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terça-feira, 4 de dezembro de 2012

Ricardo Santana - FICHAMENTOS


FICHAMENTO – I.FICHAMENTO – I.

Por Ricardo Santana

NOTAS SOBRE A EXPERIÊNCIA E O SABER DE EXPERIÊNCIA

Jorge Larrosa Bondía.

Tradução: João Wanderley Geraldi.


[...] “Pensar é, sobretudo, dar sentido ao que somos e ao que nos acontece”. (p.21; l. 09, 12).
“Nunca se passaram tantas coisas, mas a experiência é cada vez mais rara”. (p. 21; l. 71, 72).
“A experiência é o que nos passa, o que nos acontece, o que nos toca”. (p. 21; l. 63, 64).
“A sociedade constituída sob o signo da informação é uma sociedade na qual a experiência é impossível”. (p. 22; l. 43, 45).
“O sujeito moderno se relaciona com o acontecimento do ponto de vista da ação”. (p. 24; l. 24, 26).
“Somente o sujeito da experiência está aberto à sua própria transformação”. (p. 26; l. 3, 4).
“Ninguém pode aprender da experiência de outro, a menos que essa experiência seja de alguma maneira revivida e tornada própria”. (p. 27; l. 75, 78).

Comentário:

O autor traça um paralelo entre a experiência e os saberes dela emergentes. Alude a alguns conceitos, afirmando-os ou refutando-os, e apresenta variações pontuais no significado que adquirem no curso entre uma e oura nação. É categórico quando confere sentido ao ser humano a partir do ato de pensar, bem como do encaminhamento que é dado a essa impulsão do pensamento ao acontecimento. Desvela, a seu modo, a importância que tem a palavra e a sua correta tradução na forma de constituir-se dos povos e da vida em sociedade. E rende períodos, parágrafos e até páginas completas à tarefa de distinguir e/ou elucidar algumas delas. Informação, trabalho, opinião, periodismo, experiência, etc. passam pelo filtro de sua percepção aguda.
De todas estas acima listadas àquela que lega maior estudo e aprofundamento é justamente a que intitula a apresentação do conferencista, qual seja: a experiência. Mais do que isso, cita quatro fatores que embargam o surgimento da experiência: a busca incessante pela informação, o excesso de opinião, a falta de tempo e, por último, o excesso de trabalho.
O ideário de experiência pensado e proposto por Larrosa é quase que um devaneio, um sonho pleno e profundo, todavia, plena e profundamente realizável.



FICHAMENTO – II.

Por Ricardo Santana

UMA INCURSÃO PELA ESTÉTICA DA RECEPÇÃO
Edélcio Mostaço

“A recepção não é uma dimensão individual, mas um fenômeno coletivo, resultante das manifestações advindas das interpretações singulares ou grupais, dimensionada através das práticas de leituras e agenciamentos históricos efetuados sobre textos e autores”. P. 01.
“A estética da recepção é uma operação comprometida com o processo artístico.” P. 02.
“O prazer enfatizava a materialidade sensível do processo artístico, as constituintes intrínsecas à arte que, irredutíveis quando da experiência estética, reverberam sobre o corpo do leitor/espectador. Ignorá-las é fazer-se de cego às percepções e sensações originárias da obra, razão de ser de sua produção e fruição”. P. 02.
“O objeto de arte, tal como qualquer outro produto, cria um público capaz de compreender a arte e de apreciar a beleza.” P. 03.
“A estética da recepção parte do pressuposto de que a arte é um fazer, uma construção e, como tal, infunde uma dada relação com o leitor/espectador”. P. 04.
“As três instâncias da experiência estética são subjetivas e intersubjetivas, não obedecendo a uma hierarquia de camadas ou importância e implicando numa relação de autonomia uma em relação às demais, apresentando-se sequenciais ou não”. P. 05.
“A recepção, na atualidade, diz respeito a um sem número de agenciamentos no vasto território da cena, apresentando subsídios quer para a pedagogia quer para a história, quer para a sóciosemiótica quer para a análise dos discursos, fomentando plataformas que estão alargando os estudos teatrais”. P. 08.
Comentário:
Apresenta-se aqui um grato passeio pela estética da recepção e suas contribuições no mapa da história desde sua emergência, em 1959, na Alemanha. Grifam-se os ângulos que caracterizam a apreensão e fruição da obra de arte, assinalam-se as motivações que contribuíram para o retardamento na difusão de suas teses em países hegemônicos, com ênfase para as zonas periféricas onde se instalaram regimes autocráticos e governos ditatoriais que se prolongariam durante décadas. Liberdade de pensamento e expressão eram cassados e punidos sob o sol da injustiça.



