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segunda-feira, 10 de dezembro de 2012

Disposição palco/plateia ao longo da história: lugar e papel do espectador de Luiz Cláudio Cajaiba Soares



Disposição palco/plateia ao longo da história: lugar e papel do espectador de Luiz Cláudio Cajaiba Soares



“A mudanças arquitetônicas dos espaços destinados ás encenações teatrais, especialmente no que se refere aos palcos e ás plateias, que tiveram inicio com as encenações de tragédias e comedias gregas continuam se desenvolvendo e se modificando até hoje [...]”. (pag. 1).

“A estrutura das artes cênicas, desenvolvida pelos gregos, determina os princípios básicos da relação espetáculo/ espectador que vigorem até hoje, principalmente no que se refere á arquitetura teatral[...]”. (pag. 1).

“As transformações promovidas pelo teatro romano já vinham carregadas de aproximações na relação palco/plateia e já denunciava o grau de sedução e provocação que um exercia sobre o outro e vice-versa [...]”. (pag. 2).

“Á busca pelo paraíso perdido, pela remissão dos pecados, a ameaça de queimar no inferno, entre outras razões, unificavam público e plateia, através da fé e do medo[...]”. (pag. 2).

“[...] para os espectadores assistir ao que e se passava em cena era tão importante quanto assistir a sua própria participação, a sua própria reação [...]”. (pag. 4).

“O teatro profissional da Europa viveu, através desta disposição polar de palco plateia, uma ruptura e uma reestruturação de procedimentos éticos e políticos, ao tempo em que influenciava fortemente o repertorio e a forma de representação [...]”. (pag. 4).

“Tamanha forma de ação/reação de espectadores só é identificada, na história do teatro, no período elisabetano. [...]”. (pag. 4).

“Dando continuidade a também predominante separação hierárquica, a participação do publico na representação da vida dos heróis, da nobreza representada nas tragédias e comedias, passou a ser praticamente regida pelos nobres presentes a bem acomodados em seus privilegiados camarotes à frente e nos proscênios laterais [...]”. (pag. 4).

“Esta distância entre palco e plateia, que era comum em outras construções da época, foi apelidado por alguns historiadores de “terra de ninguém “ . O apelido se refere também à disputa quase bélica travada entre os espectadores no momento de escolha dos assentos. [...]”. (pag. 4).

“Além disso, a construção de teatros com menor capacidade de público imprime uma atmosfera mais intimista e, em alguns teatros particulares, se restabelece aproximadamente entre palco e plateia, outrora pratica como nesta visão de um teatro espanhol, da metade do século XVIII. [...]”. (pag. 4).

“O público vai retomando assim a sua participação: volta a se manifestar com entusiasmo durante e após as representações; conquista preços menores para os ingressos através das reivindicações; passa a eleger determinados interprete privilegiando suas apresentações; enfim, impõe com autonomia seus desejos [...]”. (pag. 4 ).

“O desejo de oferecer melhores condições aos espectadores foi ganhando espaço entre vários encenadores da época [...]”. (pag. 6).

“Hoje são inumeráveis os locais onde se apresentam as diferentes encenações e consequentemente, os diferentes modos de recepção [...]”. (pag. 6).

“A relação espetáculo/espectador no teatro segue sempre recheado de inovações. E assim como reflete os acontecimentos mais remotos, deixa-se também seduzir pelas demandas da contemporaneidade. [...]”. (pag. 6).


Comentário: O artigo Disposição palco/plateia ao longo da história: Lugar e papel do espectador trás uma visão das mudanças ocorridas nas estruturas físicas de espaços teatrais que chamam atenção em qualquer época, aponta também as mudanças de comportamentos sofridas pela plateia por causa desses diferentes espaços e como as diversificações das estruturas, dos locais de apresentação influenciam e mudam a recepção teatral.

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