Cláudio Cajaiba
“O drama é
uma forma artística extremamente persuasiva e envolvente, pois imitando a ação
por meio da linguagem, fez com que a linguagem desapareça, transformada em ação,
chegando com isso a quase substituir a realidade aos olhos do
leitor/espectador.” (Mendes,1995,p.29). (pág.01)
“... A invasão de lugares acima mencionada
não é em comum nas abordagens da relação obra/receptor. Até o surgimento da
teoria da recepção, no inicio da década de 1970, as discussões sobre os
fenômenos artísticos se pautavam, majoritariamente, nas questões forma/conteúdo,
ignorando-se ou menosprezando-se o papel do receptor. Mas não há mais duvidas
de que o espectador adquiriu um novo status, um novo lugar, na teoria que se
produz hoje sobre as artes cênicas. As diferentes experiências cênicas que
habitam o mundo de hoje e exigem essas “reflexões.” (pág.02).
“Uma nova estética, assim, poderia ser
formulada em três modos: (i) “A estética até então predominante é uma estética
do juízo, ou seja, uma estética que não trata da experiência, ou da experiência
sensitiva, como o termo designava em sua origem grega”.”. (pág. 4).
“...” A experiência com a arte é o
lugar mais confortável do homem no mundo, por proporcionar uma clivagem, um
desligamento de si, uma traga ao outro “...” (pág.11).
Comentário: Corresponde a uma visão de
drama de forma artística que envolve a linguagem e ao mesmo tempo transforma em
ação substituindo a realidade do espectador.
Onde a recepção, filosofia estética do
teatro alemão se torna muito presente.
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