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domingo, 28 de julho de 2013

RESUMO


BONECOS, CRIAÇÃO E ARTE


Telma Maria Gualberto de Santana
Universidade Federal da Bahia
Linha Temática: Pôster – 04 – Linguística, Letras e Artes.


Ao adentrar a sala de aula de uma escola pública da rede municipal, localizada na periferia de Salvador, com alunos do 4º ano, me deparei com a realidade vivida pelos docentes da área de artes num geral. As dificuldades enfrentadas por professores de teatro, por exemplo, chega a ser constrangedora. Não existe um espaço e nem materiais apropriados para desenvolver as atividades, ou seja, não existem recursos para tal. Isso sem contar na dispersão e no desinteresse dos alunos, além da evasão escolar, o que acaba fazendo parte do cotidiano da vida escolar e no desafio do professor de contornar essas situações, buscando mudanças de paradigmas. A criatividade e o bom senso foram peças chaves para tornar a aula atrativa dentro desse processo.  Pensando numa atividade que proporcionasse a motivação do grupo, estimulando cognitivo e trabalhando o foco do aluno, adotei como conteúdo as formas animadas, a construção do boneco de jornal, dicas de Ana Maria Amaral no livro Formas animadas e outras técnicas diferenciadas como a caixa de estímulos de Beatriz Cabral, os jogos do Fichário de Viola Spolin, e mais algumas brincadeiras que extrai do meu diário de bordo, enfim,  tudo que fizesse uma ligação com a proposta e viesse a acrescentar um melhor formato a fim de alcançar o objetivo final, o que facilitava ater a concentração, trazendo ludicidade, plasticidade, beleza e economia através de uma proposta que despertasse o interesse dos alunos fazendo-os interagir ao utilizarem o jornal velho como material didático pela facilidade de aquisição e pela maleabilidade, permitindo construir além de cenários, figurinos adereços e ainda podendo ser utilizado como objeto chave tornando possível a realização da coreografia. O resultado notado ao final de cada aula era a vontade de continuar o que gerava uma grande expectativa na espera pelo próximo encontro. Tudo acontecia por etapas. No primeiro momento aplicamos exercícios baseado na mímica corporal e dramática (técnica criada pelo francês Etiene  Decroux),  permitindo que os alunos trabalhem as articulações em partes separadas do corpo (cabeça, pescoço, busto, abdômen,  troncos e membros inferiores e superiores), buscando com isso o autoconhecimento corporal. A partir daí, começamos a confeccionar os bonecos, construindo pernas, braços, troncos e cabeças e encaixamos as partes, formando-o integralmente, atentos às dobradiças que facilitaria a manipulação, facilitando ações e gestos que se aproximem dos seres humanos.
Após adquirir esse conhecimento, desenvolvi atividades em grupo para que houvesse interação grupal, aplicando métodos em que os alunos, pudessem finalmente estabelecer uma relação dialógica com os colegas através dos jogos e exercícios direcionados a essa finalidade. Fui extraindo experiências trazidas nas improvisações, resultados interessantes, atividades com dinâmicas diferenciadas e assim realizamos uma mostra didática com á colaboração da turma que a essa altura já havia despertado para interesses artísticos, assumindo funções diferenciadas dentro do espetáculo.

Palavras-chaves: Aluno; estimulo; boneco.



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