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segunda-feira, 17 de outubro de 2011

Fichamento textos grupo 3

Bolsista: Marco Calil


Teatro Documentário: a pedagogia da não ficção

Marcelo Soler

“Existe uma especificidade no fazer artístico e, conseqüentemente, na própria produção advinda dele que extrapola a mera oposição à ficção, para evidenciar a análise dos fatos vividos, experenciados, observados.”


“Chamamos de dado não-ficcional qualquer tipo de fonte que se configura num testemunho registrado diretamente da realidade, ou seja, tudo que é dito, escrito ou visto que não foi construído pela imaginação de alguém no intuito de criar uma ficção.”


“Documentar algo é ter uma perspectiva histórica sobre as coisas e não se eximir de opinar sobre a realidade.”


“Nesse sentido, a opção por uma proposta de Teatro Documentário por si só quebrará de alguma maneira a expectativa da platéia e a convidará a uma experiência cênica diferenciada. Solicita-se do espectador um outro modo de ver, ou seja, existe um convite para que ele seja produtivo no olhar.”


Comentário:

Essa proposta de Teatro Documentário é bastante interessante, pois mescla um pouco de ficção com o real, com o que de fato acontece, não perdendo a magia do imagético e da criação que o teatro nos proporciona. E ainda traz o espectador à tona, colocando ele numa nova proposta, tendo um novo olhar para aquele que ele observa e experencia.



Entre arte contemporânea e processos de criação cênica na escola

Mônica Torres Bonatto




“Na tentativa de conceituar o trabalho realizado, as crianças lançaram mão de manifestações artísticas com as quais estavam mais familiarizadas, tais como a pintura, a escultura, o cinema e o teatro, encontrando entre estas e a performance, pontos de distanciamento e, também, de contato.”


“Teatro é atuado, pra saber o que tem que fazer; performance é bastante pelo improviso. A gente sabe o que tem que fazer mas a gente não sabe como é que vai ficar no final. E a gente não sabe as reações das pessoas”.


“Assim, identifico nosso trabalho com uma forma de teatro, para usar a expressão trazida por Bernardo, que se caracteriza pelo investimento em processos de criação coletiva, nos quais é possível observar, ao menos a tentativa, de uma descentralização do poder, da diluição das hierarquias entre professora e alunos.”


“Foi coletivamente que nos aventuramos a explorar um espaço híbrido, entre diferentes expressões artísticas, num processo de investigação através do qual nos entregamos ao novo, ao inusitado, à possibilidade de descobertas e invenções.”


Comentário:

O trabalho da autora é sem dúvida bastante interessante, no ponto de vista em que ela utiliza a linguagem da performance, mas não fica problematizando o que seria a performance, se ela é teatro ou não. O que ela propõe é de fato um processo coletivo, na qual se entregaram ao novo, na busca de novas descobertas e possibilidades de criação, utilizando-se de manifestações artísticas que já faziam parte do mundo dos alunos. Com isso é problematiza o fazer e faz os alunos refletirem sobre essa forma de expressão.




Metodologias para o ensino de teatro – “sujeitos” contemporâneos e algumas problemáticas da interlocução professor-aluno

Paulina Maria Caon



“Os questionamentos que emergem do encontro pedagógico, como situação de interação e reflexão entre educador-estudante que caracteriza o processo de ensino e aprendizagem, são o primeiro elemento em comum às três circunstâncias, ora pela crença na transformação da idéia de sujeito na contemporaneidade, ora pela dificuldade em afinar vocabulários e experiências
teatrais, ora pela percepção do desenvolvimento de outros rumos para um curso de formação de professores.”
“O desafio que se apresenta tem relação com a presença no presente do educador para ler o grupo e a si mesmo, com o intuito de escolher metodologias, aqui entendidas como caminhos gestados em certo tempo-espaço-cultura que manifestam concepções de ser humano e de teatro.”


Comentário:

É interessante a reflexão sobre as dificuldades e tensões nos processos de ensino do teatro, pois não são privilégio dessa área e alguns aspectos sobre relações professor-aluno, a capacidade de presença no presente do educador, assim como a dimensão dialógica e pública do fazer teatral, na qual ela busca uma sistematização do pensamento sobre o tema.



Quando o teatro é significativo para os adolescentes?

Wellington Menegaz de Paula



“Nesse contexto a escola é um local significativo, de socialização e cultura, para os jovens do bairro, pois oferece um atendimento em tempo integral para as crianças e adolescentes, com sua grade curricular e extra-curricular, o que possibilita um novo espaço de socialização, além da rua, para seus alunos.”


“Falar de adolescentes e práticas teatrais comunitárias, é ao mesmo tempo falar de inclusão, uma vez que são poucos os jovens, que podem pagar cursos de teatro, ou mesmo se deslocarem de seus bairros, para fazerem oficinas em outras localidades.”


“Hoje depois de quase dois anos que essa experiência aconteceu, percebo o quanto ela foi significativa para os participantes, pois através do teatro eles levaram para cena assuntos que os afligiam e compartilharam seus medos, angústias e inquietações, com outras pessoas que vivem uma realidade semelhante da deles.”


Comentário:

Sem dúvidas o teatro proporciona uma nova experiência para as pessoas. Para os adolescentes então, é o momento em que eles podem se expressar e falar aquilo que eles sempre desejaram, mas nunca puderam. E esse trabalho foi justamente o que acontecem. O autor problematizou junto aos alunos as questões que os angustiavam, questões referentes a sua comunidade, construindo através desses temas uma oportunidade de reflexão e de um momento lúdico, saindo um pouco da realidade que esses alunos se encontravam, mas nunca negando essa realidade.
Infância em cena: Fenomenologia de Merleau-Ponty, descrição, análise e criação teatral

Marina Marcondes Machado


“Nossa corporalidade constitui-se por meio da relação com o outro e das relações de espacialidade: possuímos um “espaço corpo próprio”, cuja gênese se deu paulatinamente; a corporalidade não é apenas sinônimo de um “eu”: é também sinônimo de maneiras de viver o tempo e o espaço.”


“O momento do ir-e-vir é um momento privilegiado para uma pesquisa que pretende conhecer, a partir da vida mesma, como se dão as relações nas situações de espera, quando crianças pequenas estão sempre acompanhadas, e bebem pequenas doses de mundaneidade.”


“Depois do exercício de colorir contornos das observações, procuro semelhanças e diferenças entre as crianças e seus retratos de vida. Estão todas no espaço transitório do mundo do ir-evir; respondem ao que presenciam com o que podemos chamar de corpo total – e no entanto suas corporalidades revelam condutas bastante distintas, enquanto esperam.”


Comentário:

Uma pesquisa bastante interessante, pois reflete o universo da criança, a partir do universo do adulto. E nas cenas e situações cotidianas a autora analisa a relação criança-adulto, sua estrutura de poder, semelhanças e diferenças, seus modos de ver e viver o mundo.

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