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segunda-feira, 28 de março de 2011

texto 2

Uma incursão pela estética da recepção

Edélcio Mostaço

Bolsista: Luide Prins Araújo de Oliveira Bispo

Fichamento

Introdução

“A recepção não é uma dimensão individual, as um fenômeno coletivo, resultante das manifestações advindas das interpretações singulares ou grupais, dimensionada através das práticas de leitura e agenciamento históricos efetuados sobre textos e autores”.

“A partir de três ângulos priviegisaados – a poiesis, a aisthesis e a Katharsisi – percorrendo o processo dialógico que envolve o artista e o espectador, fica claro que, mesmo dispensando a ênfase à estrutura de significados e interações comunicativas advindas com a obra, à estética da recepção é uma operação comprometida com o processo artístico”.

Uma virada

“Ao emergir, em sua fase histórica, a estética da recepção provocou vários abalos, especialmente por deslocar o eixo da discussão cultural, deixando de privilegiar o autor e seu universo para ressaltar o processo interativo que se estabelece entre a obra, o leitor e o fundo social circundante”.

“Se atentamos ao ambiente político dos anos de 1960 e 1970, com a guerra do Vietnã sinalizando o tônus de inúmeros abalos provocados pelos movimentos de contestação nos EUA e na Europa, teremos o quadro tenso das discussões travadas, onde a questão do engajamento intelectual cintilava como prioritária. Isso ajuda a entender, ao menos em parte, a lentidão quanto alastramento das teses ligadas à recepção nos países culturalmente hegemônicos e, sobre tudo, nos periféricos, onde em muitos deles se instalaram, nessas décadas, regimes ditatórias ou autocráticos de efeitos corrosivos em relação ao exercício do pensamento”.

“O pós-estrutuiralismo, o desconstrucionismo, as novas plataformas analíticas que tomaram conta do ambiente intelectual mundial foram encorajadas, a partir dos anos de 1980, pela estética da recepção, infundido cores e acentos diversos á visada analítica, consonantes com sua natureza múltipla e pluralista. Onde ela serviu de referência para incursões que lançaram novos olhares sobre o presente e o passado cultural”.

Polêmicas e aproximações

“‘A dificuldade não está em compreender que a arte grega ea epopéia estão ligadas a certas formas de desenvolvimento social. A dificuldade reside no fato de nos proporcionarem ainda um prazer estético e de terem para nós, em certos aspectos, o valor de normas e de modelos inacessíveis’”. (Marx, 1973, p. 131; grifos meus).

“‘O objeto de arte, tal como qualquer outro produto, cria um público capaz de compreender a arte e de apreciar a beleza. Portanto, a produção não cria somente um objeto para o sujeito, mas também um sujeito para o objeto’”. (Marx, 1973, p. 116).

Arte como fazer e receber

“A estética da recepção parte do pressuposto de que a arte é um fazer, uma construção e, como tal, infunde uma dada relação com o leitor/espectador”.

“Alguns conceitos formulados por tais autores são especialmente invocados, como o da arte como construção, como procedimento, como estranhamento, paródia (enquanto desautomação), uma vez que implicam na relação estabelecida com o leitor/espectador”.

“Ao deslocarem o eixo analítico da produção para a recepção,os teóricos de Constança grifaram a função da leitura sob dois aspectos: a de horizonte de expectativa (que soma os códigos, preceitos, experiências sociais diversas e comportamentos instituído pelos hábitos) e o de emancipação ( a finalidade e o efeito propostos pela arte, liberado a fruição e articulando um novo universo sensorial). Ou seja, circunscrevem a pluralidade de instância subjacentes às poiesis, aisthesis e katharsis, três fases concomitantes da experiência estética que levam á apreensão da obra”.

“Atuando concomitantemente e podendo reverberar ao longo do tempo, as três instâncias da experiência as estéticas são subjetivas e intersubjetivas, não obedecendo a uma hierarquia de camadas ou importância e implicando numa relação de autonomia uma em relação ás demais, apresentando-se seqüências ou não”.

“‘ A função comunicativa da experiência estética não é necessariamente medida pela função cartática. Também pode decorrer da aisthesis, quando observador, no ato contemplativo renovante de sua percepção, compreende p percebido como uma informação a cerca do mundo do outro ou quando, a partir do juízo estético, se a própria de uma norma de ação a própria atividade da aisthesis, contudo, pode se converter em poiesis’” (Jauss apud Lima, 1979, p. 82).

Aprender ou interpretar?

“Mesmo assim. Continuamos tentando no que dizia a respeito à natureza e complexidade da linguagem cênica e ao conjunto de fenômenos desencadeado junto o espectador quando da experiência estética no plano espetacular, no sentido de fixar como funciona a competência especifica do saber teatral ( pois se trata de uma decodificação oscilante, todo o tempo, entre o falso e verdadeiro)”.

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