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domingo, 9 de dezembro de 2012

Fichamento


Fichamento do texto: NOTAS SOBRE A EXPERIÊNCIA E O SABER DE EXPERIÊNCIA
 Jorge Bondía


“[...] a experiência é, em espanhol, “o que nos passa”“. Em português se diria que a experiência é “o que nos acontece”; em francês a experiência seria “ce que nousarrive”; em italiano, “quelloche nos succede” ou “quelloche nos accade”; em inglês, “thatwhatis happening tous”; em alemão, “wasmirpassiert.”. (pág. 21).

“[...]. A informação não é experiência. [...] experiência é que é necessário separá-la da informação. [...] o saber de experiência é que é necessário separá-lo de saber coisas, tal como se sabe quando se tem informação sobre as coisas, quando se está informado. É a língua mesma que nos dá essa possibilidade.”. (pág.21-22).

 [...]. Em nossa arrogância, passamos a vida opinando sobre qualquer coisa sobre que nos sentimos informados. [...] (pág. 22).

“[...], a experiência é cada vez mais rara, por falta de tempo”. [...]. A velocidade com que nos são dados os acontecimentos e a obsessão pela novidade, pelo novo, que caracteriza o mundo moderno, impede conexão significativa entre acontecimentos. (pág.22).

“[...]. O sujeito moderno se relaciona com o acontecimento do ponto de vista da ação. Tudo é pretexto para sua atividade. [...]. Nós somos sujeitos ultra-informados, transbordantes de opiniões e super estimulado, mas também sujeitos cheios de vontade e hiperativos. [...].” (pág. 24).


Em contrapartida, a “vida” se reduz à sua dimensão biológica, à satisfação das necessidades [...], à sobrevivência dos indivíduos e da sociedade. “Pense-se no que significa para nós “qualidade de vida” ou “nível de vida”: nada mais que a posse de uma série de cacarecos para uso e desfrute.”. (pág.27).


[...]. Se o experimento é repetível, a experiência é irrepetível, sempre há algo como aprimeira vez. Se o experimento é preditível e previsível, a experiência tem sempre uma dimensão de incerteza que não pode ser reduzida. Além disso, posto que não se possa antecipar o resultado, a experiência não é o caminho até um objetivo previsto, até uma meta que se conhece de ante mão, mas é uma abertura para o desconhecido, para o que não se pode antecipar nem “pré-ver” nem “pré-dizer”.”. (pág. 28).

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