FICHAMENTO – III.
Por Ricardo Santana
DISPOSIÇÃO PALCO/PLATÉIA AO LONGO DA HISTÓRIA: LUGAR E PAPEL DO ESPECTADOR
Luiz Cláudio Cajaíba Soares

[...] “estes teatros já nasceram envoltos em grande respeito ao público. A escolha dos locais levava em conta o sentido do vento que vinha do mar em locais fora da cidade”. P. 179.
“As encenações nas praças e mercados, em praças distribuídas em círculo, sobre os quais se representavam repetidamente as paixões, retomaram a disposição circular em torno da cena, característica do teatro grego”. P. 180.
“A busca pelo paraíso perdido, pela remissão dos pecados, a ameaça de queimar no inferno, entre outras razões, unificavam público e plateia, através da fé e do medo”. P. 180.
[...] “para os espectadores, assistir ao que se passava em cena era tão importante quanto assistir a sua própria participação, a sua própria reação”. P. 184.
[...] “do espectador contemporâneo exige-se não somente sua atividade como também sua criatividade”. P. 189.
“A relação espetáculo/espectador no teatro segue sempre recheada de inovações. E assim como reflete os acontecimentos mais remotos, deixa-se também seduzir pelas demandas da contemporaneidade”. P. 189.

Comentário:

O texto consiste num primoroso estudo acerca da concepção do espaço cênico e da função testemunhal e coadjuvante, nunca inerte, atribuída ao espectador do teatro europeu. Além disso, arquivos raros no mapa das artes cênicas – imagens como as do majestoso Epidauros, erguido na Grécia a aproximadamente 300 a.C – afiguram-se, no artigo, um espetáculo à parte.
A escolha pelo topo das montanhas e a atenção ao sentido dos ventos pareciam legar à natureza seu papel. E ela parecia não dispensá-lo, dada a qualidade da acústica desses espaços.


FICHAMENTO – IV.
Por Ricardo Santana
ATMOSFERA E RECEPÇÃO NUMA EXPERIÊNCIA COM O TEATRO NA ALEMANHA
Luís Cláudio Cajaíba Soares

A plateia se vinga de alguns tipos sociais e padrões repressivos.
Fui assisti ao filme e saí modificado. Nós não vemos esse filme, esse filme nos vê.
As coisas não querem mais ser vistas por pessoas razoáveis.
É preciso que a recepção seja vista como livre das amarras impostas pelo romantismo, que pressupõe o artista genial e o receptor ignaro.

Comentário:

O artigo reitera o compromisso que se deve ter com o lugar do espectador ao se empreitar um espetáculo. No geral, a boa peça, o bom filme, a boa pintura, todos dialogam com o público a que se destinam. Ao produzir-se a obra/o produto artístico, o foco não deveria nunca está centrado no ato de causar empatia ou aversão no destinatário. Por menos que se queira ou possa exprimir, todo receptor sempre configura (ainda que quando em silêncio) e formata, ou não, suas apreensões.


