Páginas

Para encontrar nossas fotos, relatórios, projetos, planos de aula e etc...

Pesquise aqui!

quinta-feira, 29 de setembro de 2011

Por Camila Costa


GRISA, Aline Cristina. Corações e Mentes: Um estudo acerca das possibilidades de relações dos jovens e o teatro. UFRGS – Programa de Pós-Graduação em Artes Cênicas.


“Assim, o jovem é um dos assuntos mais freqüentes na sociedade contemporânea(...).”
“ (...) para embasar a definição de jovem e juventude, encontra-se no sociólogo José Machado Pais algumas alternativas de diálogo a respeito de quem são os jovens de hoje, (...) quando diz que este grupo não forma um todo coeso e homogêneo, não podendo ser agrupados apenas por pertencer a uma “fase da vida”, ou seja, possuir a mesma faixa etária, como um grupo de sujeitos que antecede a entrada no mundo adulto. (2003)”
“Para  Pais  (2003,   p.37)   ‘A   juventude   é   uma   categoria   socialmente   construída, formulada no contexto de particulares circunstâncias econômicas, sociais ou políticas, uma categoria sujeita, pois, a modificar-se ao longo do tempo’.”
 “Culturas Juvenis”
“(...) um grupo definido pela faixa etária (teoria geracional), ou, um grupo diversificado através da origem de classe (teoria classicista). Segundo esta última corrente, a transição dos jovens para  vida  adulta   encontrar-se-ia   sempre   pautada   por   desigualdades   sociais;   as   culturas juvenis   (leia-se   culturas   de   classe)   teriam   sempre   um   significado   político,   manifestado através da capacidade de resistência: com a moda, a linguagem, as práticas de consumo.”
“Com base nisso, através da análise do cotidiano, busca-se quais são e em que se fundamentam   os   processos   de   constituição   das   culturas   juvenis,   tornando-se   necessário verificar   se   o   teatro   aparece   dentro   das   práticas   culturais   exercidas   pelos   jovens contemporâneos e como se dá tal relação.”
“ ‘(...) os jovens não participam do mesmo tipo de  práticas  sociais  e  culturais,  que as  vivem  de forma  diferente  (...); enfim,  que  a socialização  dos   jovens, no  domínio  do  lazer,  origina   diferentes  culturas   juvenis.’(Pais, 2003, p.226-227).”
“Pavis (1999, p.347), deixa claro que o teatro possibilita um ponto de vista sobre um acontecimento, um olhar, um ângulo de visão. Este deslocamento provoca uma fricção da relação entre olhar e objeto olhado, que fissura aquilo que denominamos real, abrindo a entrada   para   possibilidades   de   outros   reconhecimentos   deste   mesmo   real,   através   da construção de um novo olhar que estabelece: a teatralidade.”
“Para Féral (1988), a teatralidade surge na modificação das relações entre os sujeitos. Essa noção permite tanto para o sujeito que faz, como para aquele que olha, a passagem do aqui a outro lugar.”
“Já, Peter Brook,(...)complementa  os demais  com a sua citação  conhecida  de que para haver teatro basta uma pessoa fazendo e outra observando.”
“(...)  estudar  as   relações   dos   jovens   com   o teatro,   entendendo   este   último   sem   restrições   a   uma   arte   apenas   ligada   a apresentação/representação em um local apropriado, mas sim, definida pela modificação do olhar (...).”
“(...) interessa entender a criação por parte dos jovens de uma teatralidade, buscando também defini-la e revelando aos poucos as possibilidades de relações. Ou seja, o que é teatro para os jovens? Será que o jovem busca alguma significação através do teatro? Como ou em que situações o teatro é significativo para eles?”

COMENTÁRIOS:
É interessante como o autor torna a figura do jovem protagonista na sua fala, mesmo que o tema da sua pesquisa seja a relação do jovem com o teatro. Eu não havia até agora considerado a importância de  um estudo mais aprofundado sobre a figura do jovem, enquanto público-alvo da minha pesquisa. E fico muito feliz, por ter tido a oportunidade de descobrir mais um ponto extremamente importante para amadurecer a minha forma de lidar com eles e ainda mais a minha pesquisa.

Nenhum comentário: