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domingo, 9 de dezembro de 2012

Fichamento.


Fichamento do Livro: A PEDAGOGIA DO ESPECTADOR
* Flávio Desgranges
 

“[...]” No inicio dos anos 1970, indica Rosenfeld, ao comentar os motivos apontados, então, por empresários e artistas para a falta de públicos nas salas, a concorrência da televisão merecia grande destaque, pois o teatro perdia não só espectadores, mas também atores que, seduzidos pela vantagem econômica por ela oferecida, não mais se interessavam pelas produções teatrais. [...]. (pág.20)

 “E se a arte teatral deixou de oferecer riscos, é porque deixou de se colocar em risco, o teatro propõe à platéia aquilo que se espera dele, que o espectador seja o modelo do cidadão ideal, aquele que apenas aguarda a cena seguinte. O dito teatro de arte não é mais um movimento de guerra e, sim, de resistência, tal a indiferença a que foi relegado”. (Pág.23)

“[...]. O prazer advém da experiência, o gosto pela fruição artística precisa ser estimulado, provocado, vivenciado, o que não se resume a uma questão de marketing.”. (pág. 29).

“Público participativo é aquele que, durante o ato da representação, exige que cada instante do espetáculo não seja gratuito, o que não significa que seja necessário, portanto, manifestar-se ou intervir diretamente para participar do evento. [...].”. (pág. 31).

“Tornar o espectador iniciante mais íntimo da arte teatral e estimulá-lo para um mergulho divertido amplia sua capacidade de apreender o espetáculo e favorece sua socialização, seu acesso ao debate contemporâneo, sua integração e participação sociais”. (Pág.36).

[...]. A arte do espectador é um saber que conquista com trabalho. (pág. 32).

“Ao pensar a pedagogia do espectador, portanto, não se pode desprezar o anseio, o hábito, a expectativa que condiciona o indivíduo espectador de nosso tempo em sua relação com os variados meios comunicacionais; meios esses que detêm a hegemonia dos procedimentos estéticos espetaculares e da produção de sentidos”. (Pág.41).

“Desde os anos de 1960 até meados de 1970, artistas e educadores, movidos pela ideia de democratização cultural, estruturam variadas práticas destinadas à ampliação social e geográfica do público de teatro, [...].”. (pág. 45).

“[...]. Um teatro que propõe ao expectador que rearrume os pedaços, fazendo suas escolhas, e monte o jogo de peças em função de suas posições criticas estimulando-o, assim, a produzir conhecimentos. [...].”.  (pág. 168).

“A conquista da linguagem teatral pelo espectador implica o desenvolvimento de um senso estético e um olhar-crítico – olhar armado, exigente, atento à quantidade do espetáculo, que reflete sobre os fatos apresentados e não se contenta em ser apenas o receptáculo de um discurso monológico, que impõe um silêncio do passivo. [...].” (pág. 172).


Comentário:
A concorrência da televisão foi um grande fator que de algum modo foi se desvinculando e fazendo-se o desinteresse da sociedade em ir a uma peça teatral, pois na televisão podia-se experimentar o um pouco daquele “mundo”.
O fazer teatral tornou-se um lema de resistência.
Quando assistimos á uma peça, movemos tudo ao nosso redor, pois mexe conosco, pois o teatro tem o poder de provocar, mas é importante que esses sentidos não sejam comprados, deve ser natural.
Para a construção de uma pedagogia é importante fornecer instrumentos preciosos para um aprofundamento da construção, visando também a estética.





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