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domingo, 9 de dezembro de 2012

Disposição do palco/platéia ao longo da história: lugar e papel do espectador. Autor: Luiz Claudio Cajaiba Soares



Disposição do palco/platéia ao longo da história: lugar e papel do espectador. 
Autor: Luiz Claudio Cajaiba Soares



 “A mudanças arquitetônicas dos espaços destinados ás encenações teatrais, especialmente no que se refere aos palcos e ás plateias, que tiveram inicio com as encenações de tragédias e comedias gregas continuam se desenvolvendo e se modificando até hoje.                                                                                                                                   A estrutura das artes cênicas, desenvolvida pelos gregos, determina os princípios básicos da relação espetáculo/ espectador  que vigorem até hoje, principalmente no que se refere á arquitetura teatral[...]”. (pag. 1).

“ Algo nestes teatros até hoje chama atenção e impressiona a vários arquitetos, historiadores e profissionais de teatro: sua perfeita acústica.                                                          Em locais estratégicos construído, que possibilita ao espectador escutar cada palavra, mesmo que sussurrada, em qualquer lugar onde se encontrasse, estes teatros já nasceram, especialmente por estes aspectos, envolvidos em grande respeito ao público [...]”. (pag. 1).

“As transformações promovidas pelo teatro romano já vinham carregadas de aproximações na relação palco/plateia e já denunciava o grau de sedução e provocação que um exercia sobre o outro e vice-versa [...]”. (pag. 2).

“Á busca pelo paraíso perdido, pela remissão dos pecados, a ameaça de queimar no inferno, entre outras razões, unificavam público e plateia, através da fé e do medo[...]”. (pag. 2).

“Em Paris, 1581, o palco construído para representação do Ballet comique de la Reine... foi concebido de forma retangular ...                                                                    Também com lugares especiais destinados á nobreza, o publico comum era mantido a certa distância ... [...]”. (pag. 3).

“[...] para os espectadores assistir ao que e se passava em cena era tão importante quanto assistir a sua própria participação, a sua própria reação [...]”. (pag. 4).

“O teatro profissional da Europa viveu, através desta disposição polar de palco plateia, uma ruptura e uma reestruturação de procedimentos éticos e políticos, ao tempo em que influenciava fortemente o repertorio e a forma de representação [...]”. (pag. 4).

“Tamanha forma de ação/reação de espectadores só é identificada, na história do teatro, no período elisabetano. [...]”. (pag. 4).

“ Mas o “palco italiano” como hoje é conhecido, não tardaria a aparecer: Sua estrutura já vinha se esboçando através da disposição de confrontação, mas só se consolida na era barroca. [...]”. (pag. 4).

“Dando continuidade a também predominante separação hierárquica, a participação do publico na representação da vida dos heróis, da nobreza representada nas tragédias e comedias, passou a ser praticamente regida pelos nobres presentes a bem acomodados em seus privilegiados camarotes à frente e nos proscênios laterais [...]”. (pag. 4).

“ O palco de grande profundidade e largura permite a presença de até mil atores em cena e a troca de cinco  cenários, como é descrito nos registro da encenação da ópera Porno d’Oro, de Cesti, com decoração de Burnacini que inaugurou o teatro[...]”. (pag.4 ).

“Esta distância entre palco e plateia, que era comum em outras construções da época, foi apelidado por alguns historiadores de “terra de ninguém “ . O apelido se refere também à disputa quase bélica travada entre os espectadores no momento de escolha dos assentos. [...]”. (pag. 4).

“Além disso, a construção de teatros com menor capacidade de público imprime uma atmosfera mais intimista e, em alguns teatros particulares, se restabelece aproximadamente entre palco e plateia, outrora pratica como nesta visão de um teatro espanhol, da metade do século XVIII. [...]”. (pag. 4).

“O público vai retomando assim a sua participação: volta a se manifestar com entusiasmo durante e após as representações; conquista preços menores para os ingressos através das reivindicações; passa a eleger determinados interprete privilegiando suas apresentações; enfim, impõe com autonomia seus desejos[...]”. (pag. 4 e 5).

“O desejo de oferecer melhores condições aos espectadores foi ganhando espaço entre vários encenadores da época [...]”. (pag. 6).

“Muitos desses projetos não foram concretizados por falta de recursos. Porém, os projetos arquitetônicos revelavam um espirito extremamente inquieto e a vontade de “reanimar” o espectador [...]”. (pag. 6).

“Hoje são inumeráveis os locais onde se apresentam as diferentes encenações e consequentemente, os diferentes modos de recepção [...]”. (pag. 6).

“A relação espetáculo/espectador no teatro segue sempre recheado de inovações. E assim como reflete os acontecimentos mais remotos, deixa-se também seduzir pelas demandas da contemporaneidade. [...]”. (pag. 6).

Comentário:
O texto fala dos primeiros projetos arquitetônicos de teatro que chamam atenção até os dias de hoje e como esses espaços influenciam o público, sendo que foi o desenvolvimento da estrutura grega que determinou princípios básicos da relação espetáculo/ espectador que temos hoje. Aponta também as principais modificações no palco romano em comparação aos palcos gregos, deixando explicito a separação extrema que existia nos teatros entre ricos e pobres na Roma, porém evidência o desejo de oferecer melhores condições aos espectadores ganhando espaço entre vários encenadores da época.





















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