento muito distante dos praticados no período shakespereano, no qual as platéias manifestavam-se com total liberdade e veemência" (p. 185).
"Esta distância entre palco e platéia, que era comum em outras construções da época, foi apelidada por alguns historiadores de ‘terra de ninguém’. O apelido se refere também à disputa quase bélica travada entre os espectadores no momento de escolha dos assentos.” (p.185)
"Alguns autores associam o início da redemocratização do teatro ocidental a este período, quando as arquiteturas teatrais passam a abrigar um público predominantemente burguês. Eles passam a exigir boa visão e boa acústica, o que até então tinha sido privilégio de poucos nas construções antigas" (p. 186).
“[...] os projetos arquitetônicos revelavam um espírito exatamente inquieto e a vontade de ‘reanimar’ o espectador.” (p. 188)
"A reaproximação do público com o palco, no projeto de Fchs, se dava através do proscênio anfiteatral. Além disso, o palco foi dividido em três partes: um alto e largo proscênio, um palco principal, também alto e um palco de fundo." (p. 187)
"O princípio biomecânico desenvolvido por Meyerhold como método de treinamento de seus atores, hoje considerado um dos métodos precursores da arte do ator no sec. XX tinha, entre outros, o objetivo de apoiar e destacar as novas estruturas da arquitetura dos palcos, desenvolvidas com a clara intenção de 'atingir' o espectador" (p. 188).
Texto: Atmosfera e recepção numa experiência com o teatro na Alemanha
Autor: Luis Claudio Cajaiba Soares
Bolsista: Angelo Faustino
“Para que as coisas e o teatro deixem de ser vistas por pessoas razoáveis é preciso que o discurso sobre eles também deixe de ser ‘razoável’. É preciso que a recepção seja vista como livre das amarras impostas pelo romantismo, que pressupõe o artista genial e o receptor ignaro.”
“Ao drama, mais que outra coisa, importa a possibilidade de operar metáforas, importa envolver o espectador em uma determinada atmosfera.”
“Mesmo partindo-se do pressuposto de que ‘toda atmosfera é imprecisa em relação ao seu status ontológico’. Isso significa dizer que mesmo essa descrição conterá ainda a imprecisão e que uma descrição, onde estão implicados sujeitos e objetos, sempre parecerá nebulosa e carente de uma complementação pelo sentir. Por isso clama por um redimensionamento, por uma rearticulação do uso do termo atmosfera e propõe que o ‘conceito de atmosfera enquanto conceito de Esrética deve unir os diferentes usos do cotidiano aos seus diferentes caracteres’.”
“Mesmo partindo-se do pressuposto de que ‘toda atmosfera é imprecisa em relação ao seu status ontológico’. Isso significa dizer que mesmo essa descrição conterá ainda a imprecisão e que uma descrição, onde estão implicados sujeitos e objetos, sempre parecerá nebulosa e carente de uma complementação pelo sentir. Por isso clama por um redimensionamento, por uma rearticulação do uso do termo atmosfera e propõe que o ‘conceito de atmosfera enquanto conceito de Estética deve unir os diferentes usos do cotidiano aos seus diferentes caracteres’
“Quero ressaltar, por fim, que o desencadeamento destas constatações não são privilégio do teatro alemão ou do teatro ali exibido, como em algum momento possa ter parecido.”
COMENTÁRIOS
O primeiro texto traz a trajetória, contendo as mudanças, que aconteceram nos espaços onde acontecem encenações. Enfatizando a influencia dessas mudanças no comportamento da plateia diante da obra. Passando desde o inico onde a plateia era distanciada dos espetáculos chegando nos dias onde o objetivo era aproximar a plateias dos mesmos.
O segundo texto nos leva a compreensão das sensações vividas pelo espectador. O termo Atmosfera e aplicado como sensação que a plateia sente ao apreciar uma obra .Cada espetáculo contem sua própria atmosfera, que jamais são as mesmas.
Quanto a aura, entendo como algo que assim como a atmosfera, se instala no espetáculo e envolve o espectador e é criada a partir da atmosfera.
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