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domingo, 9 de dezembro de 2012

Fichamento Uma incursão pela estética da recepção Edélcio Mostaço


 Fichamento Uma incursão pela estética da recepção
Edélcio Mostaço
A recepção não é dimensão individual, mas um fenômeno coletivo, resultante das manifestações advindas das interpretações singulares ou grupais, dimensionada através das práticas de leitura e agenciamentos históricos efetuados sobre textos e autores . (...) (p.1, l. 25 á 27)
A partir de três ângulos privilegiados _ a poiesis, a aisthesis e a katharsis _ percorrendo o processo dialógico que envolve o artista e o espectador, fica claro que, mesmo dispensando ênfase à estrutura de significados e interações comunicativas advindas com a obra, a estética da recepção é uma operação comprometida com o processo artístico. (...) (p.2, l. 1 á 6)
Ou seja, as questões relativas aos sentidos provocados pela obra dependem sempre de um contexto e eles são mutáveis, em função das circunstâncias de leitura. (...) (p. 2, l.26 á 29)
Ou seja, ele reconhece que a obra artística detém qualidades autônomas intrínsecas e mobiliza fenômenos de percepção, em modo trans-histórico, que a isolam e projetam em relação ao determinismo materialistas, em função dos agenciamentos desencadeados quando do fenômeno da fruição, fato por ele reiterado ao discorrer sobre a constituição do sujeito: “O objeto de arte, tal como qualquer outro produto, cria um público capaz de compreender a arte e de apreciar a beleza. Portanto , a produção não cria somente um objeto para o sujeito, mas também um sujeito para o objeto”. (...) (p. 3, l. 74 á 86)
Estabelecendo vários graus e modalidades de empatia, ele distingue, por exemplo, a atilada postura de Brecht, salientando como o dramaturgo alemão soube manipular “um reconhecimento do efeito e da recepção da obra literária”, que orientando sua produção para a educação do espectador ao invés do prazer estético,  transformando a empatia numa atitude reflexiva e crítica. (...)(p.4, l. 41 á 49)
Mesmo propostas estéticas que almejam o distanciamento, o estranhamento, a ironia (como o dadaísmo, o surrealismo ou Brecht) necessitam partir, no plano da experiência, de uma identificação inicial. (...) (p.5 , l.38 á 42)
As últimas são emoções estéticas, cuja intensidade e qualidade são determinadas, por uma parte, pelos bem conhecidos fatores pragmáticos (ou contextuais) da relação teatral, e por (...) (p. 6, l. 86 á 89)
(...) outra parte, pelos aspectos materiais-expressivos-estilísticos do texto espetacular (...)  (p.7  , l. 1 á 3)
De modo que a recepção, na atualidade, diz respeito a um sem número de agenciamentos no vasto território da cena, apresentado subsídios quer para a pedagogia quer para a história, quer para a sóciosemiótica quer para a análise dos discursos, fomentando plataformas que estão alargando os estudos teatrais. (p.7 , l. 18 á 24) .

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