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domingo, 9 de dezembro de 2012

Fichamento Redefinições nos estudos de recepção/relação teatral (fichamento) (Clovis Massa)


 Fichamento Redefinições nos estudos de recepção/relação teatral (fichamento)
(Clovis Massa)


O vocabulário recepção, fortemente marcado pela teoria da informação, parece contradizer a atividade produtiva do espectador, a concepção de que, em seu processo de apreensão, ele não apenas “recebe” , mas é corresponsável pelos sentidos da obra. (p.1, l. 12 a 17)
Em busca de legitimação, as teorias de recepção teatral esforçaram-se em explicar seu viés de oposição as práticas vigentes, porém nunca corrigiram essa inadequação. Nem se afirmaram como instancia pragmática, com a finalidade de interagir diretamente na atividade receptiva, através do impacto que a reflexão (...) (p.1, l22 a 28)
(...) poderia propiciar a prática com a instauração de novos paradigmas  cênicos como a teoria da recepção de Hans Robert Jauss pretendeu que, com o tempo, a história da literatura interferisse  na experiência estética do leitor. ( P.1, l. 29 a 33)
Em busca de uma teoria especifica da recepção teatral, outra mudança de rumo se tornou urgente: ainda distante  das investigações empíricas sobre espectadores vislumbrarem conclusões relevantes as particularidades  da arte teatral exigiram outro objeto de análise, desta vez concebido desta vez concebido a partir da estética da produção e da recepção. Em decorrência disso passou a delimitar-se pela relação entre o ator e o espectador , uma das varias relações teatrais compreendidas dentro do processo produtivo-receptivo. (p.1, l. 45 a  55)
Para esclarecer desse ponto de vista, cabe distinguir os estudos de recepção de dois tipos: um diretamente vinculado a estética da recepção com a intenção de examinar a acolhida decertas obras por um grupo num determinado período; outro mais desenvolvido pela semiòtica teatral, destinados a investigar os processos mentais, intelectuais e emotivos do espectador. (p. 2,  l. 22 a 39)
(...) Pelo viés da estética da produção e da recepção teatral, Patrice Pavis vinculou o circuito de concretização a dinâmica cultural em que o trabalho do espectador se realiza, ou seja, ao seu contexto social. Para tanto propôs a ideia de meta-texto, ou seja, o conjunto de textos conhecidos pelo espectador  ou pelo encenador e utilizados por ambos para a leitura de textos.(...) (p. 3, l. 60 a 68)
(...) “Mas do que um texto (cênico) junto ao texto dramático, ´meta-texto é o que organiza, desde o interior, a concretização cênica, o que não esta junto ao texto dramático, mas de alguma forma em seu interior, como resultante do circuito entre significante, contexto social e significado do texto “ ( p.3, l. 78 a 85)
Sua aproximação da relação teatral  fundamenta-se em torno de círculos concêntricos, níveis que procuram cerca-la mais de perto:  recepção, leitura, hermenêutica,  e enfim, perspectiva. (p.4, l. 4 a 7)
O segundo tipo de pesquisa sobre recepção teatral, a que investiga os processos mentais, intelectuais e emotivos do espectador, procura analisar as operações do espectador  a partir de uma base coerente de dados experimentais. (p.4, l. 37 a 41)
Curiosamente psicologia  cognitiva a que recorre enfatiza o papel individual do espectador e parece contradizer os parâmetros defendidos por ele mesmo a respeito da relação teatral. (p.4,  l. 84 a 88)
Será necessário definir o objeto estético da experiência estética pelo objeto estético. E nesse círculo que juntaremos todo problema da relação objeto-sujeito. 9 Dufreunne, 1967, p.4) (p.5,l. 7 a 11)
Como a experiência da recepção é individual, mas a relação cena/sala em que se produz tal experiência é de caráter coletivo, Miguel Santagada acredita que seja possível” investigar os conteúdos da experiência em  termos de uma concretização solicitada a vários espectadores de um mesmo espetáculo.  E que, em razão de certas influencias comuns, dois ou mais espectadores, coincidam aproximadamente na descrição que fazem_  a instancias da investigação_ do mesmo espetáculo” (Santagada, 2004, p.27) (p.5, l. 22 a 33)
Os estudos teatrais somente teem a ganhar com essa atitude. A abordagem receptiva fez a sua parte quando rompeu com  a sua s sujeição ás antinomias e começou a considerar a interação com a produção como parte essencial, o que libertou seu estudos da excessiva limitação a um gueto epistemológico. E continua fazendo, com a visão de um espetáculo afetado pelas dinâmicas culturais que subentende  a experiência do espectador em sua dimensão coletiva. (p.6, l. 30 a 40)



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