 FICHAMENTO – V.
Por Ricardo Santana
REDEFINIÇÕES NOS ESTUDOS DE RECEPÇÃO/RELAÇÃO TEATRAL
Clóvis Massa

As perspectivas nos escritos sobre recepção permanecem mais defendidas do que desenvolvidas. (P.1)
O espectador, em seu processo de apreensão, é co-responsável  pelos sentidos da obra. (P.1)
A semiótica elegeu, nos anos oitenta, o texto espetacular como seu principal objeto de estudo. (P.1)
A noção abstrata e a teoria de um espectador idealmente pensado foi substituída por um espectador de carne e osso. (P.1)
Os lineamentos da nova teatrologia devem pressupor a experiência estética não apenas como trabalho do espectador, mas considera-la em seu caráter coletivo e plural. (P.2)
Na falta de um corpus conceitual ao mesmo tempo abrangente e especifico que atenda plenamente aos estudos de recepção, conceitos como concretização e experiência estética adquirem novos sentidos conforme a teoria da abordagem. (P.2)
Pelo viés da estética de produção e da recepção teatral, Patrice Pavis vinculou o circuito de concretização à dinâmica cultural em que o trabalho do espectador se realiza, ou seja, ao seu contexto social. (P.2)
A competência teatral deve ser entendida como o conjunto de tudo aquilo (atitudes, capacidades, conhecimentos, motivações) que coloca o espectador em condições de compreender (no sentido mais amplo do termo) uma representação teatral. (P.3)
A semiótica cognitiva da relação teatral considera os níveis pelos quais o espectador passa durante e após a representação teatral como subprocessos que compõem o ato receptivo no teatro. (P.3)
Um espetáculo deixa margens de indeterminação que são articuladas pelo ponto de vista do espectador. (P.4)
O conjunto de tudo aquilo que coloca o espectador em condições de compreender uma representação teatral necessita de revisão para não destoar do fenômeno teatral como encontro fundado na presença simultânea de atores e espectadores, sob o risco da competência teatral passar ao largo da experiência coletiva. (P.4)

Comentário:

O artigo parte do principio de reconhecimento daquilo que Antonin Artaud já assinalava nos primeiros anos da década de 1950, ou seja, a existência de duas dramaturgias: uma referindo-se ao texto e outra à encenação. Apesar de algumas contestações provenientes dos mais tradicionais defensores do texto, seus autores, o fato é que a escritura do espetáculo tem superado com larga vantagem a escritura da peça, como não poderia deixar de ser. Melhor para a semiótica que elegeu, entre os anos oitenta, o texto espetacular como seu objeto de analise e investigação.


FICHAMENTO – VI.
Por Ricardo Santana
O ESPAÇO DA PEDAGOGIA NA INVESTIGAÇÃO DA RECEPÇÃO DO ESPETÁCULO
Biange Cabral

A complexidade da recepção teatral reside na polaridade entre sua dimensão coletiva e singularidade das percepções individuais. A dificuldade da interação entre produção e recepção reside tanto em receber a critica quanto em realiza-la. (P.1)
O foco na recepção emergiu como uma reação contra o papel exclusivo do texto no processo de construção de significados em arte. (P.2)
Ao selecionar convenções e signos e ao estabelecer relações co-textuais os atores estão lidando com ambiguidades e oferecendo uma série de conotações, isto é, sugerindo mais do que é falado ou demonstrado. (P.2)
Uma vez que cada elemento no palco torna-se significante, o texto será sempre ideologicamente denso dado seu aspecto coletivo e multiplicidade de signos e convenções. A leitura dos espectadores, entretanto, será sempre mediada pelo seu ângulo de visão, o qual permite interpretar os signos verbais e visuais, e fazer inferências juntando as novas informações com seu conhecimento anterior. (P.2)
Para ler a cena, os espectadores precisam perceber o contexto e as circunstancias em que ela ocorre. A interpretação não é neutra, ela reflete os valores operando no campo em que é realizada. (P.3)
O teatro de Brecht se concentrou na mudança dos modos tradicionais de produção e recepção através da introdução de recursos simbólicos planejados para interromper a unidade imaginária entre produtor de texto, autor e papel, espectador e palco, tais como: efeito de estranhamento, foco no gesto, apelo ao espectador. (P.3)
Uma tarefa é oferecida ao espectador e este deve possuir ou obter as ferramentas para realiza-la. (P.3)
O prazer teatral é o prazer do signo, é o mais semiótico de todos os prazeres. O objetivo não é encontrar a verdade, mas perceber que o mundo está lá para ser interpretado. (P.3)
O prazer por meio da experiência estética permeia um acontecimento que deve provocar um deslumbramento, tirando o contemplador da percepção automatizada ou habitual do cotidiano e conduzindo-o à dimensão estética. (P.5)
Na fronteira entre a pedagogia e o teatro, o estudo da recepção permite explorar formas de inserir o espectador no espaço espetacular e incluir sua voz na construção da narrativa teatral. (P.6)

