O artista precisa da platéia e precisa saber ouvi-la, com isso tem que parar de achar que a opinião que vem do publico não é valida e que sua preciosa e magnífica arte, seja ela qual for, não “chega” a “ignorante” platéia,o que acontece é o contrario, o publico sente só que o orgulho do artista não deixa ele perceber. A forma com que o espectador aprecia uma arte é única e particular, não tem que ser exatamente a idéia que o artista quer passar.
Para que as coisas e o teatro deixem de ser vistas por pessoas razoáveis é preciso que o discurso sobre eles deixe de ser “razoável”. É preciso que a recepção seja vista como livre das amarras impostas pelo romantismo, que pressupõe o artista genial e o receptor ignorante.
Percebo uma evolução por parte do meio artístico, principalmente quando falamos do espectador, acredito que antes no início da era teatral os espetáculos eram montados e sem muito se focar na platéia (no tipo de publico alvo) hoje nós podemos observar uma grande variedade de peças, onde cada uma tem um foco a que queira agradar, essa seleção de platéia e uma certa disputa pra quem enche mais o teatro é um exemplo de que a platéia está cada mais mas ganhando espaço.
Até o surgimento da teoria da recepção, no inicio da década de 1970, as discussões sobre os fenômenos artísticos se pautavam, majoritariamente, nas questões forma/ conteúdo, ignorando-se ou menosprezando-se o papel do receptor. Mas não há dúvidas de que espectador adquiriu um novo status, um novo lugar, na teoria que se produz hoje sobre as artes cênicas.
A particularidade de uma obra é o que define ela, ser única e ao mesmo tempo ter uma infinidade de interpretações é o que a arte nos traz. A copia de uma obra é só uma copia, nunca será o original, não terá a aura de uma obra de arte original.
A obra vista como signo que se refere sempre a outro signo, a um determinado significado, pressupõe um sentido pré-determinado, quando, ao contrário, dever-se-ia perceber que uma obra de arte é própria, que ela é portadora de uma realidade própria.
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