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segunda-feira, 14 de março de 2011

Fichamentos

O espaço da pedagogia na investigação da recepção do espetáculo- Biange Cabral.
"A dificuldade da interação entre produção e recepção reside tanto em receber a critica quanto em realiza-la" p.01
"A questão é o que o aluno aprendeu e não se ele aprendeu o que o professor ensinou. Seguindo o mesmo principio, no caso da formação do espectador, a pergunta seria o que ele percebeu pu como ele leu a cena, e não se ele captou a intenção do autor" p.01
“Professor e diretor são ambos mediadores, entre a produção e a recepção do espetáculo.” p.01
"o foco na recepção emergiu como uma reação contra o papel exclusivo do texto no processo de construção de significados em arte." p.02
“Uma vez que cada elemento no palco torna-se significante, o texto será sempre ideologicamente denso dado seu aspecto coletivo e multiplicidade de signos e convençoes. por outro lado, a leitura dos espectadores será sempre mediada pelo angulo de visão, o qual permite interpretar os signos verbais e visuais, e fazer inteferenciias juntamdo as novas informações com seu conhecimento anterior" p.02
"A maioria dos desempenhos pobres no ensino de teatro se relaciona com a vcarencia de informaçoes-as referencias se esgotam, os alunos passam a se repertir, ou desistem de participar" p. 03
" O mesmo acontece com a relação a recepção para a ler a cena, os espectadores precisam percebero contexto e as cinscustancias em que ela ocorre" p.03
“Portanto, considerar a recepção e a interpretação como processos baseados em valores estéticos e políticos, traz conseqüências importantes para a formação do espectador, uma vez que não se pode mais alegar uma natureza a – histórica do conhecimento, nem contar com um modelo fixo a ser seguido para valorizar algo.” p.03
“Ao mediar a interação do espectador com a cena através de um questionário que represente uma cartografia do campo a ser investigado, o professor/diretor está por um lado, observando o que foi mais significativo para um determinado grupo de espectadores, e por outro lado, ampliando o significado da cena ao re-direcionar o olhar destes espectadores.” p.04
“O papel do professor, além de identificar um texto aberto para o trabalho em grupo, está também em dirigir a atenção dos participantes para estes vazios do texto (mesmo que ele resulte da criação do grupo).” p.05
“As noções de horizonte de expectativas e vazios do texto permitem repensar o ensino no contexto contemporâneo da pedagogia pós-crítica. Henri Giroux introduz a noção do professor como intelectual, para propor uma perspectiva pedagógica centrada na democratização do ensino.” p.05
“As noções de horizonte de expectativas e vazios do texto permitem repensar a recepção teatral no âmbito da pedagogia, uma vez que ampliam possibilidades para compreender a relação entre a função da linguagem e o papel do leitor.” p.06
“Na fronteira entre a pedagogia e o teatro, o estudo da recpção permite explorar formas de inserir o espectador no espaço espetacular e incluir sua voz na construção da narrativa teatral” p.06
Biange Cabral, defende a relação que é feita entre o professor e o diretor de teatro que de alguma forma são mediadores de conhecimento.
Acredito que o fazer teatral e a sua recepção são forma de aprendizado com uma importância grandiosa ao ser humano, por conta das relações que é permitido ao espectador e o educando em relacionar o assistido a sua vida e experiências vividas.
O que chama atenção nesse texto é quando a autora fala do vazio no texto (gaps) e o horizonte de expectativas do leitor/receptor. Que é onde o espectador tem a possibilidade de fazer as relações do que está assistindo com suas experiências vividas. Outro ponto interessante do texto é o questionário que a autora relata no texto a partir de uma experiência vivida entre 1997 a 2006 onde através de questionários constatou que o publico se provocado antes de assitir o espetáculo regi de uma forma e ao se estimulado a responder o questionário depois a reação é diferente, mais das suas formas é constatado de alguma forma que o receptor relaciona o assistid com suas experiencias vividas.
Redefinições nos estudos de Recepção/Relação Teatral – Clóvis Massa
“ O vocábulo recepção, fortemente marcado pela teoria da informação,parecia contradizer a atividade produtiva do espectador, a concepção de que, em seu processo de apreensão, ele não apenas “recebe”, mas é co-responsável pelos sentidos da obra” p.01
“ Em busca de uma teoria específica da recepção teatral, outra mudança de rumo se tornou urgente:ainda distante das investigações empíricas sobre espectadores vislumbrarem conclusões relevantes, as particularidades da arte teatral exigiram novo objeto de análise, desta vez concebido a partir da estética da produção e da recepção.Em decorrência disso passou a delimitar-se pela relação entre ator e espectador,umas das várias relações teatrais compreendidas dentro do processo produtivo receptivo.” p.01
“Para ele, a confrontação entre o metatexto (ou discurso) do diretor e o metatexto do espectador – nem sempre coincidentes – forma a concretização da encenação.” p.02
“Pavis chega a considerar a encenação como uma leitura em público, já que o texto dramático não tem um leitor individual, e sim uma leitura possível e coletiva, proposta pela encenação.” p.03
“Como a experiência da recepção é individual, mas a relação cena-sala em que se produz tal experiência é de caráter coletivo, Miguel Santagada acredita que seja possível “investigar os conteúdos da experiência em termos de uma concretização solicitada a vários espectadores de um mesmo espetáculo. E que em razão de certas influências comuns, dois ou mais espectadores coincidam aproximadamente na descrição que fazem – as instâncias da investigação – do mesmo espetáculo” (Santagade, 2004, p.27) p.04
“ A abordagem receptiva fez a sua parte quando rompeu com a sujeição às antinomias e começou a considerar a interação com a produção como parte essencial, o que libertou seus estudos da excessiva limitação e um gueto epistemológico.” p.05
Clóvis Massa faz uma reflexão histórica- conceitual das teorias de recepção, o que acho em comum nos textos, é o fato de que os espectadores e educandos podem e devem fazer relações das obras teatrais assistidas com suas experiências vividas e que isso é extremamente importante.

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