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sexta-feira, 30 de setembro de 2011

A Prática Extensionista na Formação de Professores de Teatro

BOLSISTA: CÁSSIA BATISTA DOMINGOS

Autor: Prof. Dr. Arão Paranaguá de Santana
Universidade Federal do Maranhão / UFMA

“O presente trabalho se traduz na descrição e análise do projeto de extensão Ação Cultural em Teatro, desenvolvido em diversos bairros de capital maranhense, em 2007,(...)”p.1

“Ação Cultural em Teatro inscreve-se como atividade que integra o currículo da Licenciatura em Teatro na qualidade de “prática como componente curricular” e se constitui numa das vertentes para desenvolvimento da formação discente, ao lado dos conteúdos de natureza científico-cultural e das atividades complementares. O projeto conta com o apoio financeiro do MEC/PROEXT e propõe-se a vincular o ensino à extensão, congregando subprojetos (oficinas, preparação de espetáculos etc.) desenvolvidos pelos discentes. ”p.1

“Na formatação dos subprojetos foram contempladas as seguintes estratégias: (i) escolha da temática e da clientela; (ii) estabelecimento dos primeiros contatos e redação da proposta pelos discentes, com a orientação do professor; (iii) ajustamento de metas pelo Colegiado de Curso; (iv) desenvolvimento das atividades pelos autores com supervisão docente; (v) avaliação qualitativa dos subprojetos a partir de critérios específicos; (vi) avaliação coletiva do conjunto pelos estudantes e professor; (vii) elaboração de portifólios; (viii) realização de seminário de divulgação dos resultados com a participação de todos os envolvidos; (ix) elaboração de relatório final.”p.1-2

“No decorrer desse processo foram sendo desenhados os instrumentos, indicadores, procedimentos e outras fontes de informação, tendo em vista contemplar quatro dimensões: avaliação diagnóstica, avaliação político-institucional, avaliação pedagógica e avaliação de impacto do projeto.”p.2

“Como corolário dessa argumentação, este documento contemplou algumas reflexões pontuais relevantes acerca da prática em si, atinentes às fases de origem, desenvolvimento e avaliação da proposta de trabalho. Para efeito de sistematização, essas reflexões alinham-se em duas vertentes – constatações e recomendações – conforme trataremos a seguir.”p.2

“Em primeiro lugar insere-se a questão do protagonismo, atitude que, nos dias correntes, não tem sido uma tônica que personifica os sujeitos que atuam na lida acadêmica, sejam eles professores ou estudantes.”p.2

“Podemos dizer que a dimensão pedagógica foi bastante salientada, uma vez que o processo de imersão no tema da extensão provocou uma leitura reflexiva de questões que são recorrentes na formação do educador e do artista, ultrapassando, dessa maneira, os saberes veiculados através de disciplinas convencionalmente ministradas nas licenciaturas, como metodologia de ensino e estágio supervisionado.”p.2

“Também foi muito explorada a capacidade de redação dos discentes, desde a elaboração dos projetos, transcrição de depoimentos, relatórios, resumos de comunicação, entre outros, inclusive em congressos de âmbito nacional, como SBPC e ENEARTE.”p.2-3

“Considerando as dificuldades naturais para o desenvolvimento de atividades que extrapolam os limites da sala de aula, nossa proposta extensionista tornou-se possível graças às parcerias que foram estabelecidas, seja com órgãos internos e externos, entidades governamentais e da sociedade civil, seja com artistas, diretores de escola, gestores culturais e pessoas comuns.”p.3

“Para a consolidação de práticas extensionistas vinculadas a uma formação de qualidade torna-se imprescindível o envolvimento político-institucional da Universidade, através de um apoio concreto e não somente uma intenção no papel, propiciando a continuidade de projetos dessa natureza.”p.3

COMENTÁRIO:

Identifico muitos pontos comuns entre o Projeto “Ação Cultural em Teatro” e o PIBID-Teatro, especialmente no que se refere ao objetivo de promover uma prática docente fora do campus universitário aos estudantes de licenciatura em teatro. Evidentemente os projetos têm suas especificidades, no “Ação Cultural em Teatro” os envolvidos são discentes de uma disciplina do currículo enquanto o PIBID não está veiculado à grade curricular do curso, mas sim à universidade.

Esse projeto maranhense, assim como o PIBID, proporciona oportunidades de desenvolvimento do protagonismo acadêmico, da redação de textos e das leituras reflexivas de conteúdos inerentes à educação e ao teatro e de questões pertinentes à sua formação profissional. .

O autor defende a importância das ações extensionistas para uma formação de qualidade no âmbito da graduação e ressalta como “imprescindível” o apoio e envolvimento institucional para execução e continuidade do projeto. Em verdade, para que se realize uma extensão da universidade na sociedade é necessária uma união de forças que precisam ser articuladas em prol do sucesso da iniciativa.

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