Uma incursão pela estética da recepção – Edélcio Mostaço
“A recepção não é
uma dimensão individual, mas um fenômeno coletivo, resultante das manifestações
advindas das interpretações singulares ou grupais, dimensionada através das
praticas de leitura e agendamentos históricos efetuados sobre textos e autores. [...]”. (pag. 1).
“[...] a estética da
recepção é uma operação comprometida com o processo artístico [...]”. (pag. 3)
“No campo teatral, foram
franceses e italianos que se responsabilizaram por sintonizar mais detalhamento
os pressupostos da recepção [...]”. (pag. 3).
“Ao emergir, em sua faze
heroica, a estética da recepção provocou vários abalos, especialmente por
deslocar o eixo da discussão cultural, deixando de privilegiar o autor e seu
universo para ressaltar o processo interativo que se estabelece entre a obra, o
leitor e o fundo social circundante. Ou seja, as questões relativas aos
sentidos provocados pela obra dependem sempre de um contexto e eles são mutáveis,
em função das circunstâncias de leitura [...]”. (pag. 3).
“Se atentarmos ao
ambiente politico” dos anos de 1960 e 1970, com a Guerra do Vietnã sinalizando
o tônus de inúmeros outros conflitos mundiais e os vários abalos provocados pelos
movimentos de contestação nos EUA e na Europa, teremos o quadro tenso das
discussões travadas, onde a questão do engajamento intelectual cintilava como prioritário.
Isso ajuda a entender, ao menos em parte, a lentidão quanto ao alastramento das
teses ligadas á recepção [...]”. (pag. 3 e4).
“ “O objeto de arte, tal
como qualquer outro produto, cria um publico
capaz de compreender a arte e de apreciar a beleza. Portanto, a produção
não cria somente um objeto para o sujeito, mas também um sujeito para o objeto [...]”.
(pag. 4).
“Estabelecendo vários graus
e modalidades de empatia, ele distingue, por exemplo, a atilada postura de
Brecht, salientando como dramaturgo alemão soube manipular um reconhecimento do
efeito e da recepção da obra literária, ainda que orientado sua produção para a
educação do espectador ao invés do prazer estético [...]”. (pag. 5).
“A estética da recepção
parte do pressuposto de que a arte é um fazer, uma relação com o leitor/espectador.
[...]”. (pag. 5).
“No bojo desse intenso
movimento de revisão das relações entre obra e leitor/espectador, avolumaram-se
as preocupações em torno da decifração, da interpretação, da contextualização
de informações delas emanadas. Ficou claro que a tarefa era complexa e que o
entrelaçamento de várias operações era indispensável para dimensionar o problema,
na busca de superar o velho e insuficiente esquema proposto pela comunicação. [...]”.
(pag. 7).
“A antropologia,
filosofia, sociologia surgiram redimensionadas após tais conquistas,
incorporando dados até então desprezados ou não suficientemente explorados em
suas cogitações. Os estudantes Culturais Foram grandemente fortalecidos quanto
á analise do real. [...]”. (pag. 7).
“Mesmo assim,
continuamos tateando no que diz respeito á natureza e complexidade da linguagem
cênica e ao conjunto de fenômenos desencadeados junto ao espectador quando da experiência
estética noplano espetacular, no sentido de fixar como funciona a competência especifica
do saber teatral [...]”. (pag. 7).
“Essa fronteira
cognitiva, saber-falso/crer-verdade, que marca a separação entre o interior e o
exterior do teatro, [...] é a mesmo a que estabelece a diferença intrínseca e
substancial entre as emoções estéticas reais e a emoções teatrais [...]”. (pag.
7).
“De modo que a recepção,
na atualidade, diz respeito a um sem numero de agenciamentos no vasto território
de a cena, apresentando subsídios quer para a pedagogia quer para historia,
quer para sóciosemiótica quer para analise dos discursos, fomentado plataformas
que estão alargando os estudos teatrais [...]”. (pag. 8).
Comentário: O texto
aborda muitos termos filosóficos, sociólogos que mostra-nos tendências da estética
da recepção, as colaborações, os vários abalos que surgiram após essa recepção
emergir e quais pessoas detalharam mais essa estética. Trazem também alguns motivos
da lentidão do alastramento das teses ligada a recepção.
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