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terça-feira, 15 de maio de 2012

FICHAMENTO DO TEXTO: A FORMA-AÇÃO DO ATOR-PROFESSOR: AS INTIMAÇÕES DO IMAGINÁRIO NA REEDUCAÇÃO DO SENSÍVEL DE ADRIANO MORAES DE OLIVEIRA


FICHAMENTO DO TEXTO: A FORMA-AÇÃO DO ATOR-PROFESSOR: AS INTIMAÇÕES DO IMAGINÁRIO NA REEDUCAÇÃO DO SENSÍVEL DE ADRIANO MORAES DE OLIVEIRA pelo Programa de Pós-Graduação em Educação – PPGE/UFPel Doutorado – Cultura Escrita, Linguagens e Aprendizagem – Or. Profª Lúcia Peres Professor do Curso de Teatro – Universidade Federal de Pelotas. VI CONGRESSO DE PESQUISA E PÓS-GRADUAÇÃO EM ARTES CÊNICAS 2010.

“[...].O fato de ter consciência de representar em relação a um grupo determinado de espectadores faz com que um conjunto de símbolos adquira uma forma distante do natural. A concentração exigida num ato teatral não está apenas no próprio ator, mas no próprio encontro. [...].”. (p.1 , l. 4-7).

“[...]. O trabalho de cada um dos alunos sobre si mesmos evidenciou questões que se relacionam com intimações das mais diversas ordens: o sentido do teatro que cada um carrega; as formas cristalizadas de atuar que cada um possui; as solicitações sociais do que vem a ser o teatro; entre outras.”. (p. 2, l. 15-18).
“Amparado por Stanislavski e Grotowski, e pelas questões do imaginário e da simbólica, não podia deixar de lado os processos formativos pelos quais meus sujeitos de pesquisa haviam passado. Assim, compreendi que aquilo que entendo ser um caminho para a formação de um ator-professor é um processo de conhecimento da nossa própria sensibilidade, isto é, de como percebemos e expressamos nossa percepção do mundo.”. (p. 2, l. 23).

“[...] algumas definições básicas: forma é estrutura; ação é movimento; ator é aquele que dá movimento à forma.”. (p. 2, l. 25-26).

“A ideia de formação de um ator-professor apoia-se no fato de que o teatro é um campo pedagógico por excelência. O ator, tecnicamente preparado, ao atuar proporciona que o espectador se movimente em suas experiências pessoais. Nesse encontro entre o ator e o espectador, que é sustentado por um ato de doação do ator, podem ocorrer choques perceptivos, ocasionando, naturalmente, uma aprendizagem ao espectador. [...].”. (p. 3, l. 1-5).

“[...] para propor um movimento de reeducação, é fundamental considerar as seguintes questões: 1. o conceito de teatro que cada indivíduo carrega e como esse conceito é transformado; 2. As solicitações da sociedade do espetáculo e como essa lógica é seguida ou confrontada; 3. A apropriação pelos alunos dos procedimentos metodológicos de ensino de teatro utilizados nas aprendizagens; 4. a força com que age nos sujeitos o encontro com obras dramáticas de outras épocas, mas com temas de seu interesse.”. (p. 3, l. 14-20).

“O objetivo era o de compreender como a exploração da teatralidade, imersa em movimentos constantes de projeção do imaginário, influenciava na formação do ator-professor. [...]”. (p. 3, l. 28-30).

“Propus como possibilidade desse processo de reeducação do sensível algumas experiências físicas. Chamei-as de experimentos poéticos. [...] um treinamento onde cada um dos sujeitos busca ampliar a percepção sobre si mesmo. [...] experimento de pesquisa ocorre na forma de encontros dos atores com espectadores (exercícios públicos teatrais): nesses experimentos cada um dos sujeitos envolvidos procura se compreender em um estado de representação.”. (p. 4, l. 5-10).

“Os exercícios públicos teatrais configuraram-se como lugares de interlocução com a tradição do teatro: são os alunos experimentando línguas estrangeiras como as de Stanislavski e seu método de ações físicas e a de Grotowski com suas orientações míticas e místicas para que o teatro possa manter o homem ligado a sua origem.”. (p. 4, l. 16-19).

“A investigação é realizada em dois níveis de experimentos poéticos: um focado no trabalho do ator sobre si mesmo e o outro nas experiências com poéticas teatrais.[...].”. (p.4, l.20-21).

“As contribuições do imaginário, atreladas à exploração da teatralidade, são de ordem arquitetural. A arquitetura dos primeiros experimentos demonstra que a estrutura se torna “estruturante” na medida em que os sujeitos interagem com a linguagem do teatro. O processo de colocar-se no lugar do outro, de buscar diálogos com outras culturas, resulta também em uma possibilidade de humanização.”. (p. 4, l. 26-30).

“No processo de desnudamento, pelo qual precisa passar o ator-professor em minha proposta de reeducação do sensível, certamente essas intimações do imaginário agirão dialeticamente. É na linguagem que os imaginários podem ser surpreendidos. É também na linguagem que o sujeito pode ser flagrado. Constituímo-nos na linguagem e pela linguagem. E linguagem, seja ela de qual ordem for, é oriunda do imaginário, é estrutura imaginária.”. (p. 5, l. 9-14).

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