Texto 6
As seqüências desses artigos formam uma lista de possibilidades metodológicas para trabalhar teatro, com grupos de identidades diferentes mostra que o teatro é um meio de conhecimento que contribui na construção pessoal e social. Com temas trabalhados fora do ambiente escolar, retratam a realidade do nosso país com suas fragilidades e conquistas. É um incentivo aos licenciando de como promover através da arte cidadania.
FICHAMENTO:
A Tensão como pivô da experiência em drama. Beatriz Ângela Vieira Cabral. VI congresso de pesquisa e pós-graduação em artes cênicas2010.
Autora: Marli Souza
(PR.1 pág.1)
[...] drama é essencialmente uma interação dramática cujo processo mobiliza os sentimentos e o intelecto dos participantes com o objetivo de compreender seus significados e implicações. A imaginação torna-se, assim, central ao desenvolvimento do processo, de uma forma particular: a atividade dramática requer que o participante adote conscientemente um ‘como se’, simultaneamente mantendo dois mundos em mente: o presente ou real e o ausente ou fictício.
(PR. 4 pág 1/2)
[...] A experiência dramática é bem sucedida, afirma Bolton, quando o grupo intuitivamente reconhece que a intensidade de uma situação reside na dificuldade de tomar uma decisão que poderá lhe ser favorável ou não.
(PR.2. pag.2)
[...] O habitus funciona assim como um mecanismo de controle que filtra as impressões e expressões do sujeito; neste sentido, é sua história incorporada e internalizada, que se manifesta nos pensamentos e ações do presente. Enquanto defesa contra mudanças, ele não só rejeita novas informações como evita a exposição a tais informações. Desta forma explica como o indivíduo prefere discutir e conviver com aqueles com quem compartilha a mesma opinião. Também explica como são mantidos discursos e opções sistemáticas e como é rejeitada a crítica.
(PR.4. pag2/3)
[...] Se o drama tem a ver com identidade e grupo, com a necessidade de ser e pertencer, então ele tem a ver com poder e controle – o poder pessoal para criar e afirmar a identidade, e o controle sobre a situação comum que permite pertencer. A busca do poder e do controle é a fonte primária da tensão dramática. A tensão existe no espaço entre este desejo e sua realização.
Comentário:
O drama é um jogo que possibilita aos participantes brincar com o imaginário, construir juntos e expor suas idéias. A experiência dramática só é bem sucedida segundo Bolton quando se chega a situações em que surge varias possibilidades de se resolver, o conflito, ele é a comunhão de pensamentos onde os participantes trilham caminhos para chegar ao objetivo grupal, é um compartilhamento de idéias onde o participante se posiciona e aprende a aceitar o posicionamento dos outros para se chegar a um lugar comum. O texto reivindica a forma com que o drama é utilizado drama no contexto escolar onde ao chegar à tensão as resoluções são na maioria das vezes mais fáceis. E aponta outras possibilidades para desenvolver o drama com através da tensão.
A travessia do narrativo para o dramático no contexto educacional. Cristiane Santos Barreto.
(Pr. 1. pág.2)
Ao optar pela proposta triangular: Fazer, Conhecer e Apreciar como eixo de ensino e aprendizagem, os conteúdos precisam ser selecionados e distribuídos entre os ciclos de maneira gradual, para que essa seleção contemple temas que possam favorecer determinado ciclo, determinada turma e determinada escola. Deve-se ter cuidado nas escolhas para não enfatizar o conhecimento teórico e deixar de lado o fazer ou a apreciação, por exemplo.
(Pr. 5 Pág.2)
Existe um debate em todas as linhas pedagógicas, tanto na escola particular como na escola pública, sobre como incentivar e estimular os alunos em relação à leitura diante da perspectiva das novas tecnologias. É muito comum os educadores dizerem: “os alunos não leem”. Acredita-se que essa afirmação precisa ser analisada a depender do ponto de vista que se trata “leitor” e “leitura” no âmbito educacional. Ao considerarmos que os alunos leem o que se sentem atraídos ou com vontade, como por exemplo, vídeo games, TV, novelas, sites, clips, filmes, músicas, salas de chat, jornais de esporte, revistas, dentre outros, teremos então, tipos de leitores e leituras específicas.
(Pr.5 pág 1)
[...] A A ação educativa proposta por meio da adaptação de texto narrativo para texto dramático é uma provocação dialógica (DESGRANGES, 2006) em que os alunos (leitores), nos diferentes gêneros textuais e contextos, por meio de estímulos efetivarão um ato produtivo, elaborando reflexivamente conhecimentos tanto sobre o gênero narrativo ou o gênero dramático, quanto acerca de aspectos sócio-histórico-culturais presentes tanto na realidade ficcional, como na própria realidade que estão inseridos.
