FICHAMENTO DO TEXTO:A ESCRITA TEATRAL NA FORMAÇÃO DE
PROFESSORES DE ALESSANDRA ANCONA
DE FARIA pela Pontifícia Universidade
Católica.
“A
escola pública tem se confrontado com diversos problemas para oferecer uma educação
de qualidade para seus educandos.” (p.1, l. 1-2).
“[...]
a formação deve ser pensada como um processo permanente, que parta de problemas
concretos experimentados pelo professor e que possa ser uma reflexão que relaciona
a teoria à prática por ele vivida.”. (p. 1, l. 9-12).
“[...].
O que se pretende é a visão da prática como um momento de síntese, de construção/reconstrução
teórica.”. (p. 1, l. 20-21).
“Trabalhar
com a história de vida dos professores é entender a formação como um processo
de construção de sentido, a construção de um sentido que só será possível na proposição
de que cada professor possa criar a sua história, possa inventar permanentemente as formas pelas quais quer
estar no mundo, entender e repensar suas concepções de educação e que possa
dialogar com os seus colegas para a construção de um espaço comum, de uma
escola que comporte as particularidades de cada um, mas que tenha um projeto de
educação coletivo, dialogado e em permanente reflexão.”. (p. 1-2, l. 22-4).
“[...]
a presença da arte é fundamental para que, a formação permita vivenciar as relações
entre o real e o imaginário, entre o real como está definido atualmente e a possibilidade
de transformação desta realidade.”. (p. 2, l. 5-8).
“A
exploração da improvisação por intermédio do jogo teatral está fundamentada em dois
conceitos que esclarecem o motivo de sua escolha, que são os conceitos de
presença e de fiscalizar (Spolin, 1977). A impossibilidade de resolução das
proposições individualmente, que faz parte da estrutura do jogo teatral, propõe
que a relação coletiva se fortaleça e crie unidade, cada um se reconhecendo como
integrante de um coletivo.”. (p. 2, l. 19-22).
“Embora
a prática do jogo teatral já possa trazer por si mesma uma reflexão aprofundada,
entendo ser importante uma sistematização destas experiências vivenciadas coletivamente,
agora de forma também individualizada. Para tanto, proponho a utilização da
escrita dramatúrgica.”. (p. 2, l. 26-29).
“As
características diferenciadoras da escrita dramatúrgica como ferramenta para a formação
continuada do professor sem a dissociação entre ação/reflexão ou
teoria/prática, podem, em parte, ser elencadas no modo de caracterização da
dramaturgia contemporânea [...].”. (p. 3, l. 21-22).
“O
tempo e o espaço deixam de existir com uma relação de causa e efeito, de continuidade,
passando a ser metafóricos, indefinidos e fragmentados.” (p. 3, l. 24-25)
“Enfraquecimento
da personagem com função enunciadora, a palavra é mais um elemento simbólico.”
(p. 3, l. 26-27)
“A
fragmentação é característica tanto para a escrita como para a estrutura da
peça.”. (p. 3, l. 28)
“A
intertextualidade, a apropriação de textos alheios.”. (p. 3, l. 29)
“O
hibridismo, tanto os gêneros como as linguagens artísticas se misturam.”. (p.
3, l. 30)
“A
imitação da realidade perde importância, uso da metalinguagem na estrutura da fábula.”
(p. 4, l. 1-2)
“O
conteúdo é a unidade básica que sustenta a existência da narração.”. (p. 4, l. 3)
“[...]a
história de vida do professor passa a constituir a reflexão sobre seu trabalho
docente, estabelecendo uma identificação entre estas histórias e a escrita
teatral. Haveria desse modo, uma aproximação entre a escrita teatral
contemporânea e o processo de trazer à memória que é ativada com relação aos
acontecimentos passados: lembra-se aos poucos, lembra-se por pedaços, lembra-se
com lacunas.”. (p. 4, l. 4-8).
“Pensar
a formação como ato criador torna-se elemento fundamental e plausível no sentido
de tornar um indivíduo mais sensível, e de que esta sensibilidade possa alterar
a maneira das pessoas se relacionarem no mundo, integrando aspectos há muito dicotomizados.”.
(p. 4, l. 12-15).
“[...].
Acredito que esta formação será capaz de fazer com que cada um tenha capacidade
de ordenar e conquistar sua própria autonomia, como sujeito criador,
desencadeador e mediador do processo de construção de novos conhecimentos, e
que esses conhecimentos possam formar pessoas mais livres, autoras, criadoras e
criticas.”. (p. 4, l. 24-28).
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