Comentário Relação: Missão/Ato do Espectador X Estética Teatral
DESGRANDES, Flávio. Teatralidade Tátil: Alterações no Ato do Espectador. Sala Preta: USP – Escola de Comunicação e Artes, Artigo. P. 1-9.
O texto de DESGRANDES convida-nos a refletir na atuação do espectador diante das alterações no campo dramático: O autor destaca, a priori, o Drama Burguês que, influenciado pelo Iluminismo, Utiliza-se da repressão da conduta para corrigir falhas em prol do bem comum. Depois, nos apresenta o Drama Moderno que se vale de recursos cênicos que contrapõem a Cena Burguesa; O espectador passa a ser provocado a se distanciar do “mundo-palco” e se vê como individualidade desconectada do herói burguês. Por fim, ressalta aspectos Pós Dramáticos, onde a recepção teatral é experimentada de tal forma que, o observador crítico transporta-se para além da estética teatral. Verificasse que, conforme o histórico de vida, a missão do espectador em relação à estética teatral, vem evoluindo com a proposta da mesma; Esta autoridade autoral no período Pós Dramático é visto desde o Drama Moderno, o que me remete as palavras de Hans-Thies Lehman¹: “Quando pensamos em Teatro Pós Dramático devemos saber, diante mão, que não há o ‘Teatro Pós Dramático’.”. As diversas relações teatrais ainda estão longe de serem finalizadas é um campo inesgotável para ser investigado. A Arte trás ao espectador a pureza e/ou milagre do falar humano.
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¹ LEHMAN, Hans-Thies. Teatro Pós Dramático. Palestra apresentada no Teatro Martim Gonçalves, Pelo Projeto de Pós Graduação em Artes Cênicas – UFBA. Tradução: Professor Osmar Feitosa. Em 14 de setembro de 2010
Bolsista: Edlene Silva.
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