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domingo, 9 de dezembro de 2012

Fichamneto O espaço da pedagogia na investigação da recepção do espetáculo. (Biange Cabral)


 Fichamneto O espaço da pedagogia na investigação da recepção do espetáculo.
(Biange Cabral)


A dificuldade da interação entre produção e recepção reside tanto em receber  a critica quanto em realiza-la. O aspecto sensível que envolve a relação entre o artista  e a avaliação de seu trabalho não se restringe ao teatro profissional_ está presente na sala de aula, quer em disciplinas práticas ou teóricas, existe uma similaridade entre as questões postas a formação do expectador  e a avaliação do desempenho do aluno. (p.1,  l. 13 a 22)
A aproximação das funções do professor e do diretor na contemporaneidade,  reforça a oportunidade de investigar a recepção. (p. 1,  l. 29 a 31)
Professor e diretor são ambos mediadores, entre a produção e a recepção do espetáculo. Mas, para que haja mediação é necessário explicitara  a concepção de ensino do trabalho a ser desenvolvido em parceria, o que implica considerar a dimensão estética e politica do processo ou produto em foco. (p.1 l. 39 a 44)
Hoje é  possível  observar um crescente interesse pela recepção , como parte de uma tendência  das ciências humanas de privilegiar a auto reflexão e reconhecer a relevância do contexto. (p.2,  l. 11 a 21)
O mesmo acontece com a recepção para ler a cena, os espectadores precisam perceber o contexto e as circunstancias em que ela ocorre. Além disso, há outra interferência na percepção e fruições artística_ ambas dependem também do gosto e experiências pessoais. (p.3, l.5 a 10)
Ao focalizar o leitor privilegiando o espectador, os argumentos sobre valores antagônicos são abertos a todos os participantes no processo. Portanto, considerar a recepção e a interpretação como processos baseados em valores estéticos e políticos, traz consequências importantes para a formação do espectador, uma vez que não se pode mais alegar uma natureza a-histórica do conhecimento, nem contar com um modelo fixo a ser  seguido para valorizar algo. (p.3,  l. 18 a 27)
Uma tarefa é oferecida ao espectador e este deve possuir ou obter ferramentas para realiza-las. Esse modo ativo  de decodificar convenções e signos se aproxima do desafio e do estimulo proporcionado por um jogo. (p.3, l. 64 a 68)
Ao mediar a interação do espectador com a cena através de um questionário que represente uma cartografia do campo a ser investigado, o diretor/ professor está por um lado observando o que foi mais significativo para um determinado grupo de espectadores, e por outro lado, ampliando o significado da cena ao redirecionar o olhar destes espectadores. (p.4,  l. 65 a 72)
 O prazer por meio da experiência estética permeia um acontecimento que deve provocar um deslumbramento, tirando um contemplador da percepção automatizada ou habitual do cotidiano e o conduzindo a dimensão estética. (p.5, l. 18 a 22)
O texto aberto permite diferentes leituras, como tal sua atualização pelo espectador requer coerência interna e, em trabalhos de grupo, seu enquadramento ou contextualização. (p.5,  l. 27 a 30)
O papel do professor além de identificar o texto aberto para o trabalho em grupo está também em dirigir a atenção dos participantes para estes vazios do texto. (mesmo que ele resulte da criação coletiva do grupo) (p.5, l. 51 a 55)
Na fronteira entre a pedagogia e o teatro, o estudo da recepção, permite explorar formas de inserir o espectador no espaço espetacular e incluir sua voz na construção da narrativa teatral. (p.6,  l. 75 a 79)




















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