Páginas

Para encontrar nossas fotos, relatórios, projetos, planos de aula e etc...

Pesquise aqui!

domingo, 9 de dezembro de 2012

Uma incursão pela estética da recepção – Edélcio Mostaço




Uma incursão pela estética da recepção – Edélcio Mostaço


“A recepção não é uma dimensão individual, mas um fenômeno coletivo, resultante das manifestações advindas das interpretações singulares ou grupais, dimensionada através das praticas de leitura e agendamentos históricos efetuados sobre textos e autores. [...]”. (pag. 1).

“[...] a estética da recepção é uma operação comprometida com o processo artístico [...]”. (pag. 3)

“No campo teatral, foram franceses e italianos que se responsabilizaram por sintonizar mais detalhamento os pressupostos da recepção [...]”. (pag. 3).

“Ao emergir, em sua faze heroica, a estética da recepção provocou vários abalos, especialmente por deslocar o eixo da discussão cultural, deixando de privilegiar o autor e seu universo para ressaltar o processo interativo que se estabelece entre a obra, o leitor e o fundo social circundante. Ou seja, as questões relativas aos sentidos provocados pela obra dependem sempre de um contexto e eles são mutáveis, em função das circunstâncias de leitura [...]”. (pag. 3).

“Se atentarmos ao ambiente politico” dos anos de 1960 e 1970, com a Guerra do Vietnã sinalizando o tônus de inúmeros outros conflitos mundiais e os vários abalos provocados pelos movimentos de contestação nos EUA e na Europa, teremos o quadro tenso das discussões travadas, onde a questão do engajamento intelectual cintilava como prioritário. Isso ajuda a entender, ao menos em parte, a lentidão quanto ao alastramento das teses ligadas á recepção [...]”. (pag. 3 e4).

“ “O objeto de arte, tal como qualquer outro produto, cria um publico  capaz de compreender a arte e de apreciar a beleza. Portanto, a produção não cria somente um objeto para o sujeito, mas também um sujeito para o objeto [...]”. (pag. 4).

“Estabelecendo vários graus e modalidades de empatia, ele distingue, por exemplo, a atilada postura de Brecht, salientando como dramaturgo alemão soube manipular um reconhecimento do efeito e da recepção da obra literária, ainda que orientado sua produção para a educação do espectador ao invés do prazer estético [...]”. (pag. 5).

“A estética da recepção parte do pressuposto de que a arte é um fazer, uma relação com o leitor/espectador. [...]”. (pag. 5).

“No bojo desse intenso movimento de revisão das relações entre obra e leitor/espectador, avolumaram-se as preocupações em torno da decifração, da interpretação, da contextualização de informações delas emanadas. Ficou claro que a tarefa era complexa e que o entrelaçamento de várias operações era indispensável para dimensionar o problema, na busca de superar o velho e insuficiente esquema proposto pela comunicação. [...]”. (pag. 7).

“A antropologia, filosofia, sociologia surgiram redimensionadas após tais conquistas, incorporando dados até então desprezados ou não suficientemente explorados em suas cogitações. Os estudantes Culturais Foram grandemente fortalecidos quanto á analise do real. [...]”. (pag. 7).

“Mesmo assim, continuamos tateando no que diz respeito á natureza e complexidade da linguagem cênica e ao conjunto de fenômenos desencadeados junto ao espectador quando da experiência estética noplano espetacular, no sentido de fixar como funciona a competência especifica do saber teatral [...]”. (pag. 7).

“Essa fronteira cognitiva, saber-falso/crer-verdade, que marca a separação entre o interior e o exterior do teatro, [...] é a mesmo a que estabelece a diferença intrínseca e substancial entre as emoções estéticas reais e a emoções teatrais [...]”. (pag. 7).

“De modo que a recepção, na atualidade, diz respeito a um sem numero de agenciamentos no vasto território de a cena, apresentando subsídios quer para a pedagogia quer para historia, quer para sóciosemiótica quer para analise dos discursos, fomentado plataformas que estão alargando os estudos teatrais [...]”. (pag. 8).

Comentário: O texto aborda muitos termos filosóficos, sociólogos que mostra-nos tendências da estética da recepção, as colaborações, os vários abalos que surgiram após essa recepção emergir e quais pessoas detalharam mais essa estética. Trazem também alguns motivos da lentidão do alastramento das teses ligada a recepção.



Nenhum comentário: