Texto 1
O espaço da Pedagogia na investigação da recepção do espetáculo- Beatriz Cabral e Redefinições nos estudos de Recepção/ Relação Teatral- Clóvis Massa.
FICHAMENTO:
Beatriz Cabral
(PR.2 pag. 1)
A dificuldade da interação entre produção e recepção reside tanto em receber a crítica quanto em realizá-la.
Vai depender da disponibilidade do professor diretor em ouvir as criticas de quem assiste para transformá-la em ponto positivo contribuindo para melhorar ou diferenciar a montagem.
(PR.3 pag.1.)
A questão é ‘o que o aluno aprendeu e não se ele aprendeu o que o professor ensinou’... ‘o que ele percebeu ou como ele leu a cena, e não se ele captou a intenção do autor’.
A expectativa da recepção não é reduzir a apreciação do aluno ou do publico a um único sentido, a intenção não é compreender o que o autor ou o professor deseja e sim o que ele conseguiu captar da obra apreciada, quais as suas considerações, impressões e reflexões.
(PR. 4 pag.1)
[...] Se no campo do ensino o teatro é crescente a ênfase na necessidade do professor assumir a função de diretor, no campo do teatro profissional aumenta a demanda por uma contrapartida aos apoios financeiros recebidos pelos grupos profissionais, em termos de oferecimento de oficinas e cursos para a comunidade.
Mas um motivo para se preocupar para que a produção proporcione vários sentidos e reflexões, aumentando assim a possibilidade da obra alcançar uma amplitude receptiva e possível de ser desenvolvida em qualquer instancia.
(PR.2. pag.2)
[...] o foco na recepção emergiu como uma reação contra o papel exclusivo do texto no processo de construção de significados em arte.
Através da recepção o receptor poderá desenvolver criticamente seu posicionamento individual e particular acerca do produto ou processo apresentado. Podendo avaliar a obra como todo e dando um sentido pessoal a mesma.
(PR.4. pag.2)
[...] Uma vez que cada elemento no palco torna-se significante, o texto será sempre ideologicamente denso dado seu aspecto coletivo e multiplicidade de signos e convenções. Por outro lado, a leitura dos espectadores será sempre mediada pelo ângulo de visão, o qual permite interpretar os signos verbais e visuais, e fazer interferências juntando as novas informações com seu conhecimento anterior.
O texto tem a sua importância contribuindo com a compreensão dos signos, mas uos signos ao mesmo tempo abrem outras possibilidades para a compreensão do texto juntamente com as experiências individuais do receptor.
(PR.2 pag.3)
Portanto, considerar a recepção e a interpretação como processos baseados em valores estéticos e políticos, traz conseqüências importantes para a formação do espectador, uma vez que não se pode mais alegar uma natureza a - histórica do conhecimento, nem contar um modelo fixo a ser seguido para valorizar algo.
O conhecimento individual e as experiências do espectador contribuem para a sua interpretação do produto.
Se as contradições estão no centro engajamento ativo do espectador, este para ser eficaz depende da capacidade dos participantes em decodificar o texto coletivo.
As contradições abrem possibilidades de interpretações diferenciadas do texto e forçam os participantes a buscar as diversas possibilidades apresentadas.
(PR.6 pag3)
[...] O objetivo não é encontrar a verdade, mas perceber que o mundo está lá para ser interpretado (Übersfeld,1982,p.127-35).
O Objetivo é ampliar o leque de possibilidades e perceber que tudo ao nosso redor pode ter uma analise pessoal e ser compreendido ao nosso modo.
(PR.5pag 4)
Este procedimento amplia o campo de percepção do espectador, que identifica o que lhe foi mais significativo; o ponto de partida passa a ser o reconhecimento de percepções distintas, em vez da busca de um consenso em termos de interpretação (procedimento comum ao contexto de ensino).
Através do questionário o espectador passa a avaliar especificamente o que lhe chamou mais a atenção. Do mesmo modo quando pedimos para ao alunos realizarem um relatório de aula, eles só vão identificar e descrever o que pra eles ficou mais marcado, o que foi mais interessante.
(PR7pag.4)
Ocasiões em que um questionário foi distribuído antes do evento revelaram que os espectadores leram o mesmo enquanto aguardavam o inicio do espetáculo e que este fato ampliou sua concepção de sutilezas da cena, e conseqüência, seu prazer. Ocasiões em que o questionário foi entregue após o espetáculo provocaram o retorno de vários espectadores, para assisti-lo novamente, a fim de suprir algumas lacunas de sua percepção que consideraram essenciais.
Particularmente só a favor de o questionário ser entregue após o espetáculo, pois poderá ter duas leituras diferentes, antes sem compromisso e depois estimulados a comentar a um ponto especifico alcançando assim outra leitura.