(Pr. 2 pág4)
Diante disso, como ferramenta para o incentivo a formação de platéia e formação do aluno-leitor, as atividades de adaptação de textos narrativos para textos dramáticos, podem estimular a competência leitora dos alunos.
(Pr.4Pág.4)
Para finalizar, outro fator que é importante observar no qual o arte-educador deve atentar-se, na sua função também de formador de platéia. Trazer para os alunos o conhecimento por meio da história do Teatro, dos estilos, dos dramaturgos, das diferentes dramaturgias e principalmente, a cena contemporânea brasileira, que assim como no resto do mundo, as regras básicas do gênero dramático, construção de diálogos, personagens, conflitos, dentre outros, não mais se aplicam diante de muitos textos que são levados à cena.
Comentário:
A escolha de uma proposta metodológica deve ser feita após conhecer a turma e de conhecer o que o ambiente proporciona para a realização do trabalho.
Por muitas vezes os alunos são obrigados a ler algo que não entendem, por não fazer parte do seu contexto, por não encontrando nenhuma identificação, assim não desperta o seu interesse. O professor deve estar atento a realidade desse aluno e dialogar com ela. Ao ser trabalhado diferenciação dos textos literários e dos dramáticos o aluno aprende sobre os diferentes gêneros que está trabalhando ao mesmo tempo em que pesquisa a historia e adapta a sua realidade. As atividades de adaptação de texto é um estimulo para leitura e para pesquisa.
É importante que o educando entenda que esta trabalhando teatro e que tenha uma contextualização das diferenças dos textos e dos gêneros. Compreendendo que o conteúdo trata-se de teatro.
Pedagogia Teatral Afro-Barsileira. Deyse Angela do Nascimento Azevedo.
(Pr.1 pag.1)
[...] O Brasil é um excelente exemplo de pais pleno e rico em referências multiétnicas e interculturais, cujo encontro das culturas negra, indígena e portuguesa se interligam em um processo híbrido de formação da cultura brasileira.
(Pr.1pag 1/2)
[...] Tais leis tornam-se necessárias para que se repense a educação, a fim de proporcionar maior aderência e alinhamento entre o conteúdo e as formas de ensino. Observa-se que o projeto de pesquisa está em consonância com o Projeto Político Pedagógico Brasileiro, podendo contribuir com a formação de professores.
(Pr.3 Pag3)
Este será o ponto inicial do presente estudo, desenterrar os mortos no sentido de recuperar as historias dos antepassados, resgatar as tradições afro descendentes para recriar formas e métodos para a educação tendo em vista que; a arte, a cultura, a educação e a vida, estão em constantes transformações. Entende-se que a historia do negro se traduz na própria historia do Brasil. Por gerações descriminados, submersos, vistos com indiferença e desprezo, largados a própria sorte.
(Pr.3pag 4)
Reservam-se devidas atenções às dinâmicas desenvolvidas por artistas negros como: o escritor e poeta Luis Gama (1830-1882), o já referendado Benjamin de Oliveira (1870-1954), ao poeta Solano Trindade (1908-1974), ao grande e ilustre Abdias do Nascimento (Mendes 1993), entre outros que vieram a favorecer mudanças nas relações de poder como também na presença do negro nos palcos brasileiros. Isso se deve a um novo olhar que hoje, influencia e determina o panorama educativo – político teatral afro brasileiro.
(Pr.5pag4)
Dentro dessa dinâmica o corpo torna-se parte importante na maneira de pensar, ser e de agir que nas culturas africanas é o elemento básico. Através das linguagens teatrais desenvolvem-se elementos que vão somar a uma construção pedagógica que interage com o individuo no seu contexto sócio-educativo-cultural que aqui denominamos Pedagogia Teatral Afro - brasileira.
Comentário:
Mesmo sendo rico em multiétnicas essa questão é pouco abordada em sala de aula, e as vezes nem é comentado o contexto histórico do país. A impressão que tenho é que nos ensinos da linguagem humanas os educandos em sala de aula não se identificam com os temas abordados. Até mesmo na faculdade dificilmente temos contato com pesquisas com esses temas. Para que assim estimulassem e tivéssemos a propriedade de abordar esses temas em sala de aula. Com a contribuição de Grotowski nessa pesquisa a autora busca estimular no corpo dos educandos a aceitação e a autonomia de forma expressiva como meio social.
