UMA
INCURSÃO PELA ESTÉTICA DA RECEPÇÃO
Autor:
Edélcio Mostaço
A
estética de recepção é pouco conhecia a pouco comentada e não expandiu todas as
possibilidades entre nós. Como dizia Robert Jauss e Wolfgang Iser, o estudo
deve sempre ser rebuscado. A recepção não é uma dimensão individual, mas um
fenômeno coletivo, resultante das
manifestações advindas das interpretações singulares ou grupais, dimensionada
através das práticas de leitura e agenciamentos históricos efetuados sobre
textos e autores.
A investigação
da recepção é feita a partir de dados históricos, símbolos, a relação
obra/artista, etc.
No
campo teatral foram franceses e italianos que se responsabilizaram por
sintonizar mais detalhadamente os pressupostos da recepção, através de estudos,
de preocupações voltadas a decifração e composição do texto quanto do
espetáculo.
Com
o surgimento da estética da recepção teatral, provocou abalo no meio cultural
tirando o foco do autor e ressalta o processo da obra, leitor e o fundo
circundante, ou seja, é mutável as questões levantadas pela obra e dependem
sempre um contexto.
A
partir de 1980 o pós-estruturalismo e o desconstrucionismo foram encorajados
pela estética da recepção e serviu de referência para incursões que lançaram
novos olhares sobre o presente e o passado cultural. A estética da recepção
parte do pressuposto de que a arte é um fazer, uma construção e como tal,
infunde uma dada relação com o leitor/espectador.
Existem
três instâncias da experiência estética de recepção, que podem atuar simultaneamente
e reverberar, sendo elas a poiesis, aisthesis e katharsis e que levam a
apreensão da obra. Elas dizem respeito quer ao criador quanto ao destinatário,
variando os ângulos de apreensões em função desse posicionamento, sendo
subjetiva ou intersubjetiva.
Em
geral, na atualidade o que diz respeito a apropriação da recepção é ter como
resultado o alargamento os estudos no meio teatral, nesse vasto território da
cena.
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