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sexta-feira, 30 de setembro de 2011

Fichamento Grupo 1 - Por Ana Jacqueline

A escrita teatral na formação de professores

Alessandra Ancona de Faria

“Considerada como parte da construção profissional do professor, os cursos de capacitação, aprimoramento, especialização, extensão que traduzem o caráter de formação continuada tendem a repetir processos já vivenciados ao longo da formação inicial. Assim, os índices de insatisfação, deserção ou absenteísmo em relação a essas práticas são elevados.” (p. 1)

“Para que esta reflexão ocorra, no sentido de transformar a prática que apresenta limites tanto no aspecto dos conceitos como das escolhas metodológicas feitas por ele, é necessário que o professor tenha autonomia, tenha independência intelectual, não se colocando permanentemente na postura de aprendiz.” (p. 1)

“Trabalhar com a história de vida dos professores é entender a formação como um processo de construção de sentido, a construção de um sentido que só será possível na proposição de que cada professor possa criar a sua história, possa inventar permanentemente as formas pelas quais quer estar no mundo, entender e repensar suas concepções de educação e que possa dialogar com os seus colegas para a construção de um espaço comum, de uma escola que comporte as particularidades de cada um, mas que tenha um projeto de educação coletivo, dialogado e em permanente reflexão.” (p. 1 e 2)

“(...) a presença da arte é fundamental para que, a formação permita vivenciar as relações entre o real e o imaginário, entre o real como está definido atualmente e a possibilidade de transformação desta realidade.” (p.2)

“(...) A impossibilidade de resolução das proposições individualmente, que faz parte da estrutura do jogo teatral, propõe que a relação coletiva se fortaleça e crie unidade, cada um se reconhecendo como integrante de um coletivo.” (p. 2)

“Nesse sentido, a história de vida do professor passa a constituir a reflexão sobre seu trabalho docente, estabelecendo uma identificação entre estas histórias e a escrita teatral.” (p. 4)

“Pensar a formação como ato criador torna-se elemento fundamental e plausível no sentido de tornar um indivíduo mais sensível, e de que esta sensibilidade possa alterar a maneira das pessoas se relacionarem no mundo, integrando aspectos há muito dicotomizados.” (p.4)

Comentário:

A autora pretende na sua pesquisa, de forma clara e concisa, refletir sobre a formação do professor, vista muitas vezes com insatisfação pelos profissionais, a fim de transformar a prática, e que esta seja uma construção/reconstrução teórica tendo as experiências vividas pelos professores como referência. Para tanto, a autora aponta a arte como caminho para esta transformação almejada, priorizando o teatro como linguagem a ser explanada, explorando a improvisação por meio do jogo teatral visando a concretização de uma escrita teatral, sempre levando a história de vida do professor como ponto de reflexão.


Corações e Mentes: Um estudo acerca das possibilidades de relações dos jovens e o teatro

Aline Cristiane Grisa

“Para Pais (2003, p.37) ‘A juventude é uma categoria socialmente construída, formulada no contexto de particulares circunstâncias econômicas, sociais ou políticas, uma categoria sujeita, pois, a modificar-se ao longo do tempo’.” (p. 1)

“(...) Segundo esta última corrente, a transição dos jovens para vida adulta encontrar-se-ia sempre pautada por desigualdades sociais; as culturas juvenis (leia-se culturas de classe) teriam sempre um significado político, manifestado através da capacidade de resistência: com a moda, a linguagem, as práticas de consumo.” (p. 1)

“Com base nisso, através da análise do cotidiano, busca-se quais são e em que se fundamentam os processos de constituição das culturas juvenis, tornando-se necessário verificar se o teatro aparece dentro das práticas culturais exercidas pelos jovens contemporâneos e como se dá tal relação.” (p. 1)

“Pavis (1999, p.347), deixa claro que o teatro possibilita um ponto de vista sobre um acontecimento, um olhar, um ângulo de visão. Este deslocamento provoca uma fricção da relação entre olhar e objeto olhado, que fissura aquilo que denominamos real, abrindo a entrada para possibilidades de outros reconhecimentos deste mesmo real, através da construção de um novo olhar que estabelece: a teatralidade.” (p. 2)

Comentário:

A pesquisa pretende explorar as possíveis relações dos jovens com o teatro, suas culturas e práticas, com o objetivo de entender como se dá a criação da teatralidade nesse público alvo. O projeto, apesar de ser pertinente, mostra-se um pouco confuso nas palavras, mas é possível entender o que a autora busca: estudar as relações dos jovens com o teatro, entendendo este fazer teatral como uma arte que vai além da apresentação/representação, uma arte “definida pela modificação do olhar”.

A Prática Extensionista na Formação de Professores de Teatro

Prof. Dr. Arão Paranaguá de Santana

“Esse envolvimento discente em atividades de abrangência comunitária contribuiu de maneira singular para a sedimentação do princípio da indissociabilidade entre ensino, pesquisa e extensão, cuja meta remete-se à democratização do saber acadêmico e à promoção de mudanças significativas no processo pedagógico vivenciado pelos diversos atores sociais.” (p.1)

“Em primeiro lugar insere-se a questão do protagonismo, atitude que, nos dias correntes, não tem sido uma tônica que personifica os sujeitos que atuam na lida acadêmica, sejam eles professores ou estudantes. Neste caso, o gestus protagonista – para usarmos uma imagem brechtiana – demonstrou ser a alavanca essencial para a impulsão da jornada.” (p.2)

“Para a consolidação de práticas extensionistas vinculadas a uma formação de qualidade torna-se imprescindível o envolvimento político-institucional da Universidade, através de um apoio concreto e não somente uma intenção no papel, propiciando a continuidade de projetos dessa natureza.” (p.3)

Comentário:

O trabalho de Arão Paranaguá reflete sobre a formação de professores de Teatro a partir de um projeto, Ação Cultural em Teatro, que visa desenvolver um processo de formação através de conteúdos científicos e atividades complementares envolvendo professore e alunos juntamente com as comunidades culturais. Apesar de o autor apontar algumas contribuições desse envolvimento na comunidade, a exemplo da indissociabilidade entre ensino, pesquisa e extensão, acredito que o projeto ainda esteja em andamento devido aos poucos resultados apresentados.

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