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terça-feira, 31 de janeiro de 2012

Atividade Interdisciplinar: Artigo

Uma questão de Perspectiva: estudando Óptica pelo olhar dos jogos teatrais



Camila Costa Sousa*

Marli Maria Souza Cruz**



Esse trabalho aborda a atividade de interdisciplinaridade ocorrida o Colégio Estadual Odorico Tavares ano de 2011 entre a disciplina de Física e a de Teatro através do Programa Institucional de Bolsas de Iniciação a docência. As relações aqui discutidas baseiam-se nas colocações das bolsistas PIBID participantes e nos conteúdos de Física e Teatro abordados na escola.

Palavras-Chave: PIBID Teatro; Proposta Interdisciplinar; Óptica; Corpo; Espelhos.



No ano de 2011 o Pibid-Teatro participou de congressos e seminários, além de desenvolver atividades na instituição formal de ensino como mostras, recepção dos alunos a espetáculos teatrais participantes do Festival Internacional de Artes Cênicas-FIAC. As colocações aqui apresentadas são baseadas em um plano de aula com duas propostas de atividade interdisciplinar realizadas no Colégio Odorico Tavares no ano de 2011 no turno matutino com duas turmas de 2º ano; 2ºm5 e 2°m7 abordando óptica através de metodologias teatrais.

Como a proposta foi trabalhar com áreas incomuns ao teatro, criando assim um desafio para a experiência, buscamos áreas nas quais pudéssemos nos sentir um pouco mais confiantes para desenvolver as atividades e que tivessem uma relação clara com o dia-dia, assim teríamos apropriação do que estava sendo aplicado. Dentro de um processo de autonomia procuramos professores que demonstrassem interesse nessa experiência. Escolhemos também como critério, dar preferência a docentes que estivessem em formação de sua carreira profissional- pibidistas ou professores que participassem de outros projetos semelhantes, por acreditar que esses abraçariam melhor as nossas propostas.

Escolhemos esse tema porque, ao primeiro contato com Roberta - professora de física-, descobrimos que esse conteúdo não seria aplicado; os alunos estavam com alguns assuntos atrasados e era necessário fazer uma escolha de assuntos para o desenvolvimento da unidade. Por ser uma abordagem importante tanto quanto os outros, e segundo a professora é algo que esta no nosso cotidiano, assim propomos uma pequena introdução.

Atendendo as indicações do nosso coordenador sobre a realização da atividade em grupos que ainda não tivéssemos contato nem discussão, decidimos realizar com as turmas de 2º ano. São turmas que não tiveram contato com o teatro ainda na escola e podem propor como metodologia de alguma disciplina no 3º ano facilitando assim o entendimento de assuntos que servirão para o seu conhecimento escolar e pessoal, além de possíveis assuntos para quem pretende prestar vestibular no ano de 2012.

As atividades para realização dessa experiência foram organizadas como plano de trabalho; Leitura do material de física, pesquisas de metodologias teatrais que contemplassem a proposta, plano de projeto, plano de aula, cronograma de atividades, organização de material para a realização do artigo, avaliação da experiência, e artigo.

A proposta inicial possibilitou uma visão ampliada para outras áreas, conhecimento de outra matéria, novas possibilidades de novas aulas com metodologias diferenciadas, independente da disciplina. Infelizmente de todas as etapas programadas a prática dessa atividade não foi possível ser realizada. Pois foi o período que a escola passou por uma avaliação inesperada do governo para todas as instituições formais. Como conseqüência a avaliação da quarta unidade foi adiada e o projeto acabou sendo adiado para que o cronograma escolar fosse contemplado.

Mesmo diante das dificuldades e da não realização prática do projeto, parte da proposta foi realizada, trazendo novas experiências tanto para nós pibidistas de teatro quanto para a professora Roberta, “docente em formação”. O que podemos refletir com essa experiência é a necessidade de a instituição formal dar mais apoio a atividades com esse perfil, que visam trazer novas possibilidades de aprendizado para o público jovem, pois este ainda não consegue perceber a importância que os conteúdos aplicados na escola tem para o seu crescimento pessoal.



* Camila Costa Sousa. Pibidista teatro, 7º semestre do curso de Licenciatura em Teatro pela Universidade Federal da Bahia.

** Marli Maria Souza Cruz. Pibidista teatro, 7º semestre do curso de Licenciatura em Teatro pela Universidade Federal da Bahia.



REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

PENTEADO, Paulo Cesar M. Física - Ciência e Tecnoglogia. / Paulo Cesar M. Penteado, Carlos Magno A. Torres. São Paulo: Moderna, 2005.