Comentário:

Apesar de ampla em suas dimensões, a recepção teatral ainda esbarra nas percepções individuais. É impossível que um mesmo objeto artístico seja lido por duas ou três pessoas de forma absolutamente igual, pois cada indivíduo acessa aquele objeto conforme sua bagagem, vivências, estudo. Logo, todo observador conserva em relação a obra de arte um ângulo que lhe é particular e que desvela, sob esse aspecto, um pouco de egocentrismo. A recepção é o espaço ideal para a (re)criação.



 FICHAMENTO – VII.
Por Ricardo Santana
TEATRALIDADE TÁTIL: ALTERAÇÕES NO ATO DO ESPECTADOR
Flávio Desgranges

A relação do espectador com o teatro está intimamente relacionada com a maneira, própria a cada época, de ver – sentir – pensar o mundo. (P.1)
A força dramática de convicção e de persuasão se estabelece em cena como uma cortina de lágrimas. A relação do espectador com a cena teatral se vê caracterizada por forte envolvimento emocional, marcada por identificação irrestrita com o protagonista. (P.3)
Para de adequar aos princípios do drama, em sua busca por caracterizar o palco como fração da própria vida, e propor ao espectador envolvimento e comoção, a cena precisa abandonar qualquer recurso em que a teatralidade esteja revelada. (P.3)
Impelido a se lançar na corrente da ação dramática, a mergulhar por inteiro no ambiente ilusório cuidadosamente criado pelo autor, o leitor da cena observa esse mundo fictício sob o ponto de vista do protagonista. (P.3)
O ato do espectador tem como eixo principal a própria imersão no mundo ficcional. O modo de concepção das obras de arte, em consonância com o modo de compreensão do ato de leitura, indica a busca por intensificar a atitude do espectador. (P.4)
A atividade estética começa quando estamos de volta a nós mesmos, quando estamos no nosso próprio lugar, fora da pessoa que sofre, quando damos forma e acabamento ao material recolhido mediante a nossa identificação com o outro. (P4)
A teatralidade pós-dramática reflete o principio dramático, abandona a “psico-lógica” e não opera mais prioritariamente por empatia e imersão no universo ficcional criado pelo autor. (P.8)
A teatralidade pós-dramática se estrutura não como obra, mas como objeto artístico, que trabalha com a ideia de algo que não está pronto, e que para efetivar-se solicita ampla atuação do espectador. (P.8)
Na teatralidade pós-dramática a recepção opera da seguinte forma: o objeto artístico e que invade o espectador, atingindo-o em seu intimo, fazendo surgir sensações, percepções, imagens, etc. (P.9)
A atitude autoral proposta ao espectador pelo drama moderno se vê radicalizada na cena pós-dramática, já que o ato de leitura, para se constituir, a partir de então, solicita uma atitude do espectador, tomado como atuante. (P.9)

Comentário:

Flavio Desgranges promove aqui uma análise contundente acerca do ato do espectador e de como o pensamento em torno do espetáculo sofreu variações ao longo dos tempos a partir de seus horizontes de expectativas. A função de mero observador já não veste mais o olhar atento e o espirito investigativo do espectador ator-autor-protagonista da cena contemporânea. É preciso que ali, a cada peça encenada, o espectador deixe sua fração de contribuição, comungando ou não com o que foi apresentado, mas sempre postulando o seu próprio olhar.