Esse trabalho contribui para que o aluno conheça suas raízes, se reconheça e reivindique seus direitos, identificando e aprendendo sobre a sua cultura.
A pedagogia teatral afro-brasileira traz a possibilidade de retratar no corpo as nossas ancestralidades e identidade cultural.
Ações culturais na periferia: O uso do Hip Hop em processos teatrais. Gerson Araujo Rodrigues- Gerson Regé
(P.1 Pag1)
O trabalho teve sua origem em observações feitas entre 2005 e 2006 na antiga
FEBEM-SP1, onde pude perceber a influência do movimento Hip Hop na conduta de alguns
internos da instituição em busca de reconhecimento social e autoafirmação por meio do sonho
de montar grupos de rap, de se tornarem grafiteiros, B-boys2 ou DJ’s – em oposição à
permanência no mundo do crime e das drogas
(Pr. 1 pag 2)
Tal bairro possuía poucos equipamentos educacionais e culturais, forçando os
jovens a terem a escola, a oficina teatral (no centro comunitário) e as igrejas como únicos
pontos de instituições formais para convívio social e troca de experiências. Outros espaços
dessa natureza eram constituídos simbolicamente nos campinhos de futebol (terrenos baldios),
nos bares, ruas e esquinas do bairro. Depoimentos colhidos durante a pesquisa indicaram que
esses espaços eram os principais pontos onde os jovens sofriam forte assédio para entrar no
tráfico de drogas ou em outras atividades ilícitas.
(Pr.2 pag 2)
Constatou-se que iniciativas de ação cultural em bairros de periferia, como a da
presente pesquisa, são importantes meios de reduzir a exposição dos jovens aos apelos para
que entrem no mundo do crime, uma vez que proporcionam experiências e vivências entre os
adolescentes num espaço físico e simbólico relativamente protegido de tais apelos.
(Pr.3 pag2)
Surgiu no Brasil por volta de 1980 nos bailes blacks paulistanos, durante a crise do período de transição política pós-ditadura militar, influenciado pelo movimento Black Power4 dos EUA. Os jovens da periferia de São Paulo praticavam o Hip Hop na região do metrô São Bento como forma de diversão, superação da crise e como meio simbólico de consolidar a identidade étnica negra no país. A busca da compreensão sobre os aspectos gerais da sociedade passou a representar um instrumento político dessa juventude, feito via interpretação crítica da vida social urbana (ANDRADE, 1999), por meio dos cinco elementos artísticos do movimento,[...]
(Pr.2 pag5)
No mesmo sentido de aceitação, a proposta auxiliou no processo de ensino/aprendizado da linguagem teatral, abriu caminho para o aprimoramento da expressividade vocal e corporal dos jovens, permitiu o estímulo à escrita e à leitura por um viés lúdico, fazendo com que os jovens se sentissem livres da idéia de exposição pessoal ao ler um texto, ou livre da pressão inicial de criar um texto a partir de poucos elementos, uma vez que no momento da escrita suas imaginações já estavam estimuladas com formas e ritmos concretos (vividos ou observados na cena) ou com cores e cheiros criados em suas mentes.
(Pr. 3 pag 5)
Os debates foram intensos em função dos jovens terem experimentado em cena as situações retiradas dos modelos de ação e compará-las com suas vidas reais, recriá-las e modificá-las infinitas vezes da maneira que julgassem necessário, proporcionando o refinamento da reflexão e um olhar sensibilizado sobre o contexto social em que viviam.
Comentários:
Com o trabalho que ocorreu na FEBEM-SP os internos buscavam algo que devolvesse a sua dignidade e aumentasse a sua auto-estima. O que o texto aborda é a realidade dos bairros periféricos que não oferecem atividades culturais deixando os jovens alvos da marginalidade. Assim abre-se novas possibilidades aos jovens que convivem e dialogam com os problemas sociais.
A contextualização do objeto de trabalho é tão importante para o pesquisador quanto para o publico alvo, oportunizando conhecer a historia do objeto- nesse caso o hip-hop- valorizando melhor a atividade em prática. O autor aborda muito bem como surgiu o hip-hop e sobre o que se trata, porém não deixa claro se essa contextualização é passada aos alunos como proposta metodológica.
O teatro é uma atividade artística completa que favorece o corpo, a mente e o intelecto. Ao meu vê essa experiência oportunizou a reflexão e criou possibilidades de discussão de forma coletiva e social.
