As pessoas mudam: seu jeito anda, de se vestir, de se comportar, de pensar. Junto a isso, o meio artístico também muda e as formas de representações estão numa eterna transformação, com isso o teatro vem se adaptando, com novas tecnologia e criatividade dos encenadores o teatro ganha “caras novas” a cada período.
"As mudanças arquitetônicas dos espaços destinados às encenações teatrais, especialmente no que se refere aos palcos e às platéias, que tiveram início com as encenações de tragédias e comédias gregas continuam se desenvolvendo e se modificando até hoje." (p.178)
Mas com toda essas mudanças, adaptações e evoluções, mesmo com toda uma tecnologia do século XXI ainda se questiona a qualidade da acústica dos antigos Teatro Gregos, que numa inteligentíssima construção de cálculos precisos, onde os tamanhos e locais onde as pedras eram colocadas interferiam diretamente na estrutura e na acústica do teatro, também eram pensados na posição do vento que vinha do mar, tudo para que todos que tivessem da platéia (6.200 pessoas) ouvissem cada palavra,mesmo que sussurrada.
"Algo nestes teatro até hoje chama atenção e impressiona a vários arquitetos, historiadores e profissionais de teatro: sua perfeita acústica." (p.178)
Mesmo com as diferenças entre o teatro grego e teatro romano, pode-se observar que nas apresentações em Roma nas praças e mercados eram em palco distribuído em circulo (que é uma característica grega), que era utilizado para representações das paixões, onde todos numa “peregrinação” reproduzindo parte da vida de Cristo se uniam, numa só multidão, onde não se identificada quem era platéia.
"A busca pelo paraíso perdido, pela remissão dos pecados, a ameaça de queimar no inferno, entre outras rezões, unificavam público e platéia, através da fé e do medo." (p.180).
A diferença de classes sociais era muito nítida nos teatros, começando pela distribuição na estrutura da platéia, onde sempre os melhores lugares eram para nobreza. E principalmente nos comportamentos durante as apresentações, nesse caso rir ou não rir na hora certa poderia causar mal estar.
"A manifestação da platéia formada pelos não nobres, muitas vezes deveria estar de acordo com a reação dos nobres. Se o rei risse em alto e bom tom de alguma ação mostrada em cena, o público estava autorizado, ou talvez até ‘obrigado’ a fazê-lo também. Caso contrário se poderia incorrer em gafes e ferir certos princípios, certas regras de comportamento, ofensivas ao rei. Rir de algo que o rei não achava engraçado poderia trazer más consequências." (p.185)
O espaço cênico vem mudando a cada nova representação teatral e com toda contemporaneidade cabe aos encenador e artistas envolvidos (cenógrafos, figurinistas, aderecistas, entre outros) usar e abusar dos espaços que o mundo de hoje nos oferecem e principalmente ousar ao maximo da criatividade assim não ficamos refém da caixa cênica
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