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domingo, 9 de dezembro de 2012

O espaço da pedagogia na investigação da recepção do espetáculo – Biange Cabral




O espaço da pedagogia na investigação da recepção do espetáculo – Biange Cabral

“A complexidade da recepção teatral reside na polaridade entre sua dimensão coletiva. E singularidade das percepções individuais [...]”. (pag. 1.)

“A dificuldade da interação entre produção e recepção reside tanto em receber a critica quanto em realiza-la. O aspecto sensível que envolve a relação entre o artista e avaliação de seu trabalho não se restringe ao teatro profissional. [...]”. (pag. 1.)
“Seguindo o mesmo princípio, no caso da formação do espectador, a pergunta seria o que ele percebeu ou como ele leu a cena e não se ele captou a intenção do autor.                                                                                                [...]”. (pag. 1.)

“A aproximação das funções do professor e do diretor, na contemporaneidade, reforça a oportunidade de investigar a recepção [...]”. (pag. 1.)
“Professor e diretor são ambos mediadores, entre a produção e a recepção do espetáculo. Mas, para que haja mediação é necessário explicitar a ser desenvolvido. [...]”. (pag. 1.)

“Hoje é possível observar um crescente interesse pela recepção, como parte da tendência das ciências humanas de privilegiar a auto-reflexão e   reconhecer a relevância do contexto. [...]”. (pag. 2.)

“O foco na recepção emergiu como uma reação contra o papel exclusivo do texto no processo de construção de significados em arte. [...]”. (pag. 2.)
“[...] New Creiticism- o significado de um texto estava estruturado dentro do próprio texto [...]”. (pag. 2.)

“2. Ambas afirmam que o entendimento ocorre no momento do engajamento do leitor com o texto, sem negar a importância de seus encontros previos com o mesmo ou com outros textos. [...]”. (pag. 2.)

“A maioria dos desempenhos pobres no ensino de teatro se relaciona com a carência de informações – as referências se esgotam, os alunos passam a se repetir, ou desistem de participar [...]”. (pag. 3.)

“O mesmo acontece com relação a recepção; para ler a cena, os espectadores precisam perceber o contexto e as circunstâncias em que ele ocorre. Além disso, há outra interferência na percepção e fruição artística – ambas dependem também do gosto e experiências pessoais[...]”. (pag. 3.)

“Uma tarefa é oferecida ao espectador e este deve possuir ou obter as ferramentas para realiza-la. Esse modo ativo de decodificar convenções e signos se aproxima do desafio e do estimulo proporcionado por um jogo [...]”. (pag. 3.)

“Pesquisas sobre a recepção teatral, que realizei entre 1997 e 2006, revelaram que o impacto cultural de um espetáculo esta relacionando quer com sua ressonância com o contexto social do espectador, quer com a transgressão das formas usuais e/oiu cotidiana do uso do espaço de texto. [...]”. (pag. 4.)

“A partir de 2002 um projeto de pesquisa sobre teatro em comunidade passou a usar um questionário, como roteiro para entrevistar atores e espectadores de espetáculos realizados através da parceria entre estudantes de teatro e moradores locais. [...]” (pag. 4.)

“[...] o questionário foi visto como uma possibilidade de pontuar os aspectos da estética teatral priorizados na encenação, delimitando assim o campo de observação [...]”. (pag. 4.)

“A analise dos resultados surpreendeu em dois aspectos. Em primeiro lugar não correspondeu ás expectativas da equipe de produção... em segundo lugar, os atores, formados de uma Licenciatura em Artes Cênicas, foram unânimes na constatação de que o questionário os fez perceber extensão do trabalho realizado. [...]”. (pag. 4.)

“A investigação do impacto cultural causado pelo envolvimento com uma experiência teatral ( quer como ator ou espectador), passou então a focalizar o uso de questionários como forma de apresentar ao espectador uma cartografia do campo investigado. Este procedimento amplia o campo de percepção do espectador. [...]”. (pag. 4.)

“Ao mediar a interação do espectador com a cena através de um questionários que represente uam cartografia do campo a ser investigado, o professor/diretor está por um lado, observando o que foi mais significativo para um determinado grupo de espectadores, e por outro lado, ampliando o significado da cena ao re-di-recionar o olhar destes espectadores. [...]”. (pag. 4.)

“Ocasiões em que um questionário foi distribuído antes do evento revelaram que os espectadores leram o mesmo enquanto aguardavam o inicio do espetáculo e que este fato ampliou sua percepção de sutilezas da cena e em consequência, seu prazer [...]”. (pag.4.)

“ Um trabalho de criação segundo iser, tem dois polos: o artístico e o estético. Mas, a obra de arte que dele decorre, não é idêntico ao texto nem à sua realização pelo leitor- ela se situa no meio das duas. Não pode ser idêntico porque cada texto tem uma parte não escrita, os vazios do texto(seu gaps) que precisam ser preenchidos pelo leitor[...]”. (pag.5.)

“O papel do professor, além de identificar um texto aberto para o trabalho em grupo, está também em dirigir a atenção dos participantes para estes vazios do texto [...]”. (pag.5.)

“[...] o prazer de aprender se associa ao rompimento de barreiras na área do conhecimento [...]”. (pag.6.)

Comentário:

O autor já inicia o texto falando da complexidade da recepção teatral, do cuidado que o professor tem que ter. Fala também da mistura entre professor e diretor sendo que um assumi a função,  do outro e da necessidade do mediador explicitar a concepção do ensino do trabalho, de como a leitura depende do gosto, das experiências pessoais e como a plateia atingiu um papel produtivo, do crescimento do foco em recepção teatral e o quanto é importante a contextualização dos temas abordados em. 

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