Fichamneto O espaço da pedagogia na investigação da recepção do
espetáculo.
(Biange Cabral)
A dificuldade da interação entre produção e recepção reside
tanto em receber a critica quanto em
realiza-la. O aspecto sensível que envolve a relação entre o artista e a avaliação de seu trabalho não se
restringe ao teatro profissional_ está presente na sala de aula, quer em
disciplinas práticas ou teóricas, existe uma similaridade entre as questões
postas a formação do expectador e a
avaliação do desempenho do aluno. (p.1,
l. 13 a 22)
A aproximação das funções do professor e do diretor na
contemporaneidade, reforça a
oportunidade de investigar a recepção. (p. 1,
l. 29 a 31)
Professor e diretor são ambos mediadores, entre a produção e
a recepção do espetáculo. Mas, para que haja mediação é necessário
explicitara a concepção de ensino do
trabalho a ser desenvolvido em parceria, o que implica considerar a dimensão
estética e politica do processo ou produto em foco. (p.1 l. 39 a 44)
Hoje é possível observar um crescente interesse pela recepção
, como parte de uma tendência das
ciências humanas de privilegiar a auto reflexão e reconhecer a relevância do
contexto. (p.2, l. 11 a 21)
O mesmo acontece com a recepção para ler a cena, os
espectadores precisam perceber o contexto e as circunstancias em que ela
ocorre. Além disso, há outra interferência na percepção e fruições artística_
ambas dependem também do gosto e experiências pessoais. (p.3, l.5 a 10)
Ao focalizar o leitor
privilegiando o espectador, os argumentos sobre valores antagônicos são abertos
a todos os participantes no processo. Portanto, considerar a recepção e a
interpretação como processos baseados em valores estéticos e políticos, traz
consequências importantes para a formação do espectador, uma vez que não se
pode mais alegar uma natureza a-histórica do conhecimento, nem contar com um
modelo fixo a ser seguido para valorizar
algo. (p.3, l. 18 a 27)
Uma tarefa é oferecida ao
espectador e este deve possuir ou obter ferramentas para realiza-las. Esse modo
ativo de decodificar convenções e signos
se aproxima do desafio e do estimulo proporcionado por um jogo. (p.3, l. 64 a
68)
Ao mediar a interação do
espectador com a cena através de um questionário que represente uma cartografia
do campo a ser investigado, o diretor/ professor está por um lado observando o
que foi mais significativo para um determinado grupo de espectadores, e por
outro lado, ampliando o significado da cena ao redirecionar o olhar destes
espectadores. (p.4, l. 65 a 72)
O prazer por meio da experiência estética
permeia um acontecimento que deve provocar um deslumbramento, tirando um
contemplador da percepção automatizada ou habitual do cotidiano e o conduzindo
a dimensão estética. (p.5, l. 18 a 22)
O texto aberto permite diferentes
leituras, como tal sua atualização pelo espectador requer coerência interna e,
em trabalhos de grupo, seu enquadramento ou contextualização. (p.5, l. 27 a 30)
O papel do professor além de
identificar o texto aberto para o trabalho em grupo está também em dirigir a atenção
dos participantes para estes vazios do texto. (mesmo que ele resulte da criação
coletiva do grupo) (p.5, l. 51 a 55)
Na fronteira entre a pedagogia e o
teatro, o estudo da recepção, permite explorar formas de inserir o espectador
no espaço espetacular e incluir sua voz na construção da narrativa teatral.
(p.6, l. 75 a 79)
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