(PR.2.pag5)
Para Hans-Robert Jauss, a comunicação literária só conserva o caráter de uma experiência estética se mantiver o caráter do prazer. O prazer por meio de uma experiência estética permeia um acontecimento que deve provocar um deslumbramento, tirando o contemplador da percepção automatizada ou habitual do cotidiano e o conduzindo à dimensão estética.
Não apenas pelo deslumbramento, mas também pelo distanciamento em que o espectador pode ter da obra, porém a questão de que o apreciador tem que sentir prazer em contato com a obra é essencial para a fruição da recepção.
(PR3. pag.5)
[...] Um texto aberto permite diferentes leituras, como tal, sua atualização pelo espectador requer coerência interna e, em trabalhos de grupo, seu enquadramento ou contextualização.
O Espectador tem que esta ciente do contexto eu que o produto esta inserido, para poder dialogar com o espetáculo e suas experiências pessoais.
(PR.1pag 6)
[...] As noções de horizonte de expectativas e vazios do texto permitem repensar a recepção teatral no âmbito da pedagogia, uma vez que ampliam possibilidades para compreender a relação entre a função da linguagem e o papel do leitor.
(PR.3. pag.5)
[...] O papel do professor, além de identificar um texto aberto para o trabalho em grupo, está também em dirigir a atenção dos participantes para estes vazios do texto (mesmo que ele resulte de criação coletiva do grupo.
Os vazios possibilitarão os questionamentos que abrirá varias vertentes para a construção do texto coletivo, pois através dele cada participante terá uma visão diferenciada. O professor deve estimular essas reflexões dos participantes acerca do texto. Criando assim uma adaptação coletiva e diferenciada.
Clovis Massa
(PR1. pag.1)
[...] O vocábulo recepção fortemente mascado pela teoria da informação, parecia contradizer a atividade produtiva do espectador, a concepção de que, em seu processo de apreensão, ele não apenas “recebe”, mas é responsável pelos sentidos da obra.
Ao ter contato com a obra o espectador aprecia, avalia e constata algo que seja a sua visão sobre aquela obra, sendo assim apenas não recebe a informação, mas recebe, analisa e chaga a uma conclusão.
(PR.3. pag.1)
[...] as particularidades da arte teatral exigiram novo objeto de analise, desta vez concebido a partir estética da produção e da recepção.
Dessa vez não será mais analisado o texto e sim toda a obra ampliando a compreensão da obra.
(PR.3. pag.1)
[...] Pelo viés da estética de produção e da recepção teatral, Patrice Pavis vinculou o circuito de concretização à dinâmica cultural em que o trabalho do espectador se realiza, ou seja, ao seu contexto social... Para ele, a confrontação entre o metatexto do espectador - nem sempre coincidentes- forma a concretização da encenação.
O espectador compreende a obra através da sua vivencia, é fazendo ligação com a sua realidade e com o espetáculo e o espectador consegue desenvolver uma visão critica a cerca do que esta sendo apresentado.
(PR.1. pag.3)
Com base na reformulação acerca da experiência estética, entendida como experiência individual a que se tem acesso coletivamente, a noção de concretização adquire caráter mais pragmático em pesquisas de campo. Como a experiência de recepção é individual, mas a relação cena-sala em que se produz tal experiência é de caráter coletivo...
A apreciação é coletiva, mas a recepção é individual, assim os espectadores compartilham ao mesmo tem de uma apreciação estética e desenvolvem uma visão analítica e critica diferenciada, particular, mesmo que dialoguem sobre a experiência adquirida em sala a percepção será diferenciada por as experiências particulares são diferenciadas.
CONCLUSÃO
O texto traz uma abordagem acerca da recepção teatral e o espaço em que a pedagogia teatral esta envolvida nessa recepção. Beatriz Cabral aborda de uma forma, mas simples e apresentam questionamentos entre o que se parecia,, como se aprecia e baseados em que experiências o espectador pode realizar a ligação entre a realidade e a obra. Além de trazer reflexões sobre aplicações de questionários e a depender do momento quais os resultados que esses formulários podem contribuir para a apreciação teatral seja ela de um espetáculo produto ou de uma atividade em sala de aula processo, sem juízos de valores e de grau de importância. Clovis Massa traz uma mesma abordagem, porém fundamentada em alguns teóricos e suas teorias que acabam comprovando as colocações de Beatriz Cabral.
Particularmente só foi possível compreender o texto de Clovis Massa a partir no contato que tive com o artigo de Beatriz Cabral, pois o artigo de Biange foi a ponte e a experiência que contribuiu como referencia para a compreensão do texto de Massa, que por sua vez contribuiu como fundamentação teórica para o artigo de Beatriz Cabral.
Nenhum comentário:
Postar um comentário