Pedagogia da Bobagem: Uma pedagogia de palhaço na educação de adultos com deficiência intelectual. Laili Von Czékus Flórez Cabalero.
(Pr.2 pag.1)
[...] O palhaço então surgiu pelas minhas práticas artísticas na técnica (sou palhaça desde 2006) e por apresentar-se como uma possível aplicação dos princípios citados em um processo pedagógico em artes cênicas.
(Pr.4 pag2)
[...] São inerentes ao indivíduo com deficiência intelectual, assim como às crianças e aos idosos, características que são típicas e onipresentes no palhaço: a verdade, a pureza, a simplicidade, a liberdade de jogar com os padrões sociais, o prazer de brincar, curiosidade.
(Pr.6 pag2)
Nesse sentido, o palhaço possui uma conduta que não obedece à pauta moral da sociedade, repleta de reflexões de causas e consequências, retrospectivas e projeções. Sua lógica é própria e suas ações se assemelham a uma criança pequena, ou um/a adulto/a quando não está sendo observado/a e suscetível ao julgamento de outros/as. Suas decisões são frutos de suas ações, e suas ações frutos de seus sentimentos. Da mesma forma, a pessoa deficiente intelectual “apresenta particularidades em suas atitudes, pois a 1 Quoficiente de Inteligência
manifestação de suas necessidades e sentimentos muitas vezes se faz por meio do comportamento” (EVANGELISTA, 2002, p. 245).
(Pr.4 pag3)
O palhaço e a pessoa com deficiência intelectual têm em comum características comportamentais, cognitivas e emocionais. Além disso, ambos ainda hoje sofrem com atitudes de segregação e estigmatização: o/a deficiente é considerado/a e tratado/a como ‘anormal’ pela sociedade e excluído/a de seus direitos de lazer, participação política, saúde e educação; o palhaço, quando não é utilizado enquanto apelido pejorativo, é considerado como representante de uma ‘arte menor’.
(Pr.5 pag3)
Na proposta aqui apresentada, alguns conceitos e práticas destas metodologias são mantidos enquanto elementos motivadores e adaptados de acordo com as demandas do grupo. Dentre les, destaco: o palhaço como dilatação do ridículo, o jogo e o autoconhecimento como estratégias pedagógicas, o nariz vermelho enquanto portal para a liberdade de ser.
(Pr. 7 pag 4)
Na minha proposta enquanto pesquisadora e professora, o nariz possui papel essencial e é apresentado aos alunos como uma possibilidade de ser e estar no mundo em liberdade e plenitude; sua utilização é uma oportunidade de desapegar de qualquer timidez ou tentativa de enquadramento, possíveis resquícios de uma educação adestradora disfarçada em inclusão social.
Comentários:
A autora uniu suas experiências pessoais à pesquisa realizadas durante o período na faculdade.
As características que a autora pesquisou do palhaço, oportunizou-se aproximar das características encontradas no deficiente intelectual facilitando o andamento da pesquisa e aproximando seu objeto do publico alvo. Na comparação baseada nas informações da autora, o palhaço, o deficiente intelectual e a criança pequena não seguem a imposição de comportamento social. Estão a vontade para criar com criatividade.
É possível refletir e verificar os aspectos importantes abordados pela autora com características de discriminação. Nas propostas feitas pela autora durante a pesquisa podemos verificar habilidades e competências que são utilizadas no fazer teatral, como autoconhecimento e liberdade de ser.
A autora se mostra preocupada com o seu papel pedagógico, tanto quanto na aplicação das técnicas e no resultado de suas ações.
O Hospital como universo cênico e as bandejas contadoras de histórias. Lucia Helena de Freitas.
(Pr.1 pág2)
Portanto a bandeja ressignifica os espaços e objetos hospitalares, transformando suas representações negativas, ao mesmo tempo em que resolve os problemas cênicos de utilização de adereços e, principalmente, atende à demanda de proximidade com os pacientes, além de oferecer um forte apelo lúdico à criança acamada, imobilizada e limitada por tubos, agulhas de soro entre outros elementos do aparato médico.
(Pr.3 pág2/3)
A bandeja, portanto, poderia remeter o paciente a um espaço afetivo, subjetivo, deslocando-o do espaço físico do hospital que o paralisava para um espaço lúdico e imaginação, mobilizando, de alguma forma seus afetos.
