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segunda-feira, 10 de dezembro de 2012

Redefinições nos estudos de recepção/relação Teatral


Redefinições nos estudos de recepção/relação Teatral
Clóvis Massa
Ao menos no campo teatral, recepção e concretização, enquanto temos empregados pelas teorias da recepção mostraram-se inapropriados para os princípios de origem aos quais se vinculavam. O vocábulo recepção, fortemente marcado pela teoria da informação, parecia contradizer a atividade produtiva do espectador, a concepção de que, em seu processo de apreensão, ele não apenas “recebe”, mas é corresponsável pelos sentidos da obra.
Nas ultimas décadas, a ideia de publico enquanto entidade sociológica abstrata e homogênea cedeu lugar à noção antropológica de espectador. Entretanto, os lineamentos desta nova teatrologia devem pressupor a experiência estética não apenas como trabalho do espectador.    
Teatralidade, acontecimento e convívio são apropriados com a finalidade de solucionar essa carência. Para o esclarecimento desse ponto de vista, cabe distinguir os estudos de recepção em dois tipos: um diretamente vinculado  à estética da recepção, com a intenção de examinar a acolhida de certas obras por um grupo num determinado período; outro, mais desenvolvido pela semiótica teatral, destinado a investigar os processos mentais, intelectuais e emotivos do espectador.
Ao colocar o texto em situação de enunciação num  outro contexto social, a concretização assimilou  o intercambio entre texto dramático e contexto social para justificar infinitas leituras ao espectador.
[...] estudo de fenômenos teatral e propuseram o retorno a questões de subjetividade e experiência, corporificação e especialidade, presença e percepção, mas sempre a partir do olhar de um sujeito individualizado, nunca como experiência estética a que tem acesso em uma ação coletiva.
Com sabe na reformulação acerca de experiência estética, entendida como experiência individual a que se tem acesso coletivamente, a noção de concretização adquire caráter mais pragmático em pesquisa de campo.
A abordagem recepção fez a sua parte quando rompeu  com a sujeição às antinomias e começou a considerar a interação com a produção como parte essencial, o que libertou seus estudos da excessiva limitação a um gueto epistemológico. E continua fazendo, com a visão de um espetáculo afetado pelas dinâmicas culturais que subentende a experiência do espectador em sua dimensão coletiva.
Comentário:
No presente texto: Redefinições nos estudos de recepção/relação Teatral, Clóvis Massa aborda á recepção teatral, na qual esta investiga os processos mentais, intelectuais e emotivos do espectador, procurando sempre analisar as operações do espectador a partir de uma base coerente de dados experimentais. Procurando sempre da a espectador uma visão do espetáculo afetando sua dinâmica cultural, ao espectador uma experiência do coletivo.



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