BOAL, Augusto. Jogos para atores e não atores. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 1998.




ANEXO: JOGOS.

ÓPTICA: AS CORES DE UM CORPO, ESPELHOS PLANOS E ESPELHOS ESFÉRICOS.

1ºJogo: As cores de um corpo.o jogo do primeiro assunto seria com intenção de aquecimento e concentração para a aula:numa roda, breve apresentação, alongamento das partes do corpo (padrão-rápido).Respirações variadas, pensando na consciência corporal da mesma. Olhos fechados ou vendados, cada um começa a se imaginar com uma luz colorida monocromática (que emana uma só cor, e está dentro das que tem no arco-íris). Pequeno trabalho meditativo: imaginem essa cor ficando mais forte e mais fraca, e como essa cor faz com que você se sinta e por que você a escolheu. Só pensando e respirando. Levar papéis onde estarão os significados das sete cores do arco-íris (uma tentativa de sensibilização). Cada um diz sua cor em voz alta e ganha um papel de acordo com a mesma. Subdividem-se em grupos de cores iguais. (Aqueles que escolheram entre vermelho, verde e azul são considerados, cores primárias - breve explicação; os outros cores secundárias.)


Leiam em seus respectivos grupos os significados das cores que escolheram em comum. Separam-se. Uma cor primária com uma cor secundária, e trocam os significados das cores entre si. (Uma cor secundária unida a uma primária que não fez parte da sua criação forma a luz branca, por isso essa dupla é chamada de cores complementares - breve explicação sobre cores complementares e checar as duplas que conseguiram aleatoriamente serem chamadas assim. Dar um bombom a estas duplas se houverem.)



2ºJogo: Espelhos Planos.Explicação tradicional da professora. Ao fim, os alunos levantam e vamos juntos experimentar as várias possibilidades dos jogos de espelho que Boal cita em seu livro ‘Jogos para atores e não atores’.
DESAFIO> 4 voluntários. Divide-se o chão em quatro quadrantes. Dois alunos um de frente para o outro, como no jogo do espelho, objeto-imagem. Os outros dois nos quadrantes laterais, de acordo com a explicação da professora sobre imagens formadas entre dois espelhos planos (onde ocorre a formação de três imagens para um objeto), tentar por no corpo a movimentação do objeto de acordo com a posição dos espelhos. 3º Jogo: Espelhos Esféricos. Novamente explicação da professora. Duplas; idealizando o espelho côncavo (que aumenta a imagem), o que um fiz o outro irá imitar de forma extremamente exagerada. Ou idealizando o espelho convexo (que diminui a imagem), o que um aluno fizer o outro irá imitar de forma bem minúscula e minuciosa. Para dinamizar, as duplas deverão ser trocadas e as imitações podem beirar o cômico, ou apenas trabalhar a expressão corporal detalhada, variando entre a face, os membros do corpo, as posições que o corpo pode alcançar, etc. Para finalizar, em trios um deve ser o objeto (neutro - que faz os movimentos/posições) e os outros dois devem comportar-se um como o espelho côncavo e o outro como um espelho convexo. Em roda, um questionário é aplicado sobre a aula, e acontece uma breve conversa avaliativa sobre a proposta e como ela se reverberou nos alunos e nas professoras.



ÓPTICA: PONTO REMOTO, PONTO PROXÍMO, ZONA DE ACOMODAÇÃO

Explicação sobre a função simples do olho.

 1º Jogo: em dupla os participantes devem andar e observar os detalhes do outro se afastando e se aproximando. Devem perceber o Maximo de detalhes quando estiverem pertos e como esse detalhe some quando estão longe tendo uma visão mais geral?

Explicar o porquê isso acontece: “quando um objeto se aproxima ou se afasta do olho a abscissa “p” (distancia da retina para a lente) varia, lente e objeto variam, assim varia a distancia focal do cristalino, a imagem fica sempre localizada na retina.”

 2º Jogo: ainda em dupla e de frente pro outro sendo que em uma distancia da extremidade da sala a outra os participantes devem se afastar e se aproximar buscando detalhes a olho nu e vendo até que ponto é possível enxergar nitidamente, o mais próximo e o mais longe para descobrir qual a sua zona de acomodação.

“A zona de acomodação é a região compreendida entre o ponto próximo e remoto, ou seja o ponto próximo é o ponto que o olho vê com nitidez, e o ponto remoto é a distância máxima que o olho vê com nitidez. Para o olho normal a distancia máxima está no infinito “(D→∞)” próximo a 10m. e a distancia mínima é de 25 cm (d=25 cm). Essa imagem é localizada na retina”.








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