Comentários:
Utilizou-se nessa experiencia o espaço que ate então seria um empecilho para contribuir na aula, assim acontece com as aulas nas instituições formais, pois nós professores devemos nos adaptar a sala de aula e faze - lá nossa aliada. Através dessa proposta metodológica foi possível construir através da criatividade outros espaços, fazendo com que os pacientes esquecessem do ambiente em que se encontravam se transferindo para um novo espaço.
As historias apresentadas durante a pesquisa proporcionou aos pacientes interação e desinibição além de conhecer historias populares.
Teatro na Prisão: trajetórias individuais e perspectivas coletivas. Marcelo Gianini.
(Pr.4 pag2)
Trabalhar com presos significa confrontar-se com a realidade prisional. Esse confronto faz com que a equipe entre em contato com seus sentimentos sobre aquele universo e possibilita reaver os seus próprios valores como a coragem, o trabalho, a superação, a persistência, justiça etc. Ao lidar com pessoas que cometeram crimes e ao superar os preconceitos, respeitando-os, enxergando suas qualidades e seus defeitos revigoram o ser humano. Portanto, trabalha-se simultaneamente a cidadania do detento e a do aluno.
(Pr.1 pág3)
Acredito que dar aulas num universo opressor e de exclusão é desafiador para todos nós. É preciso elaborar jogos, exercícios que despertem a criatividade para o teatro, a confiança em si, no outro e, consequentemente, o sentimento de inclusão. A equipe deve confiar e apoiar uns aos outros para que juntos possam superar todas as dificuldades enfrentadas naquele lugar com tantos problemas.
Comentários:
Esse trabalho realizado com presos amplia a socialização do teatro, porque passa a trabalhar os aspectos teatrais em comunidade, principalmente nesse nível de periculosidade, onde ocorre o aprendizado simultâneo tanto para educando tanto para o educador e as superações também são simultâneas.
É necessário fazer com que o grupo confie em nós educandos, que por sua vez devemos também confiar neles, está disposto a ouvir, a responder sem preconceito quebrando barreiras dos medos e está preparado para enfrentar os obstáculos.
Ao preso quando esta dentro da prisão lhe resta a imagem de marginal, alguém que cometeu um crime. E que por isso perdeu a sua liberdade, autonomia e identidade. O fazer teatral proporciona ao o resgate dessa identidade, valorizando o individuo que sente que reflete que tem desejos e medos, independente do crime cometido recupera as suas características humanas, além de relaxar, da convivência do trabalho em grupo, reflexivo e criativo, resocializando o detento.
“Melodrama da meia-noite” e “Simbá, o marujo” ações para uma pedagogia do espectador por meio da cena. Narciso Telles.
(Pr.1 pág 2)
No módulo “melodrama”, do curso de formação de atores da École du Théâtre Phillippe Gaulier, dentre uma série de códigos propostos pelo mestre, um deles nos interessa especialmente. Gaulier propõe aos atores que tenham consciência de que o grande alvo de seu trabalho é o público que se situa no paraíso: o “povo de Paris”. Cada vez que entra no palco ou que se faz uma grande cena, o ator deve dirigir o olhar ao “povo de Paris”, num exercício de triangulação que se aproxima de um recurso cômico.
(Pr2 pág 3)
Puderam-se identificar espectadores que vieram nos três dias e o que é mais significativo: a plateia foi a cada dia se sentindo mais à vontade de interagir com a cena, a ponto de, no terceiro dia, um espectador fazer uma revelação que comprometia a idoneidade de uma das personagens, apresentando um lenço que ela havia esquecido em seu carro, como prova de sua infidelidade.
(Pr.4 pág 4)
Essa complexidade na exploração dos elementos teatrais para a construção de um espetáculo que tem como público primeiro a criança, acaba por envolver adultos que assistem ao espetáculo. A neutralidade dos elementos da cena, no entanto, causa certo estranhamento em alguns adultos que ainda menosprezam a capacidade de leitura dos espectadores infantis. Mas não se pode perder de vista que a capacidade abstracional está
diretamente ligada ao jogo infantil e a proposição que um espetáculo pode sugerir de preenchimento de vazios com a imaginação pode ocupar espaço importante no processo cognitivo da criança.
Comentário:
A proposta do autor é que o ator aprenda dialogar com o seu publico que irá construir critérios para avaliar as cenas através da recepção. O publico ao retornar para assistir o espetáculo comprova a satisfação com o espetáculo apresentado e a sua criatividade no envolvimento da cena, já o publico infantil tem a capacidade de deixar a imaginação fluir construindo toda a historia em sua cabeça, assim tudo se torna possível através da criação.
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