FICHAMENTO – VIII.
Por Ricardo Santana
AVALIAÇÃO PROCESSUAL DA APRENDIZAGEM E REGULAÇÃO PEDAGÓGICA NO BRASIL: IMPLICAÇÃO NO COTIDIANO DOCENTE

Se a avaliação passa de reguladora do processo cognitivo à simples constatadora de resultados, impossibilita a docentes e discentes o direito de conhecer seguramente as condições de aprendizagem presentes naquele contexto, bem como a capacidade de alterar e transformar essas condições. (P.14)
Avaliar significa emitir um julgamento de valor ou mérito, examinar os resultados educacionais para saber se preenchem um conjunto particular de objetivos específicos. (P.14)
Conciliar avaliação formativa com a diversidade numa sala de aula é um grande desafio para as escolas formais, pois estas, tradicionalmente, seguem formatos homogêneos de trabalho. (P.16)
Devido ao contexto no qual estão inseridas, a avaliação formativa e a pedagogia diferenciada da qual participa, chocam-se com obstáculos materiais e institucionais numerosos: o efetivo das turmas, a sobrecarga dos programas e a concepção dos meios de ensino e das didáticas, que quase não privilegiam a diferenciação. (P.16)
Compreender que a avaliação segue etapas que respeitam o desenvolvimento intelectual dos educandos é o primeiro passo para torna-la uma ação essencialmente reguladora e transformadora do sujeito avaliado. (P.17)
A questão principal não é a mudança de técnicas; passa por técnicas, mas, a priori, é a mudança de paradigma, posicionamento, visão de mundo, valores. (P.17)
Aprendizagem e avaliação andam de mãos dadas, a avaliação sempre ajudando a aprendizagem. (P.18)
Avaliar é um ato político. É ingênuo pensar que a avaliação é apenas um processo técnico. Avaliar pode constituir um  exercício autoritário do poder, de julgar, ou, ao contrário, pode constituir um processo e um projeto em que avaliador e avaliando buscam e sofrem uma mudança qualitativa. (P.19)
Para superar formatos conservadores e transformar-se em sua essência, o ambiente educativo necessita de mentes abertas às mudanças. (P.24)
Ressalta-se a necessidade da realização de uma pedagogia diferenciada, pensada em longo prazo, desde muito cedo, não para a escola em si, mas para que todos os seres humanos, envolvidos direta e indiretamente com o processo educativo, deixe de ser reprodutores de discursos e práticas dominantes e opressoras, e possam transformar-se em sua essência, tal como, inevitavelmente, um dia a sociedade também irá se transformar. (P.31)
Comentário:
Apesar de a pesquisa apresentar uma discussão concentrada numa única escola da rede particular de ensino na cidade de Salvador, as queixas aqui levantadas são as mesmas que afligem docentes da rede pública de ensino. Guardadas algumas diferenças gritantes com as quais professores da rede pública geralmente se deparam – escolas sem a mínima infraestrutura para funcionamento e a convivência com superlotação de alunos por sala de aula, por exemplo – os questionamentos e as reivindicações são bastante pontuais. A revisão do processo de avaliação faz-se necessária e requer urgência. Todavia, as condições a que esses profissionais são diariamente submetidos também demandam reavaliação. E não basta que se construam salas, pintem paredes, troquem quadros, cadeiras ou ventiladores se o material humano é tratado como animal domesticado.



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