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terça-feira, 8 de maio de 2012

RESUMO: O USO DOS JOGOS TEATRAIS NA EDUCAÇÃO: POSSIBILIDADES DIANTE DO FRACASSO ESCOLAR


O USO DOS JOGOS TEATRAIS NA EDUCAÇÃO: POSSIBILIDADES DIANTE DO FRACASSO ESCOLAR
Referencia: NEVES, Libéria Rodrigues. O uso dos Jogos Teatrais na Educação: Possibilidades diante do fracasso escolar/Libéria Rodrigues Neves, Ana Lydia Bezerra Santiago – Campinas, SP: Papirus, 2009 – (Coleção Ágere).

“[...] Pode-se dizer que a estrutura do pensamento é cênica e, assim que a memória, que o sonho e a brincadeira da criança são cênicos.”
O teatro é capaz de alcançar todos os humanos sendo ele uma medida sensorial de expressão estética que contempla diversas áreas artísticas, além das áreas educacionais, de comportamento, de cura e bem-estar.
A psicologia na educação trabalha nos processos educacionais dificuldades individuais presentes nos processos educacionais. A arte na educação, em especial o teatro pode-se pensa-lo adjunto ao suporte da psicologia, direcionando aos sujeitos que exibem situações diversas de fracasso escolar. Foi feito o uso do teatro sob o enfoque educacional, com base em três esferas: a pedagógica, auxiliada pela ciência da cognição e aprendizagem; a psicologia, ajudada pela ciência do comportamento pessoal e social; a subjetiva, valida pela teoria do sujeito do desejo.
O livro é composto de três capítulos, o primeiro denomina-se “Ponto de partida”, nele partir-se de um ponto da história para analisar o trajeto do teatro na história do pensamento educacional, no mundo ocidental. Cogitando-se num percurso desde a civilizações clássicas, passando pela Idade Média, atingindo a modernidade e culminando na educação brasileira, até os dias de hoje.
No segundo capítulo denominado de “Vamos brincar de brincar” foi realizado semelhante percurso em relação ao uso dos jogos na história do pensamento educacional, contendo também uma breve analise do jogo e do jogar por meio de recursos da psicologia, da psicanalise e do psicodrama.
O terceiro capítulo é nomeado de “Seis personagens à procura de um autor”, o mesmo descreve as etapas das atividades desenvolvidas com os sujeitos, os recursos, infraestrutura, metodologia e afins. Em seguida, apresenta ao leitor um dos seis casos, o caso da Antígona, com entrevistas realizadas com as crianças e na sequencia, descreve algumas vivencias com os jogos teatrais.
O livro também é composto por uma conclusão, onde as autoras expõem os pontos positivos e negativos de suas pesquisas.
Durante a leitura do livro fica perceptível que os objetivos implicados no uso da prática teatral na educação não sofreram alterações consideráveis ao longo do tempo e da história. Em todos os períodos registram-se objetivos pedagógicos conectados à transmissão de conceitos, conteúdos, valores, ou de excitar a educação estética. A ênfase do uso do teatro para fins educativos verifica-se muito coeva nas civilizações clássicas e na Idade Média.
Aos jogos são investidos estudos desde tempos mais remotos, tornando-se um reconhecido instrumento pedagógico. Jogo e Teatro encontram-se presentes como objetos de uma junção significativa capaz de produzir efeitos em espaços diversos. Jogo com Teatro deriva numa prática oriunda da fusão de duas atividades essenciais ao humano. Jogo de Teatro versa no que se compreende hoje como jogo teatral, este averigua aplicabilidade, pratica-se, como se viu neste trabalho com objetivos atrelados a fins diversos: terapia, conscientização política, aprendizagem. Os quatro autores apresentados no segundo capítulo, Viola Spolin, Augusto Boal, Olga Reverbel e Joana Lopes, os mesmos formam um grupo de pesquisadores que sistematizaram essa prática.
Os subsídios da psicanalise na educação possibilitam pensar a subjetividade do educando, ajuntando a analise da aprendizagem, para além do olhar direcionado ao conhecimento, também o olhar direcionado ao saber. Com base nas referencias teóricas, bem como na análise de caso apresentada, podem-se pensar muitas das queixas de aprendizagem, constatadas nos espaços escolares e familiares, oriundos dos aspectos da subjetividade, ligadas ao sujeito e não ao individuo.
Conceber a educação como protagonista das alterações e dos investimentos necessários a um mundo melhor implica a criação de estratégias e politicas que edifiquem projetos e práticas pedagógicas que se aproximem desse objetivo.
A advertência de competências e habilidades percebidas nas crianças durante à pratica dos jogos consente distinguir os trabalhos com um enfoque pedagógico e carregado de atenção ao subjetivo.
Os jogos teatrais são passíveis de ser usados na educação como prática pedagógica e igualmente como prática que abrange a extensão da subjetividade. Uma vez contemplado na instauração de profissionais, na ampliação da atenção do educador, bem poderá constituir um aumento no equipamento escolar.

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