Páginas

Para encontrar nossas fotos, relatórios, projetos, planos de aula e etc...

Pesquise aqui!

domingo, 9 de dezembro de 2012

Fichamento Atmosfera e recepção numa experiência com o teatro na Alemanha (Claudio Cajaíba)


Fichamento

Atmosfera e recepção numa experiência  com o teatro na Alemanha
(Claudio Cajaíba)


Tratar de recepção do teatro remete as origens deste fenômeno, localizadas pelas referencias históricas da Grécia, especificamente da noção da catarse identificada na obra de Aristóteles. (l. 5 a 13)
Comentário:  A recepção ainda que não observada  como o foco de estudo se fazia presente  a partir dessa época e para esse povo, onde  tudo girava em torno deste, seu surgimento , grandes encenações, grandes produções, grandes dramaturgos e suas grandes  dramaturgias.
(...) A participação emocional do leitor/espectador  depende dessa individualização, desse recorte sensível, antropomórfico, desse enraizar de cada palavra, num desejo e numa intenção (...) No drama não se ver a linguagem, mas o agente que o produz, onde vem a dificuldade de encara-lo como texto e o engano de ver no dialogo e nas indicações cênicas uma espécie de notação teatral. (l 24 a 32)
Em sua tese de doutoramento “A gargalhada de Ulisses”, Medes escreveu “A plateia se vina de certos tipos sociais ou padrões repressivos “...
Em 14 de setembro de 2002, Arnaldo Jabor descreveu suas impressões após assistir o filme ui ver o filme e saí modificado.  Nós não vemos o filme, esse filme nos ver.
Jabor parece corroborar com o pensamento de Manoel de Barros que em seu poema Uma didática da invenção, afirmou “as coisas não querem mais ser vistas por pessoas razoáveis”
Essas três  formulações preveem um lugar para o receptor que o privilegia( ...)
Para que as coisas e o teatro deixem de ser vistas por pessoas razoáveis é preciso que o discurso sobre elas também deixe de ser razoáveis.  É preciso que a recepção seja vista como livre das amarras impostas pelo romantismo que pressupõe o artista genial  e o receptor ignaro.
(...) Mas não há duvida de que o espectador adquiriu um novo status, um novo lugar na teoria que se produz hoje sobre as artes cênicas, as diferentes experiências que habitam o mundo sobre as artes cênicas. As diferentes experiências cênicas que habitam o mundo hoje exige essa reflexão.
(...) Como advertiu Hans Thyes Lehmann, essa é uma questão central para as artes cênicas, já que nos acostumamos  a pensar com conceitos , esquecendo-se que pintar, dançar, representar é também uma forma de pensar. (...)
(...) Ele lembra  que o uso da linguagem cotidiana é as vezes mais precisas que os discursos especializados.  E por isso defende que a expressão  atmosfera seja” aplicado ao homem, ao espaço e a natureza” (...)
A partir de um momento histórico a teoria estética passou a integrar também  uma função social ao promover a discursão sobre a função das obras de arte.
A obra vista como sino que se refere sempre a outro signo, um determinado significado pressupõe um sentido pré-determinado  quando, ao contrario dever-se-ia que uma obra de arte é própria, que ela é portadora de uma realidade própria.(...)
O que é aura? Poder-se-ia defini-la como única aparição de uma realidade longínqua por mais próxima que ela possa está (...)
El se manifesta na natureza das coisas. O que equivale dizer que  se o observador se entrega no mundo das coisas, ele compartilha a aura das coisas. Na verdade a aura é algo manifesto, é uma percepção espacial, algo como um sopro, um vapor, uma atmosfera.
Contudo as opções metafóricas para a encenação  do drama de Prospero, Miranda e Fernando como foi discutido pelo grupo de latinos, após a apresentação sob a atenção do nosso guia em Berlin ( que precisava transmitir as impressões em relatório para o instituto Guethe) _ exibiam um primor tecnológico  na cenografia, como poucas vezes se ver pelas bandas de cá. Supostamente inspirada na versão cinematográfica de Peter Greenway  intitulada Prospero’s Books, a montagem transcorria como se saísse de um livro gigante sobre o palco em pé que abria e fechava suas  paginas  para “descortinar” as distintas situações e os distintos locais onde se passa o drama, com  janelas e passagens nas páginas dos livros, numa atmosfera lúdica e atraente. ( l. 58 a 72)
Os recursos para seduzir o espectador_ cuja inteligência se podia constatar_ me aprecia desproporcionais as situações do velho drama de Shakespeare. (l. 8 a 11)
Nas cenas mais simples como no monologo inicial e final de Prospero’s, interpretado pela veterana e talentos atriz Hildegard  Schmahl , as situações que seu exilio na ilha lhe impunham, parecia mais palpáveis e me envolviam mais com espectador , de fato na atmosfera  do universo dos antigo  reis, da vingança, da reconquista do trono, das traições, das conspirações , da magia , do instinto animal dos homens, da gratidão, do servilismo, das revelações do passado obscuro, da rivalidade entre grupos, do romance “Impossível” entre jovens, do happy end, etc.(l. 15 a 26)
Atmosfera proposta pelo dramaturgo, assimila de forma contundente pelo encenador  parece se resumir na sugestão que ele faz ao espectador  no programa do espetáculo: “Perceba simplesmente que tipo de ação politica, emocional ou filosófica a peça exerce sobre você. A peça significa para cada espectador uma coisa diferente”. (l. 15 a 22)
Se o dramaturgo de A cidade... Sugere que ‘“a peça significa para cada espectador uma coisa diferente”, no caso de O oráculo  isso se intensifica, não se trata apenas de verificar que os significados são diferentes, mas de que as experiências sinestésicas e sensitivas para cada um também são diferentes. (l. 10 a 16)
Um misto de ficção e realidade, que fazia com que o tempo transcorresse sem que se percebesse. Era grande o sentimento de cumplicidade com aquilo tudo. E assim cada um saía daquele espaço tendo vivenciado um drama, uma história muito particular, muito genuína. (l. 33 a 39)
Lembrei-me então de outro filósofo alemão, Hans Georg Gademer, que diz que a experiência com a arte é o lugar mais confortável do homem no mundo por proporcionar uma clivagem, um desligamento de si, uma entrega ao outro. (l. 33 a 38)

Nenhum comentário: