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quinta-feira, 6 de outubro de 2011

Fichamento textos Grupo 2

Bolsista: Marco Calil


A tensão como pivô da experiência em drama


Beatriz Ângela Vieira Cabral


“O contexto da ficção atua na capacidade do participante desempenhar papéis, projetando-se imaginaria e fisicamente na situação a ser explorada. A forma de enquadrar esta situação vai requerer papéis e funções distintas por parte dos participantes, que usarão linguagem e atitudes de acordo com sua função e status.”

Comentário:

Interessante perceber que nesse contexto de ficção o participante tem a liberdade de criar e com isso ele pode usar do seu imaginário, da sua vivência, das suas referência, não se tornando algo imposto pelo professor.


“A experiência em drama ativada pelo estabelecimento de tensões dá visibilidade e acesso aos dilemas morais – o dissenso contrapõe-se assim ao consenso, e a construção de identidades parte da observação das diferenças. Dissenso, como desacordo e confronto de pontos de vista distintos, acentua a diferença entre indivíduos ou grupos com interesses opostos.”

Comentário:

É interessante e ao mesmo tempo importante fomentar essas discussões em torno das diferenças, das discordância, dos diferentes pontos de vistas, pois isso traz consigo um serie de reflexões acerca não só do individuo como de todo um coletivo.


A travessia do narrativo para o dramático no contexto educacional

Cristiane Santos Barreto


“As atividades interdisciplinares se forem bem planejadas e realizadas podem
trazer excelentes projetos didáticos como, por exemplo, a adaptação de uma obra literária ou cinematográfica para o teatro é uma atividade que pode ser realizada de maneira interdisciplinar, por exemplo, com Língua Portuguesa e História e desenvolver, com isso, o multiculturalismo, a intertextualidade, a leitura, criação e produção de texto com os alunos, contemplar com isso o eixo de ensino-aprendizagem: Conhecer.”


Comentário:

Hoje em dia se fala tanto dessa tal interdisciplinaridade e em muitos casos ela se torna bem complicada na prática. Mas essa estratégia com os textos é bem interessante e bem tranqüila de se colocar em prática, pois grande parte das disciplinas, principalmente as da área de humanas, trabalha com textos e escrita.


“É importante no momento em que os alunos façam leituras de um texto narrativo ou texto dramático, seja realizada a contextualização, informar dados sobre a obra, como por exemplo, o estilo desse texto, as referências do autor, o contexto histórico no qual está inserida, as comparações com a atualidade e com as culturas as quais estão vinculadas.”


Comentário:

É importante a sinalização para esses fatores, pois quando o aluno sabe em que contexto está inserido, quem escreveu, em que aquilo pode está inserido no seu dia-a-dia, a compreensão do texto se faz de forma mais fácil e até mesmo prazerosa.


“Ler bem é melhor do que ler muito, e os alunos só poderão ter um ávido interesse por livros de literatura, textos científicos, textos dramáticos, dentre outros, quando descobrirem o prazer e a importância de se fazer leituras críticas.”


Comentário:

Destaco esse trecho, mais pelo meu ponto de vista como aluno do que propriamente como professor. Percebo em alguns professores esse pensamento de que quanto mais você ler melhor. De certo ponto isso é coerente, mas às vezes esses professores esquecem de que quantidade não é qualidade, portanto chamando atenção para a frase que destaco acima, “ler bem é melhor do que ler muito”, é preciso analisar a qualidade da leitura daquele aluno, da compreensão do que ele está tendo através daquelas leituras, independente se ele leu 1 ou 5 livros.



Pedagogia Teatral Afro-brasileira

Dayse Angela do Nascimento Azevedo


“Observa-se que o projeto de pesquisa está em consonância com o Projeto Político Pedagógico Brasileiro, podendo contribuir com a formação de professores. Nesse sentido, o teatro pode vir a contribuir no processo do Projeto Político Pedagógico desenvolvido nas escolas brasileiras, tendo em vista as significativas transformações ocorridas desde o final do século XIX até a primeira metade do século XX.”


Comentário:

É importante essa formação dos professores, porque nem todos tem uma formação voltada para as questões afro-brasileiras, e é evidente na sala de aula, que a maioria dos alunos são negros e cultuam religiões africanas, então dialogar com eles sobre essa origem e história é de suma importância.



“Evidencia-se um novo olhar voltado à educação, que transcende, que vai além dos muros das escolas, das normas disciplinares. Ao contrario da velha escola, chamada tradicional de regras e de manuais excludentes, a Nova escola não permanece isolada da comunidade, ela dialoga, intervém, sugere com o seu entorno. Deve focalizar e respeitar o simples indivíduo, o seu campo de vivência, suas origens e tradições.”


Comentário:

Essa tem sido e deve ser a tendência da escola, que dialoga com a comunidade, que valoriza a cultura local que está inserida, que faz o aluno perceber e fazer ligações com o que ele vê dentro da escola com o que ele vive do lado de fora. Travando assim um diálogo muito mais coerente entre educação e individuo.


“Através das linguagens teatrais desenvolvem-se elementos que vão somar a uma construção pedagógica que interage com o individuo no seu contexto sócio-educativo-cultural que aqui denominamos Pedagogia Teatral Afro brasileira.”


Comentário:

Sem dúvidas o teatro é um excelente ferramenta na discussão e reflexão desse individuo e para a uma construção pedagógica.



Ações culturais na periferia: O uso do Hip Hop em processos teatrais

Gerson Araujo Rodrigues


“O intuito do jogo era, além do fato de aprimorarem o controle de seus corpos,
estimular a competição saudável entre os jovens e mostrar que as individualidades podem ser exaltadas desde que usadas para um fim coletivo. No caso, esse fim era o prazer de jogar ou de presenciar os parceiros de oficina criando e surpreendendo a todos com novas formas de usar seus corpos.”


“No mesmo sentido de aceitação, a proposta auxiliou no processo de ensino/aprendizado da linguagem teatral, abriu caminho para o aprimoramento da expressividade vocal e corporal dos jovens, permitiu o estímulo à escrita e à leitura por um viés lúdico.”


“Os debates foram intensos em função dos jovens terem experimentado em cena as situações retiradas dos modelos de ação e compará-las com suas vidas reais, recriá-las e modificá-las infinitas vezes da maneira que julgassem necessário, proporcionando o refinamento da reflexão e um olhar sensibilizado sobre o contexto social em que viviam.”


Comentário:

A experiência de juntar hip hop e teatro é bastante interessante, pois não pelo fato do hip hop ter certos pontos incomuns com o teatro, como movimentos de corpo, modulações da voz, expressividade e etc, mas pelo fato do hip hop ter sido uma linguagem que estava próxima desses alunos, que já fazia parte do imaginário deles, e assim se sentiram seduzidos a praticar aulas de teatro e com isso refletirem sobre os temas cotidianos que estavam a sua volta, não deixando de ser uma ferramenta pedagógica de ação cultural.

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