Bolsista: Marco Aurélio Calil
Atmosfera e Recepção numa experiência com o teatro na Alemanha – Claudio Cajaiba
“Para que o filme nos veja – como propõe Jabor – é preciso que alguma luz incida sobre nós, platéia, como incide na tela para que vejamos o filme.”
Comentário:
Nesse trecho Arnaldo Jabor traz o exemplo de um filme, mas acredito que qualquer obra artística, seja ela uma peça de teatro, um quadro ou mesmo um filme, tenha que causar essa identificação do espectador para com aquela obra, pois assim essa luz que deve incidir em ambos possa ser recíproca.
“Para que as coisas e o teatro deixem de ser vistas por pessoas razoáveis é preciso que o discurso sobre eles deixe de ser ‘razoável’.”
Comentário:
Destaquei esse trecho, pois percebo que além de que o teatro seja valorizado, principalmente por quem faz o teatro, é necessário que haja um trabalho de formação de platéia, pois se mais pessoas assistem teatro e aprecião obras artísticas como um todo, o discurso deixa de ser razoável pois as pessoas conhecerão melhor essas coisas e conseqüentemente deixará de ser visto por pessoas razoáveis.
“Mas não há dúvidas de que espectador adquiriu um novo status, um novo lugar, na teoria que se produz hoje sobre as artes cênicas.”
Comentário:
Acredito que o espectador sempre teve seu espaço garantido, até porque sem eles não existiria teatro, mas percebo de fato que agora há um novo olhar para o espectador, não só no sentido teórico de se pesquisar sobre nós apreciadores, mas no sentido de se pensar em fazer e construir peças que agradem e que seja para determinados públicos, especificando e focando naqueles espectadores.
“A obra vista como signo que se refere sempre a outro signo, a um determinado significado, pressupõe um sentido pré-determinado, quando, ao contrário, dever-se-ia perceber que uma obra de arte é própria, que ela é portadora de uma realidade própria.”
Comentário:
A meu ver, o que faz uma obra de arte ser interpretada de tantas maneiras, podendo ter vários significados para pessoas diferentes, é justamente o fato dessa realidade própria que a obra de arte possui, pois sem isso ela sempre seria a mesma coisa para qualquer um que a apreciasse.
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