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quinta-feira, 17 de março de 2011

Fichamento do Artigo

O espaço da pedagogia na investigação da recepção do espetáculo

/ CABRAL, Biange

A questão é ‘o que o aluno aprendeu e não se ele aprendeu o que o professor ensinou’. Seguindo o mesmo principio, no caso da formação do espectador, a pergunta seria ‘o que ele percebeu ou como ele leu a cena, e não se ele captou a intenção do autor.

O aluno quando esta na sala de aula para aprender algo ele vai captar o assunto da forma dele, de acordo com suas vivencias e não exatamente da forma que o professor esta passando (que aquela é uma forma só, e cada aluno têm sua forma). Como num teatro, o autor escreve uma peça pensando de uma forma, com as vivencias que ele teve, mas cada espectador vai interpretar da sua maneira. O fato é que a mensagem vai ser passada, mas a forma com que vai chegar até o espectador (aluno) isso vai de cada um.

Uma vez que cada elemento no palco torna-se significante, o texto será sempre ideologicamente denso dado seu aspecto coletivo e multiplicidade de signos e convenções. Por outro lado, a leitura dos espectadores será sempre medida pelo seu ângulo de visão, o qual permite interpretar os signos verbais e visuais. E fazer inferências juntando as novas informações com seu conhecimento anterior.

A maioria dos desempenhos pobres no ensino de teatro se relaciona com a carência de informações – as referencias se esgotam, os alunos passam a se repetir, ou desistem de participar. O mesmo acontece com relação à recepção; para ler a cena, os espectadores precisam perceber o contexto e as circunstâncias em que ela ocorre. Além disso, há outra interferência na percepção e fruição artística – ambas dependem também do gosto e experiência pessoais. Assim sendo, a formação do espectador requer que sejam ouvidas as recepções individuais e evitadas as interpretações por parte tanto dos alunos quanto do professor.

Os objetos de cena pode até ter a função de transmitir uma mensagem, juntamente com o texto, os atores, luz etc. Mas o que vai definir a mensagem final que vai chegar até cada espectador é a sua leitura de mundo, a bagagem que ele já traz. Por mais que um autor escreva um texto, aquela vai ser a sua visão sobe aquele espetáculo, com a leitura de mundo que ele tem, a visão do espectador nunca será totalmente igual a do autor, pois as historias de vida de cada um é em detalhes diferente.

Assim como o autor seleciona partes da realidade para incorporar no texto, o leitor seleciona partes do texto para priorizar na sua interpretação. O papel do professor, além de identificar um texto aberto para o trabalho em grupo, está também em dirigir a atenção dos participantes para estes vazios do texto (mesmo que ele resulta da criação coletiva do grupo).

O gaps do texto é a parte que o leito preenche é a pontinha que o leitor tem para colocar sua particularidade e tornar uma interpretação única, assim como o autor coloca no texto suas realidades o espectador tira da “ficção da cena” e coloca no seu dia a dia.

Fichamento do Artigo

O Redefinições nos estudos de Recepção/Relação Teatral

/ MASSA Clóvis

“Como havia ocorrido com a historiografia literária uma década antes, ainda nos anos oitenta os estudos teatrais passaram a enfocar os processos de recepção. Não demorou muito para a semiótica eleger o texto espetacular como seu principal objeto de estudo, em detrimento da ultrapassada visão de espetáculo, que nunca dera conta da atividade do público. Posteriormente, a noção abstrata e teórica de um espectador idealmente pensado foi substituída por um espectador de carne e osso.”

Com o processo de recepção enfocado os espetáculos foram passados de fora diferente, antes eram espetáculos “fechados” sem pensar na platéia, posteriormente a platéia foi enxergada, o espectador ganhou vida (espectador de carne e osso), com sentimento, que se diverte e sofre com o que assiste na cena.

“Por meio do desvio entre texto e cena (leitura do contexto social de ontem e do contexto de hoje), a encenação dispõe o texto em busca de enunciadores cênicos que, reunidos pela encenação, produzem um texto espetacular global, dentro do qual o texto dramático adquire sentido particular: ‘Mais do que um texto (cênico) junto ao texto dramático, o metatexto é o que organiza, desde o interior, a concretização cênica, o que não está junto ao texto dramático, mas, de alguma forma, em seu interior, como resultante do circuito entre significante, contexto social e significado do texto (Pavis, 1998, p. 100)”

A mudança no texto deu mais vida ao espetáculo trazendo o espectador para cena. Os textos quando traz questões sociais permite que a platéia se coloque no lugar do ator, transformando o teatro num lugar de trocas, o ator que imita a vida e o espectador que leva sua realidade para o pauco.

“O segundo tipo de pesquisa sobre recepção teatral, a que investiga os processos mentais, intelectuais e emotivos do espectador, procura analisar as operações do espectador a partir de uma base coerente de dados experimentais. Contudo apesar da ênfase dos estudos na atividade do espectador, a carência metodológica das investigações é verificada, segundo De Marinis, pela incompreensão de que a competência teatral deve ser ‘entendida como o conjunto de tudo aquilo (atitudes, capacidades, conhecimentos, motivações) que coloca o espectador em condições de compreender (no sentido mais amplo do termo) uma representação teatral’(De Marinis, 1997, p. 79).”

A compreensão do espectador é livre, ele não pode se prender no formato que o autor quer passar sua peça, ou que uma platéia interprete dê uma única interpretação para o espetáculo, mais sim da visão de mundo que o espectador tem, nos sentimentos que cada cena vai causar, no que e em quem ele vai relacionar cada cena e cada personagem, porque cada pessoa que esta sentada na platéia tem uma infinitude de detalhes que os diferenciam uns dos outros e cada um que esta assistindo ao mesmo espetáculo vai ter suas relações e suas diferentes conclusões, mesmo que em algum momento crie uma cumplicidade, não será um mesmo pensamento, sempre terá um detalhe que particularizara o indivíduo espectador

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