O USO DOS JOGOS
TEATRAIS NA EDUCAÇÃO: POSSIBILIDADES DIANTE DO FRACASSO ESCOLAR
Referencia: NEVES,
Libéria Rodrigues. O uso dos Jogos
Teatrais na Educação: Possibilidades diante do fracasso escolar/Libéria
Rodrigues Neves, Ana Lydia Bezerra Santiago – Campinas, SP: Papirus, 2009 –
(Coleção Ágere).
“[...]
Pode-se dizer que a estrutura do pensamento é cênica e, assim que a memória,
que o sonho e a brincadeira da criança são cênicos.”
O
teatro é capaz de alcançar todos os humanos sendo ele uma medida sensorial de
expressão estética que contempla diversas áreas artísticas, além das áreas
educacionais, de comportamento, de cura e bem-estar.
A
psicologia na educação trabalha nos processos educacionais dificuldades
individuais presentes nos processos educacionais. A arte na educação, em
especial o teatro pode-se pensa-lo adjunto ao suporte da psicologia,
direcionando aos sujeitos que exibem situações diversas de fracasso escolar.
Foi feito o uso do teatro sob o enfoque educacional, com base em três esferas:
a pedagógica, auxiliada pela ciência da cognição e aprendizagem; a psicologia, ajudada
pela ciência do comportamento pessoal e social; a subjetiva, valida pela teoria
do sujeito do desejo.
O
livro é composto de três capítulos, o primeiro denomina-se “Ponto de partida”,
nele partir-se de um ponto da história para analisar o trajeto do teatro na
história do pensamento educacional, no mundo ocidental. Cogitando-se num
percurso desde a civilizações clássicas, passando pela Idade Média, atingindo a
modernidade e culminando na educação brasileira, até os dias de hoje.
No
segundo capítulo denominado de “Vamos brincar de brincar” foi realizado
semelhante percurso em relação ao uso dos jogos na história do pensamento
educacional, contendo também uma breve analise do jogo e do jogar por meio de
recursos da psicologia, da psicanalise e do psicodrama.
O
terceiro capítulo é nomeado de “Seis personagens à procura de um autor”, o
mesmo descreve as etapas das atividades desenvolvidas com os sujeitos, os
recursos, infraestrutura, metodologia e afins. Em seguida, apresenta ao leitor
um dos seis casos, o caso da Antígona, com entrevistas realizadas com as
crianças e na sequencia, descreve algumas vivencias com os jogos teatrais.
O
livro também é composto por uma conclusão, onde as autoras expõem os pontos
positivos e negativos de suas pesquisas.
Durante
a leitura do livro fica perceptível que os objetivos implicados no uso da
prática teatral na educação não sofreram alterações consideráveis ao longo do
tempo e da história. Em todos os períodos registram-se objetivos pedagógicos conectados
à transmissão de conceitos, conteúdos, valores, ou de excitar a educação
estética. A ênfase do uso do teatro para fins educativos verifica-se muito coeva
nas civilizações clássicas e na Idade Média.
Aos
jogos são investidos estudos desde tempos mais remotos, tornando-se um
reconhecido instrumento pedagógico. Jogo e Teatro encontram-se presentes como
objetos de uma junção significativa capaz de produzir efeitos em espaços
diversos. Jogo com Teatro deriva numa prática oriunda da fusão de duas
atividades essenciais ao humano. Jogo de Teatro versa no que se compreende hoje
como jogo teatral, este averigua aplicabilidade, pratica-se, como se viu neste
trabalho com objetivos atrelados a fins diversos: terapia, conscientização
política, aprendizagem. Os quatro autores apresentados no segundo capítulo,
Viola Spolin, Augusto Boal, Olga Reverbel e Joana Lopes, os mesmos formam um
grupo de pesquisadores que sistematizaram essa prática.
Os
subsídios da psicanalise na educação possibilitam pensar a subjetividade do
educando, ajuntando a analise da aprendizagem, para além do olhar direcionado
ao conhecimento, também o olhar direcionado ao saber. Com base nas referencias
teóricas, bem como na análise de caso apresentada, podem-se pensar muitas das
queixas de aprendizagem, constatadas nos espaços escolares e familiares,
oriundos dos aspectos da subjetividade, ligadas ao sujeito e não ao individuo.
Conceber
a educação como protagonista das alterações e dos investimentos necessários a
um mundo melhor implica a criação de estratégias e politicas que edifiquem
projetos e práticas pedagógicas que se aproximem desse objetivo.
A
advertência de competências e habilidades percebidas nas crianças durante à
pratica dos jogos consente distinguir os trabalhos com um enfoque pedagógico e
carregado de atenção ao subjetivo.
Os
jogos teatrais são passíveis de ser usados na educação como prática pedagógica
e igualmente como prática que abrange a extensão da subjetividade. Uma vez
contemplado na instauração de profissionais, na ampliação da atenção do
educador, bem poderá constituir um aumento no equipamento escolar.
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