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terça-feira, 26 de abril de 2011

Fichamento do texto Disposição do palco/platéia ao longo da história: lugar e papel do espectador. Luiz Claudio Cajaiba Soares

Fichamento do texto Disposição do palco/platéia ao longo da história: lugar e papel do espectador. Luiz Claudio Cajaiba Soares

“As mudanças arquitetônicas dos espaços destinados às encenações teatrais, especialmente no que se refere aos palcos e ás platéias, que tiveram início com as encenações de tragédias e comedias gregas continuam se desenvolvendo e se modificando até hoje.” (Pr.1 pag.1)

“Concebido de forma circular na Grécia, onde a platéia ocupava três terços deste círculo, as construções dos teatros romanos reduziram a platéia a um semicírculo.” (Pr.8 pag.2)

“As encenações nas praças e mercados, em palcos distribuídos em círculo...” (Pr. 3 pag.3)

“O publico, em pequeno número, se acomodava em torno do púlpito, numa atmosfera bem intimista. “Miniatura de Terence des Dues.”” (Pr. 1 pag.4)

“O público agrupado e distanciado em três galerias à frente” “Teatro Antigo” (Pr.2 pag.5)

“Características de confrontação entre público/platéia e não mais circular” (Pr.3 pag.4)

“O projeto de Serlio, datado de 1545, também mostra um palco em dois níveis com a parte frontal plana e a de trás inclinada, cenários de fundo pintados em perspectiva, e entre palco e a orchestra(onde situavam os lugares de honra e não mais os músicos como outrora), um proscênio que deveria permanecer livre para manter a distância entre mundo rela e o mundo representado.” (Pr.4 pag.5)

“ Mas Como alguns historiadores advertem, tal estrutura permitia ao público ver e ser visto, o que consiste num importante aspecto: para os espectadores, assistir ao que e se passava em cena era tão importante quanto assitir a sua própria participação” (Pr.1 pag.)

“Tamanha forma ação/reação de espectadores só é identificada, na história do teatro, no período Elisabetano.(Pr.3 pag.6)

“Para o imperador, entusiasta do teatro, ao invés do camarote comumente construído ao lado do proscênio, ergue-se um pódio elevado na primeira fila, que por sua vez estava localizado mais próximo ao palco, encurtando assim a distância física entre palco/platéia. (Pr.4 pag.8)

“Em 1927,Walter Groupis concebeu o projeto de um tetro político proletário para Erwin Piscator, com sofisticados recursos que permitiam modificações do mesmo teatro, em teatro de arena, com proscênio móvel, palco profundo e até mesmo como cinema. (Pr.4 pag.10)

“Os encenadores do utópico movimento proletário que dominava a Europa na mesma época sempre buscaram um espaço ideal para as encenações, fossem em fabricas, praças ou terraços propondo também, dessa forma, inovações na relação palco/platéia. (Pr.5 pag.11)

“Aos experimentos outrora recebidos com estranhamento e curiosidade pelo público iam se tornando e ganhando aceitação. Dessa forma, o espectador contemporâneo herdou uma gama de possibilidades que o permite permanecer em seu estado “letárgico” através da fruição de encenações consideradas tradicionais, ou ser completamente arrebatado, mobilizado, provocado, através de encenações investigativas/experimentais.” (Pr.9 pag 11 e 12).

Comentário:

O texto aborda o lugar onde acontecem as encenações ao longo dos tempos, desde a Grécia aos dias atuais.

O autor tem o cuidado de trazer especificidades destes lugares para que o leitor tenha propriedade para analisar e comparar os diferentes espaços

A arena como lugar primordial das representações teatrais no que diz respeito a história do teatro, tem uma particularidade muito interessante que é a disposição da platéia onde o professor Claudio Cajaiba descreve muito bem no texto, o público era acomodado num grande circulo daí em Roma essa disposição diminui para um semi circulo.

É importante ressaltar que em Roma existia os palcos itinerantes bastante utilizada pela Comedia Dell’Arte e pelas representações acerca da vida de Jesus Cristo e essa relação de fé trazia o público para uma comunhão e aceitação do espetáculo através fé.

Em seguida o autor traz outro tipo de disposição da platéia que é o público ao redor do ator que está no centro, em um espaço físico menor, este me agrada pelo clima intimista que o espaço traz, apesar da interpretação dos atores não ser muito interessante.

Em outro momento o publico é distanciado do palco para que seja diferenciado o mundo real do mundo imaginário e isso se dá de forma física e espacial. O público era dividido por classes sócias, gênero e idade. Essa separação não existe nos dias atuais dessa forma, evidentemente que, quem tem poder aquisitivo maior em alguns teatros, tem prioridades nos assentos. A estrutura que ficou sendo mais utilizada até hoje é a estrutura do palco italiano.

Entretanto alguns estudiosos rompem com essa e outras estrutura arquitetônicas do teatro, para que a platéia tenha diferentes sensações, através da mudança da disposição da platéia, cenários que contribuem para a aceitação ou repudio dos espectadores, esses estudos permanecem vivos e ainda mais atuantes por conta da preocupação com a recepção dos ouvintes , espectadores, receptores, enfim.

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