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sexta-feira, 30 de novembro de 2012

Plano de aula - 13/11 - LORENA PIO


PLANO DE AULA
DATA: 13/11/2012
INSTITUIÇÃO: Escola Dom Avelar Brandão Vilela
ÁREA DO CONHECIMENTO: Teatro
ESTÁGIARIO: Lorena Pio
PROFESSOR SUPERVISOR: Camila Bonifácio
TURNO: Matutino                                                                           
TURMA: 7ª A
DURAÇÃO DA AULA : 50 minutos

PLANO DE AULA

OBJETIVO(S)
·        Concluir a criação dos painéis para a Semana da Consciência Negra.
·        Criar trechos de cordel para painel e para apresentação.

CONTEÚDO (S):
·        Explicação sobre cordel.
·        Criar cordéis e poesias para painel.
·        Leituras de poesias e poemas selecionados previamente.

METODOLOGIA:
·        Roda de relaxamento com música africana e o coordenador das atividades vai lendo as poesias e poemas selecionados. Os alunos estão na roda com os olhos fechados.
·        Durante a leitura, o professor vai distribuindo alguns doces para os alunos e pedaços de papéis em branco.
·        Ao final da leitura, cada aluno cria sua própria frase sobre o Negro, sobre si próprio, ou sobre qualquer questão relacionada a Consciência Negra e escreve no papel. Essa será a frase que o aluno dirá no dia do desfile, da apresentação.
·        Alguns trechos dos poemas e poesias lidos são selecionados para serem colados no grande painel, junto com os desenhos feitos.
RECURSO (S):
·        Cartolina
·        Papel
·        Papel Metro
·        Tesoura
·        Cola
·        Poesias e Poemas
·        Música africana
·        Lona plástica
·        Doces
·        Quadro e piloto
·        DVD e CD.
·        Recortes e revistas.
·        Lápis de cera e de cor.

AVALIAÇÃO:
Será realizada a partir do material trazido ou não pelos alunos, já solicitado em aula anterior, para o desenvolvimento das atividades e da participação individual dos membros da equipe na construção dos trechos e painel, bem como a concentração ao fazer a atividade proposta.
ESTAGIÁRIO: Lorena Pio
PROFESSORA SUPERVISORA: Camila Bonifácio



POEMAS LIDOS EM SALA DE AULA:

Consciência negra

Chega de racismo
De história mal contada
Chega de hipocrisia
De mentira esfarrapada
Esse preconceito infeliz
Que por aí diz
Que negro não vale nada.

O negro também precisa
Ser privilegiado
Chega de arrogância
Branco tenha cuidado
Com o preconceito em alta
Pois quem muito se exalta
É sempre humilhado.

Preto, branco e mulato
Vamos nos unir
O preconceito é horrível
E não é para existir
Já que todos somos irmãos
Essa grande nação
Espalhada por aí.

A consciência negra
Quer exatamente
Provar que somos iguais
E não diferentes
São lutas populares
Como as de Zumbi dos Palmares
Que morreu pela sua gente.
É preciso desde já
Com amor todo gentil
Acabar com o preconceito
E ver em nosso Brasil
O negro sorrindo tanto
Como a Daiane dos Santos,
Pelé e Gilberto Gil.

Negro, semente africana jogada em terras brasileiras! 
Negro, germinou força, fez crescer a união e produziu trabalho! 
Negro, marcado em brasa,maltratado na senzala, sedento e faminto! 
Negro, acorrentado,chicoteado, derramando suor e sangue! 
Negro, fugindo para o quilombo por não suportar tanta dor!
 Negro, homem de fé e esperança, sonhando com justiça e liberdade!
Negro: monumento de fortaleza, retrato da beleza, inspiração e nostalgia, morada da  saudade, espelho da fraternidade, voz que implora por igualdade, cor destaque da humanidade.





FILHOS DA ÁFRICA

Tu, que do ventre da mãe África, 
Nasceste forte e liberto
Tornando fecundas, as terras do deserto
Tinhas a liberdade como tua meta.
Por que te roubaram esta liberdade?
Que lei criaram com esse direito?
Por que ainda hoje há preconceito
Da tua cor na sociedade?

 Por que os meios de comunicação, 
Nos  seus filmes e novelas,
Fazem da mulher negra: gerente de panela
E do homem, motorista e guarda de portão?

A Constituição, em um dos seus artigos,
Garante a ti, direito de igualdade.
Mas  ainda existe na sociedade,
Discriminações, desde os mais antigos.
Vamos levar a todos, a conscientização
De que, da tua cor (este pigmento) 
Não interfere no teu sentimento 
Nem nos teus direitos perante a nação.


Pragas devastadoras  embranqueceram nossa cultura.
Transformaram em vovós e vovôs, Nossas iaiás e ioiôs.
Instituíram um “bem” branco
E um “mal” negro...
Uma “paz” branca,
E um “luto” negro...

Almas brancas que vão pro céu,
Almas negras, pro inferno.
Deuses brancos que são benéficos,
Deuses negros que são maléficos...
Anjos brancos que são “cristos”,
Anjos negros que são demônios.
Chega!!!
A negritude dá seu grito de desabafo!
As crianças negras querem anjos da guarda negros.

O povo negro quer magia negra.
O povo negro quer cultura negra!
Repudiamos sua prepotência,
Repudiamos sua divisão racial,
Repudiamos sua aquarela racista.
Queremos anjos negros!
Faremos um “bem negro”.
Somos povo N E G R O!!!

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